Um Fundo Fotográfico lindo de viver – Modo de Fazer!

Do processo criativo de uma ilustração – desenhando um fundo fotográfico.
A Dani Bertolucci Props-Drops me passa os temas que mais o público tem procurado lá no site dela. Aqui você vai ver como acontece a mágica por aqui.


1 – Eu pesquiso, esboço com lápis, escaneio e junto tudo no Photoshop pra estudar proporções e elementos. Assim componho a ilustração como fica melhor.

2 – Faço uma pesquisa de cores para definir uma paleta bem harmônica, e no Photoshop mesmo aplico rapidinho para ver se fica bom.

3 – Imprimo minha base no tamanho que preciso, e com mesa de luz passo para a papel final e aquarelo os elementos.



4 – Aquarela pronta, digitalizo e no computador faço os últimos ajustes para pré-finalização digital. Alguns trabalhos ainda recebem retoques de Pintura e Tratamento Digital, onde com o Software de Imagem ainda trabalho um tico mais para deixar mais bonito o resultado final. As vezes, usando o Photoshop retoco, dou mais umas pinceladas ou corrijo alguns detalhes, como aconteceu na ilustra rosa com as selas e o topo do carrossel que acabou ficando muito carregado de tinta. Outro software fantástico e totalmente desenvolvido para trabalhar pintura digital é o Corel Painter, da Corel. Maravilhoso! 

5 – Tudo ok, interpolo e e envio o arquivo gigante para Dani verificar e colocar a venda na loja – http://danibertolucci.com/…/fundo-fotografico-em-tecido-ba…/



http://danibertolucci.com/shop/fundo-fotografico-em-tecido-backdrop-338/


Trabalheira DELICIOSA que resulta num trabalho delicado e maravilhoso de viver!
Curtiu? Imaginou que era assim o processo de trabalho? Cada artista trabalha de uma forma e cada obra exige uma diferente gama de recursos. Esse se faz assim. Esse eu faço assim.
Obrigada pela visita.

Como voltei a ser estagiária aos quase 40

Retornando à escola para reaprender a aprender.
Quem me acompanha tem visto que ando bem produtiva nos dois últimos meses. Nessa semana orgulhosamente fechei um ciclo onde tive uma oportunidade pessoal e profissional de imersão no universo de uma escola muito especial que adota como linha mestra a Pedagogia Freinet, a Escola Curumim de Campinas. Isso motivou novos olhares e isso se refletiu em algumas criações, seja em texto ou arte.

De certa forma tem ligação com a experiência que estava em curso por aqui:
Um post reflexivo sobre a infância – “É preciso urgentemente resgatar a própria infância, para sermos pais melhores”/ Tutorial sobre segurança para nossas crianças na web –  “Segurança na Internet – Como configurar restrições no youtube”/ Criação de livro-publicação-exposição de arte interativo sugerindo produção escolar do modelo – “Projeto criativo sobre selfies ridículos e exposições online”/ e criação de ilustração-maquete artesanal inspirada nos projetos vistos em – “Ainda não domino o 3D – a vingança“.

Ao voltar a ser estagiária aos quase 40, retornei aos bancos da escola para reaprender a aprender.


Depois de tantos anos de atuação em outras áreas, por quê se voltar para esse campo?
Quem me conhece dos tempos que lecionei no SENAC, lembra o quanto para mim era gratificante ensinar. Quando eu estava grávida da Júlia em Ribeirão, em 2010, e Campinas era nem sombra de possibilidade de mudança, eu prestei quietinha dois concursos: um para lecionar Artes no Estado, e outro para Informática no SESI. Obtive boas colocações em ambos. No concurso do Estado, entre mais de 230.000 candidatos, onde 52.839 foram selecionados, e inicialmente 10.083 seriam convocados, consegui colocação entre esses 10.083 (mesmo já fazendo 11 anos que estava afastada das teorias da licenciatura). Seria um caminho para uma possível futura atuação, onde uma carga horária de trabalho menor me garantiria mais presença junto à filha recém-chegada. Por ela eu estava disposta a começar tudo de novo. Vislumbrava também que, lecionando talvez um tempo no Estado, ao aprender a ser professora de verdade na diversidade (e grandes dificuldades) do ambiente estadual, eu conseguiria atuar mais adiante naquela escola dos sonhos, onde filhotes estudariam também. A Rosane Malusá, uma pessoa muito querida e referência para mim, me inspirou a pensar em um caminho assim. Mestre na sua área, fluente em 5 línguas e que atuava “apenas” como professora de ginásio na época, ensinando justamente na escola dos filhos.  Mas aí houve a mudança de Ribeirão para Campinas, e para eu ter minha vaga assegurada e ser transferida, eu teria que ter atuado pelo menos um ano na região onde tinha sido aprovada. Como sabe-se, esse plano não vingou. 


As necessidades de entender e refletir profundo sobre educação.
Aqui em Campinas, fui apresentada por uma vizinha à Escola Curumim, em 2011. Eliete era mãe de um pré-adolescente que estudava na escola. Me chamava a atenção a postura do pequeno Maurício. Diferente dos pré-adolescentes que eu via subir e descer a rua juntos diariamente, munidos de celulares último tipo, Maurício ficava à parte desse movimento, e tinha sempre um livro nas mãos. E no olhar uma curiosidade, calma e doçura que me encantavam.

