Livros são coisinhas absolutamente libertadoras!

(E eu que disse que não ia mais fazer isso – ops! I did it again – estou aqui de novo indicando leituras ao léo/limbo virtual)

Ultimamente por aqui a leitura de um livro sempre abre caminho para outro, na sequência, de carreira. Seja obra para afirmar, complementar, escrachar ou contradizer uma a outra. Vira um conjunto. E cada conjunto de obra serve como terapia para tratar uma carência diferente do meu coreto pessoal. A atual, a de “como artista que precisa se assumir como tal”, foi “tratada” como conto a seguir. E para chegar a um bom resultado a tal terapia, foi uma prescrição de 3 obras.

Eu, insegura artista em eterna crise – “não faço, não entrego, não vendo, pois ainda não está bom”

Esses dias estou eu tentando dominar uma técnica nova de pintura. Tinha dois livros bem antigos ensinando tudim aqui comigo. Assisti mili vezes um curso on-line oferecido pela EDUK onde um professor ensina o passo-a-passo da Aquarela. Pincelada para cá, pincelada para lá eu não estava satisfeita com o resultado do meu trabalho, quando procurando, encontrei um livro bem atual sobre o assunto – Aquarela na Prática – Materiais, Técnicas e Projetos, de Curtis Tappenden. O autor fala de teoria, ensina técnica e é uma publicação deliciosa e linda de ver! Quando no final, quase na última página, diferente das outras fontes consultadas, a autor colocou um questão que me libertou! Disse que o aquarelista pode e deve trabalhar um estilo próprio. Que devemos nos permitir sair dos formalismos e das regras. Que o mundo hoje valida a busca por novas expressões. E posso dizer que três breves parágrafos mudaram um mundo inteiro por aqui! Usei o conselho e ousei o que jamais faria antes: pintei como sabia, exibi como queria, não me culpando pelo não alcance da qualidade almejada e Voilá! Feito! Antes que perfeito. Não tem problema. Matei no peito como deu. E pronto.

Ser Turner na aquarela seria o mesmo que querer ser Michelangelo na Escultura, então, como isso nunca acontecerá mesmo, fazemos o que podemos por hoje. Amanhã melhora, e com a prática, mais ainda. E vambora.

“Roube como um Artista”, sim, mas com conteúdo

Esse episódio me levou a leitura de mais dois livros. Tenho visto um deles ser bastante difundido entre uma geração uns 20 anos mais nova que eu: é o Roube como um Artista, do Austin Kleon. E me animei a “lê-lo-êlo”.

Li numa passada. Bem ao gosto da toada editorial fast-food atual, traz na capa uma chamada bem direta e vendedora: AQUI 10 DICAS SOBRE CRIATIVIDADE, (isca igual das capas das Cosmopolitans e Men’s Health da vida, rá). Mudééérninho na proposta gráfica, bem diagramado (a publicação toda é uma delicinha visual), tem linguagem fácil e é rapidamente digerível. O autor, americano, tem jeitinho de americano nerd. É presença pop multimídia, com canais diversos e diretos abertos a quem vier: Site, Face, Twitter e Insta disponíveis ao alcance de um clique. Também se encontra rapidinho vários vídeos no YouTube com drops e spoilers a respeito das averiguações que ele fez sobre criatividade – do alto de seus pouco mais de 30 anos e aparentemente pouca experiência profissional. Aliás, o livro na verdade é fruto de uma palestra que foi super bem recebida mundo afora, agraciada com muitos views, alçando o autor a palestrante para organizações como o TEDx, SXSW e The Economist, como está descrito na orelha do livro.

E ele é bom sim no que propõe, apesar do meu discurso ”anti-empático” até aqui parecer não concordar com isso.

A obra traz conceitos que liberta quem o lê. Liberta das amarras pesadas do “Não cometerás violação de direitos autorais”. Rasga os rótulos formais e pré-conceitos que cultivamos que limitam a nossa capacidade criativa e produtiva. Ajuda a fazer a roda rodar. Empodera. Impulsiona à ação e instiga excelentes novos hábitos para muitos. Dá ótimos conselhos, (que estão aí pelo ar há séculos, vamos frisar) – como esse, que eu a-m-e-i: Leia sempre. Vá à biblioteca. Há magia em estar rodeado de livros. Perca-se pelas estantes. Leia bibliografias. O negócio não é o livro com o qual você começa, mas o livro ao qual aquele livro te levará. Colecione livros, mesmo que não planeje lê-los no momento. O cineasta John Waters falou: “Nada é mais importante do que uma biblioteca não lida.” 

