Como voltei a ser estagiária aos quase 40

Retornando à escola para reaprender a aprender.
Quem me acompanha tem visto que ando bem produtiva nos dois últimos meses. Nessa semana orgulhosamente fechei um ciclo onde tive uma oportunidade pessoal e profissional de imersão no universo de uma escola muito especial que adota como linha mestra a Pedagogia Freinet, a Escola Curumim de Campinas. Isso motivou novos olhares e isso se refletiu em algumas criações, seja em texto ou arte.

De certa forma tem ligação com a experiência que estava em curso por aqui:
Um post reflexivo sobre a infância – “É preciso urgentemente resgatar a própria infância, para sermos pais melhores”/ Tutorial sobre segurança para nossas crianças na web –  “Segurança na Internet – Como configurar restrições no youtube”/ Criação de livro-publicação-exposição de arte interativo sugerindo produção escolar do modelo – “Projeto criativo sobre selfies ridículos e exposições online”/ e criação de ilustração-maquete artesanal inspirada nos projetos vistos em – “Ainda não domino o 3D – a vingança“.

Ao voltar a ser estagiária aos quase 40, retornei aos bancos da escola para reaprender a aprender.


Depois de tantos anos de atuação em outras áreas, por quê se voltar para esse campo?
Quem me conhece dos tempos que lecionei no SENAC, lembra o quanto para mim era gratificante ensinar. Quando eu estava grávida da Júlia em Ribeirão, em 2010, e Campinas era nem sombra de possibilidade de mudança, eu prestei quietinha dois concursos: um para lecionar Artes no Estado, e outro para Informática no SESI. Obtive boas colocações em ambos. No concurso do Estado, entre mais de 230.000 candidatos, onde 52.839 foram selecionados, e inicialmente 10.083 seriam convocados, consegui colocação entre esses 10.083 (mesmo já fazendo 11 anos que estava afastada das teorias da licenciatura). Seria um caminho para uma possível futura atuação, onde uma carga horária de trabalho menor me garantiria mais presença junto à filha recém-chegada. Por ela eu estava disposta a começar tudo de novo. Vislumbrava também que, lecionando talvez um tempo no Estado, ao aprender a ser professora de verdade na diversidade (e grandes dificuldades) do ambiente estadual, eu conseguiria atuar mais adiante naquela escola dos sonhos, onde filhotes estudariam também. A Rosane Malusá, uma pessoa muito querida e referência para mim, me inspirou a pensar em um caminho assim. Mestre na sua área, fluente em 5 línguas e que atuava “apenas” como professora de ginásio na época, ensinando justamente na escola dos filhos.  Mas aí houve a mudança de Ribeirão para Campinas, e para eu ter minha vaga assegurada e ser transferida, eu teria que ter atuado pelo menos um ano na região onde tinha sido aprovada. Como sabe-se, esse plano não vingou. 


As necessidades de entender e refletir profundo sobre educação.
Aqui em Campinas, fui apresentada por uma vizinha à Escola Curumim, em 2011. Eliete era mãe de um pré-adolescente que estudava na escola. Me chamava a atenção a postura do pequeno Maurício. Diferente dos pré-adolescentes que eu via subir e descer a rua juntos diariamente, munidos de celulares último tipo, Maurício ficava à parte desse movimento, e tinha sempre um livro nas mãos. E no olhar uma curiosidade, calma e doçura que me encantavam.

A primeira visita foi quando decidi matricular Júlia com 1 ano e 7 meses na “escolinha”. Fui recebida muito atenciosamente pela coordenadora do Núcleo Infantil, a Mônica, que me apresentou os espaços, as ferramentas de trabalho e um resumo do que é ser uma escola que aplica a pedagogia Freinet como norteadora. Tudo me impressionou muito: os Livros da Vida, as produções das crianças cobrindo todas as paredes da escola, os espaços verdes e amplos, a mistura de faixas etárias no ensino infantil. Tudo visto reforçava o texto escrito do material explicativo entregue: uma pedagogia baseada na autonomia, expressão, cooperação e trabalho. Mas naquele primeiro momento, porém, minha insegurança de mãe de primeira viagem me impediu de colocá-la ali. Eu precisava que meu senso de proteção extrema fosse suprido. A amplitude daqueles espaços e o fato da escola ter também ensino fundamental me assustaram. Juju então foi para outra escola menor. Uma escola maravilhosa que cumpriu lindamente à risca todos os combinados. E Jujus foram muito, muito felizes lá.