A primeira visita foi quando decidi matricular Júlia com 1 ano e 7 meses na “escolinha”. Fui recebida muito atenciosamente pela coordenadora do Núcleo Infantil, a Mônica, que me apresentou os espaços, as ferramentas de trabalho e um resumo do que é ser uma escola que aplica a pedagogia Freinet como norteadora. Tudo me impressionou muito: os Livros da Vida, as produções das crianças cobrindo todas as paredes da escola, os espaços verdes e amplos, a mistura de faixas etárias no ensino infantil. Tudo visto reforçava o texto escrito do material explicativo entregue: uma pedagogia baseada na autonomia, expressão, cooperação e trabalho. Mas naquele primeiro momento, porém, minha insegurança de mãe de primeira viagem me impediu de colocá-la ali. Eu precisava que meu senso de proteção extrema fosse suprido. A amplitude daqueles espaços e o fato da escola ter também ensino fundamental me assustaram. Juju então foi para outra escola menor. Uma escola maravilhosa que cumpriu lindamente à risca todos os combinados. E Jujus foram muito, muito felizes lá.

Então Juju-filha cresce e “pede” mais algumas coisas: necessidade de desenvolver mais autonomia, se expressar em potencialidades mais particulares, cultivar espírito mais cooperativo e trabalhar com mais mão na massa suas “atividades criativas”, que eu tanto a incentivo desenvolver desde sempre. Juju-mãe também começou a se inteirar e fazer questionamentos profundos sobre os cenários atuais em educação no Brasil. Surge preocupação com a aceleração que exige das crianças hoje responsabilidades e contatos prematuros com questões e conhecimentos para os quais elas ainda não tem maturidade emocional, motora, sensorial e cognitiva plenas para vivenciarem. Senti necessidade de preservar um pouco mais o tempo de Jardim de Infância da minha filha. E para isso, Júlia iniciou nova jornada no ensino infantil da Escola Curumim ano passado.

Começamos a fazer parte de uma proposta concretizada em ações onde o espaço de aprendizagem respeita profundamente as individualidades e os tempos de aprendizagem dos alunos. Um espaço que proporciona cuidado, sem que isso sufoque suas iniciativas e curiosidades de exploração. Onde grandes árvores e vãos livres fazem parte de uma atmosfera de contato com a natureza e a liberdade. Lugar onde vejo crianças e pré-adolescentes fortes, empáticas em seus olhares e atitudes de uns para com os outros. Eles não se atropelam. Eles se percebem e se ajudam verdadeiramente. Tem senso de coletividade. E formar hoje um pré-adolescente que percebe algo além de si mesmo é um trabalho hercúleo e digno de aplausos.

Experienciando Juju inserida nisso plenamente, quis entender melhor como essa proposta se constrói para decidir alguns próximos passos, mais fundamentada. Soma-se ainda curiosidade de mãe, artista e educadora. Sobrou por aqui um tempo necessário para resolver uma questão em pausa. Além de ser um ensaio de retorno ao mercado de forma planejada, há a visão de que um item como esse em meu currículo depois de quase cinco anos sem movimentos mais formais, seria positivamente avaliado.


De volta aos bancos da escola.
Através de um canal generoso aberto pela instituição, após fazer um curso introdutório, passei a frequentar desde maio, como estagiária, as aulas de Arte nas turmas de 6º a 9º anos, dadas pela Professora Audrey. Voltei para o banco da escola e aprendi como aluna nova, lições sobre um mundo desconhecido. Audrey é uma profissional fantástica, com experiência de 16 anos de cadeira só na Curumim e um mundo para compartilhar. Agradeço imenso a ela o tempo e toda a paciência que dedicou às minhas questões. Acompanhei as aulas, o dia a dia, a preparação para um evento emblemático da instituição e estudei in loco a pedagogia.

Compreendendo a teoria na prática, me encantei mais ainda com o que vi do lado de dentro. Resgatei minha própria trajetória escolar nas dinâmicas presenciadas em sala de aula. Relembrei os estudos da Licenciatura em Artes. Revi alguns mometos do primeiro estágio realizado anteriormente, obrigatório para conclusão da faculdade, feito junto de outra professora de artes que deixou marcas profundas na minha história, Dona Lindalva de Lorga. Me encantei também com as crianças!

Agora, com uma percepção madura e com olhar também de mãe que quer o melhor dos mundos para seu filho, me senti feliz tateando terrenos tão férteis. Entendo hoje melhor o universo “do aprender a aprender” proposto, através dessa visão inovadora, que na verdade existe fundamentada há mais de 40 anos. Nascida da experiência de um educador chamado Célestin Freinet, ao conhecer sua trajetória e como ele “criou” a pedagogia batizada com seu nome, fica muito claro que teoria nascida e embasada a partir da prática, tem uma força vital diferenciada.


Freinet, uma pedagogia que desperta seres melhores para o mundo.
desenhoBXAprendi que a pedagogia Freinet promove um alinhamento entre os saberes científicos, a arte e a cultura. Percebi o quanto esse alinhamento vem de encontro ao que entendo como uma mistura de elementos ideal na formação de base que desejo para a minha criança. Entendi a importância de que ela receba sim, o conhecimento formal, imprescindivelmente. Mas que o contato com a arte e sua cultura, a formará para uma aplicação fértil e consciente de tudo de bom que esse tal de conhecimento – que é poder -proporciona. Compreendi que a sua essência da criança, fomentada pelo estímulo de sua capacidade criadora não se perderá. E que se espera que ela, sob esses estímulos, queira e ame ler mas não só as letras, mas o mundo inteiro. E que veja sentido e entenda seu papel a desempenhar nisso.