O jovem autor dialoga lindamente com as gerações Y e Z  (aquelas duas que tem pontos convergentes como: a procura por informação fácil e imediata, taxa em nível hard de conexão virtual – compartilhando, expondo e interagindo, que lidam com um grande fluxo de informação diariamente, e com a alta ansiedade.) No mundo atual, competitivo, líquido, com mais de 7 bilhões de humanos potencialmente criativos, onde a produção artística está pulverizada em mercados e mídias diversas como nunca antes. Onde há um lastro de séculos de história da arte em curso que pesa. Onde tanto já foi feito, e onde criar algo novo e revolucionário em arte (seja em qual campo for) é um trabalho quase impossível à primeira, segunda ou centésima vista. Kleon facilita o lidar dos novos incautos criativos com essa dura realidade com seus 10 Passos. É como se alguém nos dissesse exatamente o que se quer ouvir.

E sim, ah! Eu gostei muito do livro e me fez muito bem ler o que li! Vale ver como ele simplifica, ordena, organiza e coloca as coisas. Recomendo e acho que vale muito a leitura. Mesmo. Eu compraria de novo e acho que ele até entra na minha lista de livros-presentes. Maaaaas na minha singela opinião, de anciã representante da geração X, ele só, por si só, deixa tudo num nível um tanto quanto superficial. E eu preciso de mais.

Agora “Pense como um Artista”, com mais critério e conteúdo relevante

Achei mais! Oba! Para esse “vazio” ser preenchido, sugiro que na sequência, a leitura de um outro livro, que veio provavelmente na esteira de sucesso editorial do primeiro: Pense Como Um Artista, do Will Gompertz. O autor, uma figura, é inglês. Tem aquele jeitinho de inglês empolado. Não tem Site, nem Face ou Insta disponíveis ao alcance de um clique (só tem Twitter). Em proporção bem inferior ao primeiro se encontram vídeos seus no YouTube com drops e spoilers a respeito das averiguações que ele fez sobre arte e criatividade – do alto de seus 51 anos e experiência como Editor de Artes da BBC, ex-diretor de comunicação da Tate Gallery e outras atuações relevantes adicionadas ao currículo. O livro também tem título matador e chamadinha isca na capa para ajudar a vender. Só que aqui, a história muda de ângulo e abordagem. O conteúdo, mais profundo e convencionalmente diagramado, funciona muitas vezes como contraponto ou complemento ao que o primeiro dita. Explica e situa várias frases de efeito citadas pelo autor anterior, em suas configurações e lugares originais dentro da história da arte. Exige concentração e releitura por vezes. Eu faço o tempo todo muitas anotações, e marco inícios e fins de conceituações para me situar melhor na mensagem proposta.

(A leitura dele me levou de volta às conversas com a professora de artes do colegial Lindalva de Lorga, que, quando eu, chateada, reclamava que não conseguia criar meus desenhos como eu queria, e que só “ficava bonito” quando eu copiava, me dizia que todos os grandes artistas começaram copiando, e que mesmo utilizando-se de técnicas como a câmara escura, que seria mais ou menos como “copiar”, eles continuavam sendo artistas, alguns os mais aclamados do mundo. Me remeteu às aulas de história da arte da faculdade, dadas pelo professor Guillermo de La Cruz Coronado, um espanhol tão apaixonado pelo que ensinava, que acabava as aulas ensopado de suor. Me lembrou a minha imaturidade ao cursar uma pós Latu Sensu em Criatividade logo depois da graduação – sim esse curso existiu – onde eu não tinha ainda bagagem para potencializar tudo de ótimo que os professores tinham para passar.)