Então Juju-filha cresce e “pede” mais algumas coisas: necessidade de desenvolver mais autonomia, se expressar em potencialidades mais particulares, cultivar espírito mais cooperativo e trabalhar com mais mão na massa suas “atividades criativas”, que eu tanto a incentivo desenvolver desde sempre. Juju-mãe também começou a se inteirar e fazer questionamentos profundos sobre os cenários atuais em educação no Brasil. Surge preocupação com a aceleração que exige das crianças hoje responsabilidades e contatos prematuros com questões e conhecimentos para os quais elas ainda não tem maturidade emocional, motora, sensorial e cognitiva plenas para vivenciarem. Senti necessidade de preservar um pouco mais o tempo de Jardim de Infância da minha filha. E para isso, Júlia iniciou nova jornada no ensino infantil da Escola Curumim ano passado.

Começamos a fazer parte de uma proposta concretizada em ações onde o espaço de aprendizagem respeita profundamente as individualidades e os tempos de aprendizagem dos alunos. Um espaço que proporciona cuidado, sem que isso sufoque suas iniciativas e curiosidades de exploração. Onde grandes árvores e vãos livres fazem parte de uma atmosfera de contato com a natureza e a liberdade. Lugar onde vejo crianças e pré-adolescentes fortes, empáticas em seus olhares e atitudes de uns para com os outros. Eles não se atropelam. Eles se percebem e se ajudam verdadeiramente. Tem senso de coletividade. E formar hoje um pré-adolescente que percebe algo além de si mesmo é um trabalho hercúleo e digno de aplausos.

Experienciando Juju inserida nisso plenamente, quis entender melhor como essa proposta se constrói para decidir alguns próximos passos, mais fundamentada. Soma-se ainda curiosidade de mãe, artista e educadora. Sobrou por aqui um tempo necessário para resolver uma questão em pausa. Além de ser um ensaio de retorno ao mercado de forma planejada, há a visão de que um item como esse em meu currículo depois de quase cinco anos sem movimentos mais formais, seria positivamente avaliado.


De volta aos bancos da escola.
Através de um canal generoso aberto pela instituição, após fazer um curso introdutório, passei a frequentar desde maio, como estagiária, as aulas de Arte nas turmas de 6º a 9º anos, dadas pela Professora Audrey. Voltei para o banco da escola e aprendi como aluna nova, lições sobre um mundo desconhecido. Audrey é uma profissional fantástica, com experiência de 16 anos de cadeira só na Curumim e um mundo para compartilhar. Agradeço imenso a ela o tempo e toda a paciência que dedicou às minhas questões. Acompanhei as aulas, o dia a dia, a preparação para um evento emblemático da instituição e estudei in loco a pedagogia.

Compreendendo a teoria na prática, me encantei mais ainda com o que vi do lado de dentro. Resgatei minha própria trajetória escolar nas dinâmicas presenciadas em sala de aula. Relembrei os estudos da Licenciatura em Artes. Revi alguns mometos do primeiro estágio realizado anteriormente, obrigatório para conclusão da faculdade, feito junto de outra professora de artes que deixou marcas profundas na minha história, Dona Lindalva de Lorga. Me encantei também com as crianças!

Agora, com uma percepção madura e com olhar também de mãe que quer o melhor dos mundos para seu filho, me senti feliz tateando terrenos tão férteis. Entendo hoje melhor o universo “do aprender a aprender” proposto, através dessa visão inovadora, que na verdade existe fundamentada há mais de 40 anos. Nascida da experiência de um educador chamado Célestin Freinet, ao conhecer sua trajetória e como ele “criou” a pedagogia batizada com seu nome, fica muito claro que teoria nascida e embasada a partir da prática, tem uma força vital diferenciada.