A criança é provocada para ser capaz de buscar o conhecimento por iniciativa própria. Sendo todo essa instigação do desejo de saber, conhecer e explorar feita tão fortemente, será facilitado o caminho percorrido entre o sonhar até o realizar. O grande movimento feito em torno da leitura, dos livros e produção de texto assegura que o língua na sua forma viva e o seu uso, sua produção, seja algo tão presente na vida da criança como o brincar e o jogar. A criança que aprende a gostar de aprender, a ler e a escrever prazerosamente, instrumentalizada estará para se tornar um adulto capacitado a fazer qualquer coisa que queira. A transitar ilimitado. Lindamente!

No campo emocional, as crianças desenvolvem uma profunda capacidade de demonstrar empatia pelo outro. As práticas que respeitam ritmos próprios e capacidades individuais diferentes fomentam isso. A postura inclusiva, de absorver crianças portadoras de deficiências e inseri-las realmente ao convívio diário escolar prepara o olhar e as atitudes dos mais privilegiados para o cuidado, o amparo, a aceitação, a cooperação e o entendimento das diferenças.

A proposta de que a criança seja protagonista do próprio aprendizado coloca o professor em um papel que exige dinamismo. É preciso ser um mediador firme, colaborativo e atento . O corpo docente trabalha com o novo diariamente e isso precisa agregar profissionais comprometidos com a não-comodidade e o não-conteudismo. Os movimentos são constantes e um dia nunca será igual ao outro. Como é a vida. É preciso preparo e disposição para lidar com isso. E eles tem.

Esse cenário se firma com a utilização, entre outras, de ferramentas como a criação de livros coletivos e individuais, como os Livros da Vida e as Publicações dos Projetos em Álbuns. As Produções Artísticas em suportes variados, de cunho coletivo e individual. O fomento da produção do Texto Livre. Uso do chamado Jornal de Parede, onde democraticamente se expõe e discute o que “Eu felicito”, “Eu Critico”, “Eu Proponho”, “Eu pergunto”. A Roda de Conversa. Os Ateliês e Projetos de Pesquisa orientada e os Ateliês de Trabalhos manuais e técnicos. As Aulas-passeio. Os Planos de Trabalho anuais estabelecidos conforme cada necessidade de ação. A definição clara e constante dos processos e metas desde o princípio de cada ação em sala de aula. O desenvolvimento das capacidades de Organização, Autoavaliação e Autocorreção orientados. Valorização do sentido do Trabalho. E muito respeito com as dificuldades e limitações do outro.

Essas ferramentas, de modo geral, se propõem a desenvolver as seguintes questões:

1 – Permitir e fomentar a autoexpressão plena em todas as áreas possíveis: verbal, gestual, plástica, musical, corporal e emocional.

2 – Valorizar, facilitar e instrumentalizar o aluno para que ele saiba se comunicar com o mundo de forma fluída, autônoma e eficaz. Capacitar para transmitir, argumentar, se fazer exprimir e entender plenamente.

3 – Aprofundamento no que faz sentido para a criança e seu universo. Além dos conteúdos formais, a grade é flexível de forma a trazer ao dia a dia os assuntos na ordem que os interesses surgem, individual e coletivamente. As crianças agem de forma a criar, agir e conhecer, tateando experimentalmente o mundo.

4 – Favorecimento de uma atitude mais autônoma da criança. Postura que mostra compreensão do seu trânsito e interação positiva com o mundo. Colaboratividade, empatia, capacidade e necessidade de autogerenciamento e autoavaliação. Entendimento de regras e limites. Formação de seres respeitosos para com o outro e capazes de exigirem respeito do mundo.

5 – É ensinado que o trabalho tem um caráter extremamente valoroso. A criança entende que ele é parte essencial da vida, e que através dele se dá a conquista e a aquisição plena do conhecimento. Que ele deve ser realizado de forma positiva, motivante e construtiva. Complementar e nivelado em relação produção intelectual. Nunca como um fardo.

É impossível utilizar poucas linhas para descrever práticas e processos de uma pedagogia que se utiliza de tantos recursos fantásticos para trabalhar de forma integral o desenvolvimento dos alunos. Aqui foi o meu resumo pessoal breve de uma experiência curta, tanto como observadora, tanto como mãe de uma criança que se desenvolve sob essa batuta. Nos dias de hoje, onde as crianças vivem em um mundo tão restritivo, em ambientes fechados sem contato com a natureza e muito cedo são imersas em realidades tão duras, pensar em proporcionar um espaço de aprendizado como o oferecido pela pedagogia Freinet é oferecer a chance deles se resgatarem em sua essência criativa e realizadora sem limites, que o ser humano tem naturalmente dentro de si e que precisa ser urgentemente mais cultivado. É preciso mais asas e menos encarceramentos.


Agradecimentos
Gratidão à coordenação, professores e equipe toda pela abertura e acolhida, disposição em compartilharem tanto e pelos despertares que motivaram em mim nesses dois meses. Aprendi muito. No final, mais que um item de atualização adicionado ao currículo, tenho mais riqueza adicionada à vida.
Muito obrigada pela oportunidade, Escola Curumim! Foi transformador e enriquecedor.

 



Abaixo, para finalizar, um texto nascido do encantamento com tudo visto durante a preparação de escola para a Festa Junina celebrada semana passada.  Acompanhar esse trabalho foi emocionante. Me despertou para o tamanho das potencialidades das nossas crianças, que bem direcionadas são capazes de realizar coisas grandiosas, mesmo.

 

Festa Junina Curumim.
Feita com muitas mãos.