Nesse livro encontro uma espécie de “tapa-os-buracos” que o anterior deixou. Para citar apenas os mais conhecidos e transformadores artistas e movimentos, conta-se deliciosas histórias sobre Picasso, Caravaggio, Mondrian, Lichtenstein, Rembrandt, Vermeer, David Ogilvy, Bruneleschi e Sócrates. Personas notáveis não só no campo das artes pictóricas, mas passando pela publicidade, arquitetura e filosofia. Tomei contato também alguns contemporâneos que eu, confesso, não conhecia nem obra, nem história. Dei uma atualizada boa no meu repertório.

O autor também instiga o leitor a se apropriar do que o mundo concede lindamente já pronto para produzir, repensar, reinventar. Também empodera e traz conceitos importantes para se trazer para o dia-a-dia. Fala da necessidade nesse mundo atual de estabelecermos relação nova com o conceito de criatividade, e de conceitos como “economia criativa”. Faz pensar. E como já disse, Gompertz (será que de propósito, será que ele roubou?) muitas vezes dá um replay turbinado com mais conteúdo nas mesmas afirmações e conceitos do primeiro, mas com o aspecto positivo de trazer mais informação e perspectiva, que colocam os 10 conselhos do Austin Kléon numa fôrma mais válida, densa e substanciosa.

Esse post aqui é para indicar ambos, para serem lidos e pensados em conjunto.

O que Kléon traz sustenta rapidamente os famintos e incentiva a agir no curto prazo. Mas o que Gompertz traz, nutre e sustenta. Vale a pena se servir dos dois pratos numa mesma refeição. Aí teremos um bom banquete! Eu me fartei.

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Desenha-me uma marca? Pequeno Guia para tentar descomplicar o complicado.

Olá, sou Profissional de Criação em Comunicação, Propaganda e Marketing. Me chamam Diretora de Arte nas agências e de Designer também. Eu me auto-intitulo Desenhista. Até sair do mercado formal onde trabalhei por nove anos criando comunicação, minha parte nesse trabalho criativo muuuito grosseiramente falando e simplificando as coisas era o de desenhar mesmo. Mas desenhar lindo, exclusivo, pertinente, atendendo o conjunto imenso de especificações técnicas e alinhado com as informações sobre as necessidades do cliente para aquele material que vinha junto com o Atendimento e seu Briefing. Havia uma estrutura gigante de pessoas na agência, que trabalhava e acampava as mil questões sobre planejamento antes da etapa do “desenho” em si tomar forma no meu desktop.

Atualmente resolvi freelar, ou seja, trabalhar sozinha e aqui, na mesma proporção que a liberdade dessa modalidade de trabalho me proporciona uma série de vantagens, sinto que crescem absurdamente as minhas responsabilidades sobre o que me proponho a entregar ao cliente que me contrata.

Por isso, publico um “Pequeno Guia tentando descomplicar o complicado” que indicarei leitura a todo futuro cliente antes que eu passe um orçamento de Criação. Ao ver o volume de informação aí de baixo, você pode pensar, “mas nossa, é só um logotipo para meu negócio pequenininho… quanta coisa para ler”. Só que nos dias de hoje, mesmo que a coisa nasça para nomear casebre, se alcança a aldeia inteira em segundos, sem querer. Mesmo que você pense e planeje pequeno, a vitrine virtual da internet (aquele postzinho que você publica no seu perfil do Facebook, comemorando a novidade do negócio próprio finalmente concretizado, por exemplo) expõe você, esse seu negócio, sua ideia e as possibilidades dela para o mundo de uma forma incontrolável.  E se a ideia é realmente ir longe, é imprescindível pensar sobre tudo que vou te contar antes.  Se você não se informar e se proteger, pode perder muito, muito mesmo nesse negócio.


“- Quero fazer um logotipo para meu produto/ serviço/ negócio. E então, o que tem para me contar? O que me espera?”

Provavelmente, se você está iniciando uma ideia que precise de um logotipo, você tem rascunhado aí um Plano de Negócios. Vamos direto para a parte Produto/Promoção dos 4P’s analisados em Marketing, na área de Plano de Marketing. Oooooou, no caso de você estar aplicando o Modelo Canvas Modelagem de Negócios, para a parte Design-Marca/Status no campo Proposta de Valor.

Planejamentos em andamento paralelo aí, me diga:

“- Você já escolheu o nome da sua coisa – produto, serviço, negócio?
– Ué, não é só contratar alguém para desenhar o logotipo?”