Freinet, uma pedagogia que desperta seres melhores para o mundo.
desenhoBXAprendi que a pedagogia Freinet promove um alinhamento entre os saberes científicos, a arte e a cultura. Percebi o quanto esse alinhamento vem de encontro ao que entendo como uma mistura de elementos ideal na formação de base que desejo para a minha criança. Entendi a importância de que ela receba sim, o conhecimento formal, imprescindivelmente. Mas que o contato com a arte e sua cultura, a formará para uma aplicação fértil e consciente de tudo de bom que esse tal de conhecimento – que é poder -proporciona. Compreendi que a sua essência da criança, fomentada pelo estímulo de sua capacidade criadora não se perderá. E que se espera que ela, sob esses estímulos, queira e ame ler mas não só as letras, mas o mundo inteiro. E que veja sentido e entenda seu papel a desempenhar nisso.

A criança é provocada para ser capaz de buscar o conhecimento por iniciativa própria. Sendo todo essa instigação do desejo de saber, conhecer e explorar feita tão fortemente, será facilitado o caminho percorrido entre o sonhar até o realizar. O grande movimento feito em torno da leitura, dos livros e produção de texto assegura que o língua na sua forma viva e o seu uso, sua produção, seja algo tão presente na vida da criança como o brincar e o jogar. A criança que aprende a gostar de aprender, a ler e a escrever prazerosamente, instrumentalizada estará para se tornar um adulto capacitado a fazer qualquer coisa que queira. A transitar ilimitado. Lindamente!

No campo emocional, as crianças desenvolvem uma profunda capacidade de demonstrar empatia pelo outro. As práticas que respeitam ritmos próprios e capacidades individuais diferentes fomentam isso. A postura inclusiva, de absorver crianças portadoras de deficiências e inseri-las realmente ao convívio diário escolar prepara o olhar e as atitudes dos mais privilegiados para o cuidado, o amparo, a aceitação, a cooperação e o entendimento das diferenças.

A proposta de que a criança seja protagonista do próprio aprendizado coloca o professor em um papel que exige dinamismo. É preciso ser um mediador firme, colaborativo e atento . O corpo docente trabalha com o novo diariamente e isso precisa agregar profissionais comprometidos com a não-comodidade e o não-conteudismo. Os movimentos são constantes e um dia nunca será igual ao outro. Como é a vida. É preciso preparo e disposição para lidar com isso. E eles tem.

Esse cenário se firma com a utilização, entre outras, de ferramentas como a criação de livros coletivos e individuais, como os Livros da Vida e as Publicações dos Projetos em Álbuns. As Produções Artísticas em suportes variados, de cunho coletivo e individual. O fomento da produção do Texto Livre. Uso do chamado Jornal de Parede, onde democraticamente se expõe e discute o que “Eu felicito”, “Eu Critico”, “Eu Proponho”, “Eu pergunto”. A Roda de Conversa. Os Ateliês e Projetos de Pesquisa orientada e os Ateliês de Trabalhos manuais e técnicos. As Aulas-passeio. Os Planos de Trabalho anuais estabelecidos conforme cada necessidade de ação. A definição clara e constante dos processos e metas desde o princípio de cada ação em sala de aula. O desenvolvimento das capacidades de Organização, Autoavaliação e Autocorreção orientados. Valorização do sentido do Trabalho. E muito respeito com as dificuldades e limitações do outro.

Essas ferramentas, de modo geral, se propõem a desenvolver as seguintes questões:

1 – Permitir e fomentar a autoexpressão plena em todas as áreas possíveis: verbal, gestual, plástica, musical, corporal e emocional.

2 – Valorizar, facilitar e instrumentalizar o aluno para que ele saiba se comunicar com o mundo de forma fluída, autônoma e eficaz. Capacitar para transmitir, argumentar, se fazer exprimir e entender plenamente.

3 – Aprofundamento no que faz sentido para a criança e seu universo. Além dos conteúdos formais, a grade é flexível de forma a trazer ao dia a dia os assuntos na ordem que os interesses surgem, individual e coletivamente. As crianças agem de forma a criar, agir e conhecer, tateando experimentalmente o mundo.