Um olhar curioso participa desde o início do intenso processo de pesquisa, discussão e escolha que envolve uma escola inteira para a definição de um tema para a festa. Enxerga o interesse e a ansiedade de todos em encontrar o que será mais pulsante, interessante e produtivo. Vê a expectativa presente ao anúncio, e a alegria sentida pelos alunos de que sim! O melhor tema foi encontrado! Será uma linda festa!

Um olhar curioso presencia como são definidas as tarefas e responsabilidades para que o trabalho se inicie. E vê quando começam os trabalhos. E percebe o quanto as mãos e corações de todos estão indo à obra! Grande obra por fazer!

Um olhar curioso encontra uma escola inteira trabalhando lindamente um projeto de integração coletiva. Vê crianças concentradas e atentas realizando coisas que muita gente grande nunca antes fez em toda uma vida escolar. De forma colaborativa e surpreendentemente ordenada atravessam juntas as etapas de cada tarefa. A mesma mãozinha que na primeira hora misturou tinta e pintou painel, na segunda hora projeta novo desenho. Segue organizando espaços. Carrega papel gigante para secagem ali do outro lado do pátio e depois na última hora finaliza o dia guardando as ferramentas todas utilizadas.

Um olhar curioso se encanta com esse movimento e se alegra em participar disso. Nutrida aqui está a certeza que a educação proposta por vocês se faz presente em tudo que suas crianças realizam. E como lindamente realizam!

Meu olhar se expande e se privilegia ao assistir essa ação. Lindeza ver tudo tomar forma. Muito obrigada pela oportunidade.

Parabéns Curumim!

 

Juliana Cassab/ Maio-Junho de 2016

 

 

 

 

 

Ainda não domino o 3D – a vingança

Quem me conheceu diretora de arte sabe a bronca que eu tinha do tal do 3D, quando ele começou a invadir os espaços midiáticos antes planos ou fotográficos apenas. De repente, em 2009, tudo tinha 3D: de anúncio da Havaianas à chamada do folder promocional impresso em couché brilhante 70g para vender banana no sinal. Molecada recém-formada entrava na agência dominando tuuuudo, e eu, macaca velha formada nos idos de 1998, inda era da turma da criação que se utilizava do (mal amado, famigerado e banido pelo mercado) CórelDráwwww e ilustração feita a mão. Me sentia uma anciã aos 34 anos. E já previa que se eu não fizesse logo um curso de 3D e passasse urgente a fazer vetorial no Illustrator logo, logo, tava danada.

Bão. Aí comecei o tal curso de 3D. E engravidei da Júlia durante o curso. E como ela já devia captar o quanto eu tava ali meio que contrariada, eu enjoava tanto no período, que acabei deixando o curso para outra fase. O resto vcs sabem.

Esses dias a Dani Bertolucci, para quem desenvolvo as ilustras para os Fundos Fotográficos, me perguntou se eu fazia 3D. Ai, de novo! O fantasma ressurge. Inda não, Dani, não domino o tal. Aí ela manda uma outra referência. E assim? Hum… Isso!!! Vambora!!! Vou tentar. Acho que dá.

E deu!Fundo Fotografico3

Um trabaaaalho do cão! Rough (esboço), trabalho criação vetorial para estudo cores e recorte, corte manual (não, não tenho a Cameo 😦 ) e uma montagem inacreditável de maquete para fotografar. O estágio nas aulas de arte que ando fazendo me animaram a encarar a bucha. Ver o que as crianças fazem em termos de maquetes e projetos me animou. E tá aí gente, só não sei se encaro outro desses de novo, rsrsr. Mas temos um fundo diferenciado, super exclusivo, “3D” totalmente feito à mão, com detalhes que só o artesanal traz, e uma exclusividade fofa de dar gosto para fotógrafos caprichosos fazerem clicks inspirados.
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Foi minha vingancinha pessoal ao 3D. Faço sim! Lindo!!! Do meu jeito. 🙂 Mas sim, sei que não vou escapar dele. Hora dessas eu encaro essa empreitada. Pelo meu retorno ao mercado publicitário um dia, e por orgulho ferido mesmo. Mas valeu exercitar meus dotes de professora de artes. Curti.

Quem quiser comprar, clica aí embaixo e entra no fundosfotograficos.com.

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*Os valores mostrados aqui estão sujeitos a mudança.

 

 

Sobre Selfies ridículos e Exposições Online

SURGE UMA IDEIA MALUCA PARA UM ÁLBUM (SIMPLES E MUITO PESSOAL) DE FOTOS

Noite dessas me deu saudade de mim, da Juliana de uns 10 anos atrás. Um HD de backup resolveu o caso. Muitas fotos revistas, entre elas a de uma viagem inesquecível, e em especial, as de uma tarde especificamente. Primeiro foi, “vou fazer um álbum disso”. Juntar bonitinho e imprimir. Dar vida à memória que se perderá se eu não o fizer. Um projeto simples, diagramado em duas horas, onde o que vale é o registro, não se a foto está desfocada, escura e bem ruim. Não ia nem dar um Levels/Sharpen em lote para uma melhoradinha, ia ser jogo rápido, o que estava valendo era a lembrança resgatada.

MAS AÍ DÁ VONTADE DE FAZER MAIS INTERESSANTE, VIRA FOTOLIVRO

Bão, acabei abrindo no outro dia o arquivo e incrementando com uns textinhos. Hoje eu não consigo mais juntar foto sem escrever nem que seja um tiquim. E aí saiu mais um projeto meu de fotolivro pessoal. Mas pessoal mesmo, que eu não ia ter coragem de mostrar para ninguém. Inda mais tão monotemático e desinteressante para a maioria dos outros do mundo. Um livro de Selfies, credo! Com minha cara multiplicada umas 40X, além de escancarado em todas uma bela espinha sobreposta ao lábio. Eu que nem foto minha colocava no Face até meses atrás.
Feito. É só pra mim mesma. E ficou bem legal!