– Você tem um excelente nome definido aí?

Antes de desenhar o tal Logotipo – que para os teóricos é somente a representação gráfica do nome da coisa, sem exatamente agregar o símbolo. Mas que para a maioria, se trata sim de nome desenhando da coisa + símbolo desenhado da coisa – é preciso ter o NOME da coisa.

Hoje existe uma etapa com nome bonito para designar esse trabalho, chamada Naming. O Tal do Naming é uma área do tal do Branding* que tem como tarefa nomear marcas de empresas, produtos, serviços e eventos (e o que mais vier). O nome precisa transmitir o conceito dessa marca, traduzir sua essência, posicionamento e valores. Na agência, eu via redator atravessar semana inteira procurando nome em todas as fontes de inspiração e informação possíveis. Ia nome, voltava nome, nada funcionava, nada dava registro, nada conseguir emplacar. É um trabalho que envolve pesquisa e dedicação para trazer à luz um balde de nomes possíveis e extrair ao menos um que realmente atenda ao que se precisa, em todos os aspectos – pertinência, aplicabilidade, criatividade, registros.

Veja alguns aspectos a considerar antes de você nomear sua coisa:

* É fácil de pronunciar?
* É fácil de escrever?
* Não é usado por nenhuma outra empresa, especialmente concorrentes?
* É curto?
* Fácil de lembrar?
* Não tem duplo sentido ou sentido negativo, mesmo em outras culturas?
* É amplo o bastante para sobreviver além da categoria ou da marca-mãe?
* Ele consegue comunicar a proposta de valor único da marca?

E eu adicionaria ainda as seguintes questões (alguém sugere mais alguma?):

* É realmente pertinente ao que precisa descrever?
* É “criativo” demais ou excessivamente lugar-comum? Repense ao se enquadrar em um dos extremos.
* Chegou a dar uma “googlada” no nome ontem à noite? O que saiu nos resultados?

Você pode definir isso sozinho, ou contratar alguém para essa etapa.

No link, se quiser se aventurar sozinho, para ajudar, segue um material extenso, mas bem interessante sobre o assunto: http://pt.slideshare.net/Gusmachado/naming-como-processo-do-branding
*Branding – “(…) Branding pode ser definido como o ato de administrar a imagem/marca (BRAND) de uma empresa. Ele também pode ser considerado como o trabalho de construção e gerenciamento de uma marca junto ao mercado.” http://pt.wikipedia.org/wiki/Branding


– O nome escolhido está disponível para registro no INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial? Você tem noção da importância e necessidade desse passo e dos custos associados?

Antes de se animar muito ao encontrar o que julga ser O NOME, não se esqueça de consultar se a marca/nome já não está registrada. No site do INPI – http://www.inpi.gov.br/ você encontra mais informações. Aqui uma consulta pode ser feita rapidamente online. https://gru.inpi.gov.br/pPI/servlet/LoginController?action=Login&BasePesquisa=Marcas

Mas o processo todo não é simples. Existem duas maneiras de pedir o registro de marcas e patentes:
1 – Você mesmo solicita o registro da sua marca ou patente diretamente ao INPI.
2 –  Você contrata uma empresa com profissionais especializados para realizar todo o processo.

Hoje, eu, mesmo com toda minha bagagem na área não arriscaria fazer um registro próprio sozinha. Pra mim, seria o risco de eu assumir conserto de cano estourado sem chamar encanador e amargar o risco de ver a casa inteira arruinada debaixo d`água na volta de um feriado prolongado. Acho prudente buscar um suporte especializado para mais esclarecimentos, junto a um escritório de Marcas e Patentes em que você confie. Busque um junto a conhecidos.

Entenda parte do caminho a percorrer

1- Verificar se a marca já foi registrada e se é possível registrar a sua marca:  o escritório em que você buscar um orçamento conseguirá fazer isso fácil e gratuitamente. A questão aqui é ver se você entrará com um processo de registro normal ou se terá alguns entraves.

2- Determinar em que classes de atividade econômica o registro será feito: há diferentes classes para registro, divididas entre produtos e  serviços. A análise aqui deve ser MUITO bem feita, pois é comum a necessidade de registro em mais de uma classe, dependendo do que sua empresa faz, e quanto mais ampla a área de abrangência, mais os custos podem subir.