4 – Favorecimento de uma atitude mais autônoma da criança. Postura que mostra compreensão do seu trânsito e interação positiva com o mundo. Colaboratividade, empatia, capacidade e necessidade de autogerenciamento e autoavaliação. Entendimento de regras e limites. Formação de seres respeitosos para com o outro e capazes de exigirem respeito do mundo.

5 – É ensinado que o trabalho tem um caráter extremamente valoroso. A criança entende que ele é parte essencial da vida, e que através dele se dá a conquista e a aquisição plena do conhecimento. Que ele deve ser realizado de forma positiva, motivante e construtiva. Complementar e nivelado em relação produção intelectual. Nunca como um fardo.

É impossível utilizar poucas linhas para descrever práticas e processos de uma pedagogia que se utiliza de tantos recursos fantásticos para trabalhar de forma integral o desenvolvimento dos alunos. Aqui foi o meu resumo pessoal breve de uma experiência curta, tanto como observadora, tanto como mãe de uma criança que se desenvolve sob essa batuta. Nos dias de hoje, onde as crianças vivem em um mundo tão restritivo, em ambientes fechados sem contato com a natureza e muito cedo são imersas em realidades tão duras, pensar em proporcionar um espaço de aprendizado como o oferecido pela pedagogia Freinet é oferecer a chance deles se resgatarem em sua essência criativa e realizadora sem limites, que o ser humano tem naturalmente dentro de si e que precisa ser urgentemente mais cultivado. É preciso mais asas e menos encarceramentos.


Agradecimentos
Gratidão à coordenação, professores e equipe toda pela abertura e acolhida, disposição em compartilharem tanto e pelos despertares que motivaram em mim nesses dois meses. Aprendi muito. No final, mais que um item de atualização adicionado ao currículo, tenho mais riqueza adicionada à vida.
Muito obrigada pela oportunidade, Escola Curumim! Foi transformador e enriquecedor.

 



Abaixo, para finalizar, um texto nascido do encantamento com tudo visto durante a preparação de escola para a Festa Junina celebrada semana passada.  Acompanhar esse trabalho foi emocionante. Me despertou para o tamanho das potencialidades das nossas crianças, que bem direcionadas são capazes de realizar coisas grandiosas, mesmo.

 

Festa Junina Curumim.
Feita com muitas mãos.

Um olhar curioso participa desde o início do intenso processo de pesquisa, discussão e escolha que envolve uma escola inteira para a definição de um tema para a festa. Enxerga o interesse e a ansiedade de todos em encontrar o que será mais pulsante, interessante e produtivo. Vê a expectativa presente ao anúncio, e a alegria sentida pelos alunos de que sim! O melhor tema foi encontrado! Será uma linda festa!

Um olhar curioso presencia como são definidas as tarefas e responsabilidades para que o trabalho se inicie. E vê quando começam os trabalhos. E percebe o quanto as mãos e corações de todos estão indo à obra! Grande obra por fazer!

Um olhar curioso encontra uma escola inteira trabalhando lindamente um projeto de integração coletiva. Vê crianças concentradas e atentas realizando coisas que muita gente grande nunca antes fez em toda uma vida escolar. De forma colaborativa e surpreendentemente ordenada atravessam juntas as etapas de cada tarefa. A mesma mãozinha que na primeira hora misturou tinta e pintou painel, na segunda hora projeta novo desenho. Segue organizando espaços. Carrega papel gigante para secagem ali do outro lado do pátio e depois na última hora finaliza o dia guardando as ferramentas todas utilizadas.

Um olhar curioso se encanta com esse movimento e se alegra em participar disso. Nutrida aqui está a certeza que a educação proposta por vocês se faz presente em tudo que suas crianças realizam. E como lindamente realizam!

Meu olhar se expande e se privilegia ao assistir essa ação. Lindeza ver tudo tomar forma. Muito obrigada pela oportunidade.

Parabéns Curumim!