E ENTÃO, MISTURA COM PROJETO EDUCATIVO E VIRA UMA PUBLICAÇÃO VIRTUAL

Na semana em que mergulhei nesse “trabalho” os alunos do nono da escola onde estou estagiando iriam fazer uma aula-passeio na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Estavam a mil. A excitação da meninada pela viagem que aconteceria fez cócegas na criatividade aqui. Aí, viajei na deles, e pensei sobre algo a fazer com a temática do meu projeto aplicado à sala de aula.
Já pensou um registro de uma aula-passeio a um museu transformado em livro?
A meninada se divertindo fazendo seus Selfies em frente às obras favoritas para depois fazer trabalho de edição das imagens, montagem de livro (impresso ou interativo), anotações de impressões pessoais, interatividade com acesso ampliado a informações sobre a obra e até a inserção de um videozinho de despedida da experiência?
Pus mãos novamente sobre minha “obra”, para tentar fazer uma publicação interativa. Fucei recursos novos. E saiu um exemplo de projetinho interessante para desenvolver com a molecada, juntando Português, Arte, História e Informática. Tudo bem, esbarrando em realidades tristes, não temos laboratórios de informática com iMacs e pacotes Adobe instalados, mas temos PCs e grátis Gimp, Scribus e Inkspace. Mas, quem sabe?

VAMOS PASSEAR? CLICA NA IMAGEM PARA NAVEGAR PELO MUSEU COMIGO. OS RETÂNGULOS SOBRE AS FOTOS LEVAM À OBRA ORIGINAL NO SITE DO MUSEU.

mockup Moma e Eu BX

Agora, te convido para acompanhar essa visita comigo! Pega na minha mão, passeie e se divirta. É um fotolivro com fotos da minha primeira visita a um museu de arte internacional, aos 30 anos. Por favor, não ria das minhas caras. Não me recrimine por eu expor um material onde só tem foto minha de mim mesma na frente de obra dos outros, maioria gente já morta e enterrada. A princípio era só um presente-livro de mim para mim, para eu celebrar alegria pessoal, mesmo esdrúxula e ridícula aos olhos alheios. Encontre em algumas fotos um retângulo com o nome do pintor sobre ela, ali tem uma linkagem direta da obra com o site do próprio MoMA. Clique e a veja ampliada, e tenha mais informações sobre o trabalho. No final, um self-videozinho para fechar a apresentação, mostrando o quanto estava forte a minha babação.

Pode até estar mesmo meio ridículo, viu gente. E pensando bem, é, está.
Sim, todo Selfie é ridículo. Imagine um montão deles.
Mas ok. Os que amam arte me perdoarão. E obrigada pela companhia!

Até a próxima arte!

 

Desenha-me uma marca? Pequeno Guia para tentar descomplicar o complicado.

Olá, sou Profissional de Criação em Comunicação, Propaganda e Marketing. Me chamam Diretora de Arte nas agências e de Designer também. Eu me auto-intitulo Desenhista. Até sair do mercado formal onde trabalhei por nove anos criando comunicação, minha parte nesse trabalho criativo muuuito grosseiramente falando e simplificando as coisas era o de desenhar mesmo. Mas desenhar lindo, exclusivo, pertinente, atendendo o conjunto imenso de especificações técnicas e alinhado com as informações sobre as necessidades do cliente para aquele material que vinha junto com o Atendimento e seu Briefing. Havia uma estrutura gigante de pessoas na agência, que trabalhava e acampava as mil questões sobre planejamento antes da etapa do “desenho” em si tomar forma no meu desktop.

Atualmente resolvi freelar, ou seja, trabalhar sozinha e aqui, na mesma proporção que a liberdade dessa modalidade de trabalho me proporciona uma série de vantagens, sinto que crescem absurdamente as minhas responsabilidades sobre o que me proponho a entregar ao cliente que me contrata.

Por isso, publico um “Pequeno Guia tentando descomplicar o complicado” que indicarei leitura a todo futuro cliente antes que eu passe um orçamento de Criação. Ao ver o volume de informação aí de baixo, você pode pensar, “mas nossa, é só um logotipo para meu negócio pequenininho… quanta coisa para ler”. Só que nos dias de hoje, mesmo que a coisa nasça para nomear casebre, se alcança a aldeia inteira em segundos, sem querer. Mesmo que você pense e planeje pequeno, a vitrine virtual da internet (aquele postzinho que você publica no seu perfil do Facebook, comemorando a novidade do negócio próprio finalmente concretizado, por exemplo) expõe você, esse seu negócio, sua ideia e as possibilidades dela para o mundo de uma forma incontrolável.  E se a ideia é realmente ir longe, é imprescindível pensar sobre tudo que vou te contar antes.  Se você não se informar e se proteger, pode perder muito, muito mesmo nesse negócio.


“- Quero fazer um logotipo para meu produto/ serviço/ negócio. E então, o que tem para me contar? O que me espera?”

Provavelmente, se você está iniciando uma ideia que precise de um logotipo, você tem rascunhado aí um Plano de Negócios. Vamos direto para a parte Produto/Promoção dos 4P’s analisados em Marketing, na área de Plano de Marketing. Oooooou, no caso de você estar aplicando o Modelo Canvas Modelagem de Negócios, para a parte Design-Marca/Status no campo Proposta de Valor.