3- Registro como marca mista ou marca nominativa: marca mista é aquela que protege nome (fonema/grafia), tipo de letra, cores e símbolo; a marca nominativa é apenas o nome (fonema).

4 – Quanto tempo demora: depois de feito o pedido, o processo leva cerca de 24 meses.

5 – Marca registrada, e agora: você recebe um certificado do governo atestando a exclusividade da sua marca.

6 – Quando preciso renovar: a cada 10 anos.

Sobre custos, há muitas variáveis, inclusive com possibilidade de descontos para certas categorias de requerentes (cite isso ao seu escritório contratado, que pode “esquecer” desse detalhe), mas tudo começa a partir de pelo menos uns R$ 1.000,00.


– Como estão os registros desse nome na web e redes? Tem endereço online disponível para registro nos vários canais?

Esse talvez seja um dos passos mais difíceis hoje em dia. O ideal seria poder registrar o domínio com o nome da empresa sem adições ou improvisações, diretamente com .com.br ou .com. Extensões diferentes como, “.info” , “.edu”, dificultam que você seja encontrado, mas as vezes serão necessárias justamente por já haver o registro anterior.

Há vários sites que oferecem resultados sobre domínios disponíveis ou não, dois deles:
http://registro.br/ – aqui você pode consultar domínios .com.br
http://www.registrodedominios.net.br/dominios.html – consulta sobre várias extensões

Quando eu iniciei uma ideia de negócio próprio chamado CoisasSódeMãe em domínio .com, também fiz a compra do domínio .com.br, por segurança e redirecionei os acessos para o .com. Lhe indico fazer o mesmo. Uma pura coincidência num mundo com 6 bilhões de habitantes, ou alguém mal intencionado mesmo podem se tornar um grande entrave ou dor de cabeça para você e seu negócio no mundinho virtual.

Investimento: a partir de R$30,00 por ano.


“- Mas eu conheço um monte de gente que não fez registro de nada…
– Sim, eu também. Esse texto é para que você entenda as implicações e assuma os riscos com consciência.”


– Então, finalmente, podemos fazer o logotipo?

DesignBooksFeito esse caminho, aí entra meu papel como a desenhista do seu logotipo. Saiba que estudei muito para me propor a fazer isso para você. Quando desenvolvo trabalhos de comunicação para Marca, além do intuito de traduzir graficamente o que o objeto/produto/serviço significa em essência, busco atingir plenamente a percepção do público para a mensagem desejada, estabelecida em nível consciente e inconsciente. Um logotipo não é apenas um desenho bonitinho. Um logotipo é como uma assinatura: pessoal, única, intransferível. Não há, ou não deveria haver nada igual que possa gerar qualquer dúvida sobre quem a assina. Um processo que exige do criativo grande capacidade de síntese, empatia e percepção apuradas, que vão se construindo e solidificando cada vez mais a cada trabalho desenvolvido e leituras de mundo praticadas. Uma bagagem ampliada por parte de quem desenha traz ao trabalho significados maiores, que enriquecem e atribuem ao resultado final a excelência: comunicar atingindo todos os objetivos desejados!

Para se chegar a esse nível de exclusividade na elaboração desse símbolo é preciso conhecimento, pesquisa, incubação, elaboração, envolvimento e muita conversa entre desenhador e cliente. Há a necessidade de tempo, afinação e confiança entre as partes. Por isso tudo, vale muito, e deve ser feito com muita propriedade e cuidado. Se essas etapas são estabelecidas e cumpridas, o resultado final só tende a ser perfeito.

Atrelado ao desenvolvimento do Logotipo em si, é preciso trabalhar também a Identidade Visual da marca e papelaria. Assim, define-se um conjunto de símbolos e formas próprias, criadas para acompanhar o logotipo em diferentes bases, trará complementariedade ao projeto de uma forma sólida e ampla.
Aqui você pode ver um trabalho meu de Redesenho de Marca, onde é perceptível o quanto esse trabalho ampliado é importante: http://www.calameo.com/read/0025829239b44ceb62e2a?authid=3oBTkPtUYtPQ

Não sou profissional de redação, embora goste de escrever. Mas para essa área aqui, não desenvolvo textos. Os textos a serem utilizados nas peças devem vir prontos, de preferência desenvolvidos por um profissional de redação.  Se o cliente quiser, posso sugerir um redator que poderá fazer esse trabalho, agregado valor separadamente ao orçamento pedido.