 

Juliana Cassab/ Maio-Junho de 2016

 

 

 

 

 

Ainda não domino o 3D – a vingança

Quem me conheceu diretora de arte sabe a bronca que eu tinha do tal do 3D, quando ele começou a invadir os espaços midiáticos antes planos ou fotográficos apenas. De repente, em 2009, tudo tinha 3D: de anúncio da Havaianas à chamada do folder promocional impresso em couché brilhante 70g para vender banana no sinal. Molecada recém-formada entrava na agência dominando tuuuudo, e eu, macaca velha formada nos idos de 1998, inda era da turma da criação que se utilizava do (mal amado, famigerado e banido pelo mercado) CórelDráwwww e ilustração feita a mão. Me sentia uma anciã aos 34 anos. E já previa que se eu não fizesse logo um curso de 3D e passasse urgente a fazer vetorial no Illustrator logo, logo, tava danada.

Bão. Aí comecei o tal curso de 3D. E engravidei da Júlia durante o curso. E como ela já devia captar o quanto eu tava ali meio que contrariada, eu enjoava tanto no período, que acabei deixando o curso para outra fase. O resto vcs sabem.

Esses dias a Dani Bertolucci, para quem desenvolvo as ilustras para os Fundos Fotográficos, me perguntou se eu fazia 3D. Ai, de novo! O fantasma ressurge. Inda não, Dani, não domino o tal. Aí ela manda uma outra referência. E assim? Hum… Isso!!! Vambora!!! Vou tentar. Acho que dá.

E deu!Fundo Fotografico3

Um trabaaaalho do cão! Rough (esboço), trabalho criação vetorial para estudo cores e recorte, corte manual (não, não tenho a Cameo 😦 ) e uma montagem inacreditável de maquete para fotografar. O estágio nas aulas de arte que ando fazendo me animaram a encarar a bucha. Ver o que as crianças fazem em termos de maquetes e projetos me animou. E tá aí gente, só não sei se encaro outro desses de novo, rsrsr. Mas temos um fundo diferenciado, super exclusivo, “3D” totalmente feito à mão, com detalhes que só o artesanal traz, e uma exclusividade fofa de dar gosto para fotógrafos caprichosos fazerem clicks inspirados.
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Foi minha vingancinha pessoal ao 3D. Faço sim! Lindo!!! Do meu jeito. 🙂 Mas sim, sei que não vou escapar dele. Hora dessas eu encaro essa empreitada. Pelo meu retorno ao mercado publicitário um dia, e por orgulho ferido mesmo. Mas valeu exercitar meus dotes de professora de artes. Curti.

Quem quiser comprar, clica aí embaixo e entra no fundosfotograficos.com.

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*Os valores mostrados aqui estão sujeitos a mudança.

 

 

Sobre Selfies ridículos e Exposições Online

SURGE UMA IDEIA MALUCA PARA UM ÁLBUM (SIMPLES E MUITO PESSOAL) DE FOTOS

Noite dessas me deu saudade de mim, da Juliana de uns 10 anos atrás. Um HD de backup resolveu o caso. Muitas fotos revistas, entre elas a de uma viagem inesquecível, e em especial, as de uma tarde especificamente. Primeiro foi, “vou fazer um álbum disso”. Juntar bonitinho e imprimir. Dar vida à memória que se perderá se eu não o fizer. Um projeto simples, diagramado em duas horas, onde o que vale é o registro, não se a foto está desfocada, escura e bem ruim. Não ia nem dar um Levels/Sharpen em lote para uma melhoradinha, ia ser jogo rápido, o que estava valendo era a lembrança resgatada.

MAS AÍ DÁ VONTADE DE FAZER MAIS INTERESSANTE, VIRA FOTOLIVRO

Bão, acabei abrindo no outro dia o arquivo e incrementando com uns textinhos. Hoje eu não consigo mais juntar foto sem escrever nem que seja um tiquim. E aí saiu mais um projeto meu de fotolivro pessoal. Mas pessoal mesmo, que eu não ia ter coragem de mostrar para ninguém. Inda mais tão monotemático e desinteressante para a maioria dos outros do mundo. Um livro de Selfies, credo! Com minha cara multiplicada umas 40X, além de escancarado em todas uma bela espinha sobreposta ao lábio. Eu que nem foto minha colocava no Face até meses atrás.
Feito. É só pra mim mesma. E ficou bem legal!