Planejamentos em andamento paralelo aí, me diga:

“- Você já escolheu o nome da sua coisa – produto, serviço, negócio?
– Ué, não é só contratar alguém para desenhar o logotipo?”


– Você tem um excelente nome definido aí?

Antes de desenhar o tal Logotipo – que para os teóricos é somente a representação gráfica do nome da coisa, sem exatamente agregar o símbolo. Mas que para a maioria, se trata sim de nome desenhando da coisa + símbolo desenhado da coisa – é preciso ter o NOME da coisa.

Hoje existe uma etapa com nome bonito para designar esse trabalho, chamada Naming. O Tal do Naming é uma área do tal do Branding* que tem como tarefa nomear marcas de empresas, produtos, serviços e eventos (e o que mais vier). O nome precisa transmitir o conceito dessa marca, traduzir sua essência, posicionamento e valores. Na agência, eu via redator atravessar semana inteira procurando nome em todas as fontes de inspiração e informação possíveis. Ia nome, voltava nome, nada funcionava, nada dava registro, nada conseguir emplacar. É um trabalho que envolve pesquisa e dedicação para trazer à luz um balde de nomes possíveis e extrair ao menos um que realmente atenda ao que se precisa, em todos os aspectos – pertinência, aplicabilidade, criatividade, registros.

Veja alguns aspectos a considerar antes de você nomear sua coisa:

* É fácil de pronunciar?
* É fácil de escrever?
* Não é usado por nenhuma outra empresa, especialmente concorrentes?
* É curto?
* Fácil de lembrar?
* Não tem duplo sentido ou sentido negativo, mesmo em outras culturas?
* É amplo o bastante para sobreviver além da categoria ou da marca-mãe?
* Ele consegue comunicar a proposta de valor único da marca?

E eu adicionaria ainda as seguintes questões (alguém sugere mais alguma?):

* É realmente pertinente ao que precisa descrever?
* É “criativo” demais ou excessivamente lugar-comum? Repense ao se enquadrar em um dos extremos.
* Chegou a dar uma “googlada” no nome ontem à noite? O que saiu nos resultados?

Você pode definir isso sozinho, ou contratar alguém para essa etapa.

No link, se quiser se aventurar sozinho, para ajudar, segue um material extenso, mas bem interessante sobre o assunto: http://pt.slideshare.net/Gusmachado/naming-como-processo-do-branding
*Branding – “(…) Branding pode ser definido como o ato de administrar a imagem/marca (BRAND) de uma empresa. Ele também pode ser considerado como o trabalho de construção e gerenciamento de uma marca junto ao mercado.” http://pt.wikipedia.org/wiki/Branding


– O nome escolhido está disponível para registro no INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial? Você tem noção da importância e necessidade desse passo e dos custos associados?

Antes de se animar muito ao encontrar o que julga ser O NOME, não se esqueça de consultar se a marca/nome já não está registrada. No site do INPI – http://www.inpi.gov.br/ você encontra mais informações. Aqui uma consulta pode ser feita rapidamente online. https://gru.inpi.gov.br/pPI/servlet/LoginController?action=Login&BasePesquisa=Marcas

Mas o processo todo não é simples. Existem duas maneiras de pedir o registro de marcas e patentes:
1 – Você mesmo solicita o registro da sua marca ou patente diretamente ao INPI.
2 –  Você contrata uma empresa com profissionais especializados para realizar todo o processo.

Hoje, eu, mesmo com toda minha bagagem na área não arriscaria fazer um registro próprio sozinha. Pra mim, seria o risco de eu assumir conserto de cano estourado sem chamar encanador e amargar o risco de ver a casa inteira arruinada debaixo d`água na volta de um feriado prolongado. Acho prudente buscar um suporte especializado para mais esclarecimentos, junto a um escritório de Marcas e Patentes em que você confie. Busque um junto a conhecidos.

Entenda parte do caminho a percorrer

1- Verificar se a marca já foi registrada e se é possível registrar a sua marca:  o escritório em que você buscar um orçamento conseguirá fazer isso fácil e gratuitamente. A questão aqui é ver se você entrará com um processo de registro normal ou se terá alguns entraves.

2- Determinar em que classes de atividade econômica o registro será feito: há diferentes classes para registro, divididas entre produtos e  serviços. A análise aqui deve ser MUITO bem feita, pois é comum a necessidade de registro em mais de uma classe, dependendo do que sua empresa faz, e quanto mais ampla a área de abrangência, mais os custos podem subir.

3- Registro como marca mista ou marca nominativa: marca mista é aquela que protege nome (fonema/grafia), tipo de letra, cores e símbolo; a marca nominativa é apenas o nome (fonema).

4 – Quanto tempo demora: depois de feito o pedido, o processo leva cerca de 24 meses.

5 – Marca registrada, e agora: você recebe um certificado do governo atestando a exclusividade da sua marca.

6 – Quando preciso renovar: a cada 10 anos.

Sobre custos, há muitas variáveis, inclusive com possibilidade de descontos para certas categorias de requerentes (cite isso ao seu escritório contratado, que pode “esquecer” desse detalhe), mas tudo começa a partir de pelo menos uns R$ 1.000,00.


– Como estão os registros desse nome na web e redes? Tem endereço online disponível para registro nos vários canais?

Esse talvez seja um dos passos mais difíceis hoje em dia. O ideal seria poder registrar o domínio com o nome da empresa sem adições ou improvisações, diretamente com .com.br ou .com. Extensões diferentes como, “.info” , “.edu”, dificultam que você seja encontrado, mas as vezes serão necessárias justamente por já haver o registro anterior.