Gostaria aqui, de falar ainda sobre outras questões e valores extras a serem considerados pelo clientes fora do orçamento de criação, que poderão ser somados posteriormente ainda ao investimento a ser feito:

Tipos (as letras):

Um elemento importante é a tipologia escolhida para compor logotipo e material gráfico do cliente. Um conjunto de fontes são caracteres que compõem um desenho único do alfabeto e símbolos gráficos necessários para escrita. Esse material tem autoria e valores de concessão de utilização próprias, alheias ao orçamento apresentado. Esse direito de utilização de uso da fonte deve ser adquirido pelo cliente mediante pagamento.

Fotos:

Quanto à utilização de imagens, também para fins de impressão e divulgação, os direitos de uso devem ser adquiridos pelo cliente mediante pagamento.

Ilustras:

Ilustrações de outros desenhistas também devem ter os direitos de uso adquiridos pelo cliente mediante pagamento.

Nos três casos, sabe-se que há bancos de dados contendo fontes, fotos ou ilustrações distribuídas gratuitamente. Mas, grande parte delas, justamente por serem grátis, não possui qualidade para se adequar ao projeto desenvolvido. 

– Serviu para alguma coisa tudo isso aí, gente?

O objetivo desse post é esclarecer ao cliente aspectos que são importantes na contratação de um serviço de criação para comunicação, mas que geralmente não são muito enfatizados. Se há algo que ficou confuso, escreva me contando para eu poder melhorar esse “Guia”. Sei que ficou extenso, mas busquei apontar boa parte das questões que muitas vezes não são bem esclarecidas e podem gerar grandes problemas tanto para o cliente quanto para o próprio designer.
Se você é colega de comunicação e acha que algo pode ser acrescentado ou alterado, me avise. Agradeço a colaboração.

Se chegou até aqui, muito obrigada! Grata!


– A Juliana

Sou formada em Artes, fiz especialização em Arte e Criatividade e MBA em Marketing (FUNDACE/USP). Lecionei por três anos no SENAC Ribeirão Preto cursos voltados a editoração eletrônica, ilustração, imagem digital e moda. Atuei por nove anos como diretora de arte em propaganda, incluindo um estágio internacional de 5 semanas realizado em uma agência canadense em 2008. Alguns dos meus trabalhos na área de comunicação podem ser vistos aqui.


– Fontes de info para esse post

Há muito material relevante disponível online e offline sobre tudo que foi dito aqui. Para saber mais, há muitasprocure publicações direcionadas ou faça uma busca no Google sobre o assunto.

Essa postagem tem como fontes de informação e partes inteiras retiradas dos seguintes sites:
http://www.saiadolugar.com.br/dia-a-dia-do-empreendedor/legislacao/como-registrar-marca-no-inpi-um-guia-rapido/

http://www.pequenoguru.com.br/2011/10/criando-o-nome-de-marca-perfeito/

http://webinsider.com.br/2007/09/13/20-duvidas-frequentes-sobre-o-registro-de-marcas/

http://www.comoregistrarumamarca.com.br/

e da seguinte publicação:
STRUNCK, Gilberto L. Como Criar Ident idades Visuais para Marcas de Sucesso. 1.ed. Rio de Janeiro: Rio Books, 2001.

Muito obrigada!

Let’s Chat! Alegria de fazer acontecer compartilhar conhecimento.

LetsChat

Para quem nasceu no interior de Minas Gerais e morava numa fazendinha, chegar a Campinas, e se deparar com um bairro que tinha uma UNICAMP agregada, (para mim Campinas era Barão Geraldo), fazia eu ver a tal Campinas como o meu centro inatingível do mundo. Aqui foi das primeiras cidades na vida a qual tomei consciência que existiam no mapa, pois uma irmã amada, modelo de vida para mim, morava aqui. E eu sempre pensava, “Nooooossa, deve ser fantástico morar lá!” E não é que os rumos tomados me trouxeram até aqui, anos adiante da infância!?