Há vários sites que oferecem resultados sobre domínios disponíveis ou não, dois deles:
http://registro.br/ – aqui você pode consultar domínios .com.br
http://www.registrodedominios.net.br/dominios.html – consulta sobre várias extensões

Quando eu iniciei uma ideia de negócio próprio chamado CoisasSódeMãe em domínio .com, também fiz a compra do domínio .com.br, por segurança e redirecionei os acessos para o .com. Lhe indico fazer o mesmo. Uma pura coincidência num mundo com 6 bilhões de habitantes, ou alguém mal intencionado mesmo podem se tornar um grande entrave ou dor de cabeça para você e seu negócio no mundinho virtual.

Investimento: a partir de R$30,00 por ano.


“- Mas eu conheço um monte de gente que não fez registro de nada…
– Sim, eu também. Esse texto é para que você entenda as implicações e assuma os riscos com consciência.”


– Então, finalmente, podemos fazer o logotipo?

DesignBooksFeito esse caminho, aí entra meu papel como a desenhista do seu logotipo. Saiba que estudei muito para me propor a fazer isso para você. Quando desenvolvo trabalhos de comunicação para Marca, além do intuito de traduzir graficamente o que o objeto/produto/serviço significa em essência, busco atingir plenamente a percepção do público para a mensagem desejada, estabelecida em nível consciente e inconsciente. Um logotipo não é apenas um desenho bonitinho. Um logotipo é como uma assinatura: pessoal, única, intransferível. Não há, ou não deveria haver nada igual que possa gerar qualquer dúvida sobre quem a assina. Um processo que exige do criativo grande capacidade de síntese, empatia e percepção apuradas, que vão se construindo e solidificando cada vez mais a cada trabalho desenvolvido e leituras de mundo praticadas. Uma bagagem ampliada por parte de quem desenha traz ao trabalho significados maiores, que enriquecem e atribuem ao resultado final a excelência: comunicar atingindo todos os objetivos desejados!

Para se chegar a esse nível de exclusividade na elaboração desse símbolo é preciso conhecimento, pesquisa, incubação, elaboração, envolvimento e muita conversa entre desenhador e cliente. Há a necessidade de tempo, afinação e confiança entre as partes. Por isso tudo, vale muito, e deve ser feito com muita propriedade e cuidado. Se essas etapas são estabelecidas e cumpridas, o resultado final só tende a ser perfeito.

Atrelado ao desenvolvimento do Logotipo em si, é preciso trabalhar também a Identidade Visual da marca e papelaria. Assim, define-se um conjunto de símbolos e formas próprias, criadas para acompanhar o logotipo em diferentes bases, trará complementariedade ao projeto de uma forma sólida e ampla.
Aqui você pode ver um trabalho meu de Redesenho de Marca, onde é perceptível o quanto esse trabalho ampliado é importante: http://www.calameo.com/read/0025829239b44ceb62e2a?authid=3oBTkPtUYtPQ

Não sou profissional de redação, embora goste de escrever. Mas para essa área aqui, não desenvolvo textos. Os textos a serem utilizados nas peças devem vir prontos, de preferência desenvolvidos por um profissional de redação.  Se o cliente quiser, posso sugerir um redator que poderá fazer esse trabalho, agregado valor separadamente ao orçamento pedido.

Gostaria aqui, de falar ainda sobre outras questões e valores extras a serem considerados pelo clientes fora do orçamento de criação, que poderão ser somados posteriormente ainda ao investimento a ser feito:

Tipos (as letras):

Um elemento importante é a tipologia escolhida para compor logotipo e material gráfico do cliente. Um conjunto de fontes são caracteres que compõem um desenho único do alfabeto e símbolos gráficos necessários para escrita. Esse material tem autoria e valores de concessão de utilização próprias, alheias ao orçamento apresentado. Esse direito de utilização de uso da fonte deve ser adquirido pelo cliente mediante pagamento.

Fotos:

Quanto à utilização de imagens, também para fins de impressão e divulgação, os direitos de uso devem ser adquiridos pelo cliente mediante pagamento.

Ilustras:

Ilustrações de outros desenhistas também devem ter os direitos de uso adquiridos pelo cliente mediante pagamento.

Nos três casos, sabe-se que há bancos de dados contendo fontes, fotos ou ilustrações distribuídas gratuitamente. Mas, grande parte delas, justamente por serem grátis, não possui qualidade para se adequar ao projeto desenvolvido. 

– Serviu para alguma coisa tudo isso aí, gente?

O objetivo desse post é esclarecer ao cliente aspectos que são importantes na contratação de um serviço de criação para comunicação, mas que geralmente não são muito enfatizados. Se há algo que ficou confuso, escreva me contando para eu poder melhorar esse “Guia”. Sei que ficou extenso, mas busquei apontar boa parte das questões que muitas vezes não são bem esclarecidas e podem gerar grandes problemas tanto para o cliente quanto para o próprio designer.
Se você é colega de comunicação e acha que algo pode ser acrescentado ou alterado, me avise. Agradeço a colaboração.

Se chegou até aqui, muito obrigada! Grata!


– A Juliana

Sou formada em Artes, fiz especialização em Arte e Criatividade e MBA em Marketing (FUNDACE/USP). Lecionei por três anos no SENAC Ribeirão Preto cursos voltados a editoração eletrônica, ilustração, imagem digital e moda. Atuei por nove anos como diretora de arte em propaganda, incluindo um estágio internacional de 5 semanas realizado em uma agência canadense em 2008. Alguns dos meus trabalhos na área de comunicação podem ser vistos aqui.


– Fontes de info para esse post

Há muito material relevante disponível online e offline sobre tudo que foi dito aqui. Para saber mais, há muitasprocure publicações direcionadas ou faça uma busca no Google sobre o assunto.

Essa postagem tem como fontes de informação e partes inteiras retiradas dos seguintes sites:
http://www.saiadolugar.com.br/dia-a-dia-do-empreendedor/legislacao/como-registrar-marca-no-inpi-um-guia-rapido/

http://www.pequenoguru.com.br/2011/10/criando-o-nome-de-marca-perfeito/

http://webinsider.com.br/2007/09/13/20-duvidas-frequentes-sobre-o-registro-de-marcas/

http://www.comoregistrarumamarca.com.br/

e da seguinte publicação:
STRUNCK, Gilberto L. Como Criar Ident idades Visuais para Marcas de Sucesso. 1.ed. Rio de Janeiro: Rio Books, 2001.

Muito obrigada!

Let’s Chat! Alegria de fazer acontecer compartilhar conhecimento.

LetsChat

Para quem nasceu no interior de Minas Gerais e morava numa fazendinha, chegar a Campinas, e se deparar com um bairro que tinha uma UNICAMP agregada, (para mim Campinas era Barão Geraldo), fazia eu ver a tal Campinas como o meu centro inatingível do mundo. Aqui foi das primeiras cidades na vida a qual tomei consciência que existiam no mapa, pois uma irmã amada, modelo de vida para mim, morava aqui. E eu sempre pensava, “Nooooossa, deve ser fantástico morar lá!” E não é que os rumos tomados me trouxeram até aqui, anos adiante da infância!?

Me admira a variedade “ajuntamentos” de ações fazendo algo efetivamente para gerar mudança, que encontro em Camps. Transito hoje por grupos diversos que conseguem movimentar pessoas em torno de ideias e ideais. Aprendo muito, mudo, construo e reconstruo conceitos, agrego coisas a minha vida a cada interação com esses grupos. Isso é um privilégio de vi-ver. E estou muuuuuito feliz porque ontem, em torno de uma ideia que beneficia o coletivo, conseguimos movimentar pessoas e fazer acontecer também algo positivo e que colabora com esse cenário de fomentação.

O objetivo era juntar interesses em “formar um grupo de conversação de inglês de mulheres com a língua enferrujada, sem grana para investir em cursos pagos, que morrem de dó de tanto tempo de estudo se perdendo, sem praticar”. O intuito de montagem desse grupo NÃO é comercial, e sim de ajuda mútua. Através da rede de contato propiciada e aberta em um desses grupos campineiros, muito especial, chamado Ciranda de Saia, encontramos pessoas com esse objetivo e essas capacidades: conversar na língua inglesa de forma fluída, praticar conversação, “just chat”. Nesse grupo temos mulheres cheias de experiências ricas para compartilhar. E vamos nos movimentar para realizarmos encontros presenciais para isso, sem grandes preparos nem compromissos com pautas pré-estabelecidas. Let’s just chat! Acreditando que surgirão afinidades e interesses comuns que definirão e sustentarão as conversas.

Bão gente, ontem, começamos e pela primeira experiência com o Let’s Chat, posso afirmar com certeza que iremos crescer! O grupo continuará e será fantástico, como foi ontem. Entre lançar a ideia, e fazê-la acontecer, tivemos muitas mensagens trocadas, uma marcação anterior frustrada, 5 meses de intervalo e gente linda que deu força para agregar movimentar as coisas!

Muito obrigada mulheres! Nesse primeiro encontro estávamos em quatro. Marcamos as 14h30, para finalizar até as 16h00. Eram 17h00 e o papo ainda não tinha acabado. Mas claro que não tinha como, porque a conversa estava booooooooa, produtiva, e a gente simplesmente não via a hora passar!

Cris, muito obrigada pela força e pelo trabalho de conseguir juntar e manter tanta gente boa e capaz de realizar junto! A Ciranda de Saia é parte importante nesse cenário/celeiro de busca de compartilhamento de saberes que vivemos aqui!

E ooooolha quanta gente boa estava ali ontem para compartilhar coisas positivas e falar inglês :)!

Aline (a quem eu classifico como colaboradora altamente especializada :)), era a caçulinha da turma ali ontem. Desde o primeiro momento que a ideia de juntar o grupo surgiu, ela se dispõe a ajudar no que for preciso, e nos traz um inglês preciso de professora jovem, representando uma geração cheia de energia e conectada com o mundo de uma forma diferente. Posso afirmar que as balzaquianas aqui aprenderam bastante com vc :)!

Gisele (outra colaboradora altamente especializada :)), moça querida e com um astral lá em cima, que nos cede e nos recebe cheia de alegria e gentileza em um espaço perfeito e delicioso para gente se encontrar. Empreendedora com sua franquia do The Kids Club em Campinas, traz para a conversa também um inglês preciso e repertório rico de conhecimento da língua e de vida para dividir.

Joelise, Cirandeira nova de casa, com quem descubro compartilhar a mesma mineirice de origem e escolha pela mesma escolinha para cria. Com a coragem de chegar falaaaaando, sem ser altamente especializada como as teachers aí de cima e sem vergonha como eu ;). E também como eu, às vezes se perdendo na busca daquela palavrinha ou expressão que some da memória e a vontade de não deixar conhecimento conquistado adormecer.

Meninas adorei o encontro de ontem, e que nossa experiência sirva pra trazer mais gente para o próximo encontro! Logo marcamos o próximo!

Bjuju grande e obrigaaaaada pelo tempo e disposição!