Me admira a variedade “ajuntamentos” de ações fazendo algo efetivamente para gerar mudança, que encontro em Camps. Transito hoje por grupos diversos que conseguem movimentar pessoas em torno de ideias e ideais. Aprendo muito, mudo, construo e reconstruo conceitos, agrego coisas a minha vida a cada interação com esses grupos. Isso é um privilégio de vi-ver. E estou muuuuuito feliz porque ontem, em torno de uma ideia que beneficia o coletivo, conseguimos movimentar pessoas e fazer acontecer também algo positivo e que colabora com esse cenário de fomentação.

O objetivo era juntar interesses em “formar um grupo de conversação de inglês de mulheres com a língua enferrujada, sem grana para investir em cursos pagos, que morrem de dó de tanto tempo de estudo se perdendo, sem praticar”. O intuito de montagem desse grupo NÃO é comercial, e sim de ajuda mútua. Através da rede de contato propiciada e aberta em um desses grupos campineiros, muito especial, chamado Ciranda de Saia, encontramos pessoas com esse objetivo e essas capacidades: conversar na língua inglesa de forma fluída, praticar conversação, “just chat”. Nesse grupo temos mulheres cheias de experiências ricas para compartilhar. E vamos nos movimentar para realizarmos encontros presenciais para isso, sem grandes preparos nem compromissos com pautas pré-estabelecidas. Let’s just chat! Acreditando que surgirão afinidades e interesses comuns que definirão e sustentarão as conversas.

Bão gente, ontem, começamos e pela primeira experiência com o Let’s Chat, posso afirmar com certeza que iremos crescer! O grupo continuará e será fantástico, como foi ontem. Entre lançar a ideia, e fazê-la acontecer, tivemos muitas mensagens trocadas, uma marcação anterior frustrada, 5 meses de intervalo e gente linda que deu força para agregar movimentar as coisas!

Muito obrigada mulheres! Nesse primeiro encontro estávamos em quatro. Marcamos as 14h30, para finalizar até as 16h00. Eram 17h00 e o papo ainda não tinha acabado. Mas claro que não tinha como, porque a conversa estava booooooooa, produtiva, e a gente simplesmente não via a hora passar!

Cris, muito obrigada pela força e pelo trabalho de conseguir juntar e manter tanta gente boa e capaz de realizar junto! A Ciranda de Saia é parte importante nesse cenário/celeiro de busca de compartilhamento de saberes que vivemos aqui!

E ooooolha quanta gente boa estava ali ontem para compartilhar coisas positivas e falar inglês :)!

Aline (a quem eu classifico como colaboradora altamente especializada :)), era a caçulinha da turma ali ontem. Desde o primeiro momento que a ideia de juntar o grupo surgiu, ela se dispõe a ajudar no que for preciso, e nos traz um inglês preciso de professora jovem, representando uma geração cheia de energia e conectada com o mundo de uma forma diferente. Posso afirmar que as balzaquianas aqui aprenderam bastante com vc :)!

Gisele (outra colaboradora altamente especializada :)), moça querida e com um astral lá em cima, que nos cede e nos recebe cheia de alegria e gentileza em um espaço perfeito e delicioso para gente se encontrar. Empreendedora com sua franquia do The Kids Club em Campinas, traz para a conversa também um inglês preciso e repertório rico de conhecimento da língua e de vida para dividir.

Joelise, Cirandeira nova de casa, com quem descubro compartilhar a mesma mineirice de origem e escolha pela mesma escolinha para cria. Com a coragem de chegar falaaaaando, sem ser altamente especializada como as teachers aí de cima e sem vergonha como eu ;). E também como eu, às vezes se perdendo na busca daquela palavrinha ou expressão que some da memória e a vontade de não deixar conhecimento conquistado adormecer.

Meninas adorei o encontro de ontem, e que nossa experiência sirva pra trazer mais gente para o próximo encontro! Logo marcamos o próximo!

Bjuju grande e obrigaaaaada pelo tempo e disposição!

 

Projeto show para desenhadora aqui voltar ao mercado criativo, oba!!!

Tchau Chupeta! Trabalho novo na área, lindamente e literalmente ganhando vida amanhã, 25 de abril! Celebrando feliz aqui a volta à labuta criativa.

Quando eu assumo um trabalho, mergulho fundo e fico ligada a milhão até que tudo se conclua. Há dois meses trabalhando a todo vapor criativo com a Karina Falsarella, tem gente achando que sou uma amiga, tia, colega, irmã, filha e vizinha desnaturada. Juro que não queria ser assim. A vida exige equilíbrio, mas não sou equilibrada, sou artista, e isso muda muito a forma como eu lido com as coisas da vida. Desculpa gente! Masssss, quando o resultado final se faz, é show!!! Me nutre. E eu, aos quase 40, fico feliz e ansiosa que nem criança, sem dormir direito, com frio  na barriga. E hoje é um desses dias porque amanha estréia bonito demais de viver esse trabalho novo. Eu, sisuda em meus pretos, brancos e cinzas, faço leve e colorido agora, e estou feliz!

Bom, como sabemos, não consigo ser concisa, so, sorry again. Tem mais texto aí para baixo para contar essa história :).

Em 2013 me surgiu de presente um projeto que desenvolvi para um grupo muito especial de mulheres empoderadas de Campinas: redesenhar marca e comunicação do Grupo Vínculo (clique e veja aqui), que realiza um trabalho fantástico a favor de um maternar consciente. Foi na época minha contribuição para “causa”, com a qual me identifico e acredito ser uma das chaves pra um mundo melhor. A vida que começa na base com um conceber, gestar, nascer, cuidar, nutrir melhor e mais consciente tem todas as probabilidades de se tornar mais tudo: mais vida. Através do Grupo, conheci a Karina, odontopediatra, doula, apaixonada pela maternidade e família. Fiquei fora do mercado de comunicação praticamente desde que a Jú nasceu, tendo feito somente esse “ensaio” com o material criado para o Grupo. E, como tudo de bom realizado estabelece conexão, no início desse ano, quando estava me preparando para retomar o como diretora de arte, novamente outro presente aparece: Juliana, queria que você desenvolvesse a carinha de um outro projeto, topa?!

Karina me entregou a responsabilidade de desenvolver um trabalho onde coloquei a mão na massa para fazer o que de melhor essa nova fase da minha vida me proporcionou: a capacidade de falar direto e bem com mães, pais, responsáveis e suas crianças através de meus desenhos e ilustrações, meus projetos de comunicação e arte. Nasceu logotipo, personagens (estréia como ilustradora!!!), a programação visual de um material rico, colorido e encantador, com a missão de ajudar a Karina a dar força para pais e responsáveis a tornar brincadeira gostosa um momento muitas vezes tenso e espinhoso: a hora da criança deixar a chupeta. Esse material ganha o mundo nessa semana, onde na Saraiva Campinas do Shopping Iguatemi acontece a primeira palestra do ano com a proposta visual nova para o Tchau Chupeta sendo apresentada. Trabalhar com a Karina, fundadora/responsável pelo projeto é motivante: cheia de energia, uma fonte de ideias que não pára e uma capacidade incrível de fazer as coisas acontecerem, de verdade. Orgulhosa de tomar parte de algo que tem o toque tão dedicado de uma profissional como ela. Quando o cliente está apaixonado pelo que precisa comunicar, o trabalho do criativo de quem tem que traduzir esse entusiasmo e paixão fica muito mais fácil e gratificante, e o resultado, claro, se faz intenso na mesma proporção.

digatchauchupetaEntão, se tem criança aí precisando de estímulo pra largar chupeta e uma mãe sem saber como agir, se puder, bora lá dar uma passada na Saraiva pra conhecer a proposta da Karina, feita com a colaboração de um monte de gente boa, como eu! Fica o convite. E se não der nesse mês, vai ter Palestra todo último sábado do mês no mesmo horário e local. Anote na agenda.

Na próxima semana volto com notícias de como foi tudo de bom que está sendo tão carinhosamente preparado para esse dia e mais detalhes sobre o processo criativo!  Muito animada e ansiosa aqui para começar a ver meu trabalho de desenhadora ajudar a criançada a dizer Tchau Chupeta com propriedade e alegria :). Oba!