E ENTÃO, MISTURA COM PROJETO EDUCATIVO E VIRA UMA PUBLICAÇÃO VIRTUAL

Na semana em que mergulhei nesse “trabalho” os alunos do nono da escola onde estou estagiando iriam fazer uma aula-passeio na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Estavam a mil. A excitação da meninada pela viagem que aconteceria fez cócegas na criatividade aqui. Aí, viajei na deles, e pensei sobre algo a fazer com a temática do meu projeto aplicado à sala de aula.
Já pensou um registro de uma aula-passeio a um museu transformado em livro?
A meninada se divertindo fazendo seus Selfies em frente às obras favoritas para depois fazer trabalho de edição das imagens, montagem de livro (impresso ou interativo), anotações de impressões pessoais, interatividade com acesso ampliado a informações sobre a obra e até a inserção de um videozinho de despedida da experiência?
Pus mãos novamente sobre minha “obra”, para tentar fazer uma publicação interativa. Fucei recursos novos. E saiu um exemplo de projetinho interessante para desenvolver com a molecada, juntando Português, Arte, História e Informática. Tudo bem, esbarrando em realidades tristes, não temos laboratórios de informática com iMacs e pacotes Adobe instalados, mas temos PCs e grátis Gimp, Scribus e Inkspace. Mas, quem sabe?

VAMOS PASSEAR? CLICA NA IMAGEM PARA NAVEGAR PELO MUSEU COMIGO. OS RETÂNGULOS SOBRE AS FOTOS LEVAM À OBRA ORIGINAL NO SITE DO MUSEU.

mockup Moma e Eu BX

Agora, te convido para acompanhar essa visita comigo! Pega na minha mão, passeie e se divirta. É um fotolivro com fotos da minha primeira visita a um museu de arte internacional, aos 30 anos. Por favor, não ria das minhas caras. Não me recrimine por eu expor um material onde só tem foto minha de mim mesma na frente de obra dos outros, maioria gente já morta e enterrada. A princípio era só um presente-livro de mim para mim, para eu celebrar alegria pessoal, mesmo esdrúxula e ridícula aos olhos alheios. Encontre em algumas fotos um retângulo com o nome do pintor sobre ela, ali tem uma linkagem direta da obra com o site do próprio MoMA. Clique e a veja ampliada, e tenha mais informações sobre o trabalho. No final, um self-videozinho para fechar a apresentação, mostrando o quanto estava forte a minha babação.

Pode até estar mesmo meio ridículo, viu gente. E pensando bem, é, está.
Sim, todo Selfie é ridículo. Imagine um montão deles.
Mas ok. Os que amam arte me perdoarão. E obrigada pela companhia!

Até a próxima arte!

 

É preciso urgentemente resgatar a própria infância, para sermos pais melhores

img_4037Como estamos assustadoramente dissociados da infância! Quem não tem uma formação voltada para a pedagogia, licenciatura, psicologia, saúde ou odontologia na área pediátrica, perde absolutamente o contato com as crianças ao entrarem na vida adulta. Cada um parte a cuidar de si, as famílias se distanciam, saímos para estudar fora, não acompanhamos os nascimentos na família. Aí nos formamos, trabalhamos como loucos, casamos (ou não), queremos comprar tudo, vamos viajar, estudamos mais um pouco antes (tem que fazer pós-graduação), e aí, lá pelos 33, quando o relógio bate, quem tem um parceiro legal que aceita tocar mais esse “projeto” junto, resolve então, finalmente, colocar mais uma alma feito gente nesse mundo superpopulacionado e esgotando-se em recursos.

Falo assim por minha experiência: para mim, filho era o fim e não o começo. Tudo ficaria mais difícil e era melhor adiar o quanto fosse possível essa resolução para não ter, minha vida de ser pensante útil e atuante no planeta, “estragada” pela chancela de MÃE que carregaria literalmente comigo sem trégua pelo resto da minha vida.

Eu queria ser a melhor profissional, independente e autossuficiente. Eu associava sem saber, tudo que fosse feminino a três terríveis outros F’s: fraco, frágil, fútil. E eu não queria por nada nesse mundo transitar perto desse terrível território, do qual eu tinha quase que raiva. Tinha que superar os 3 F’s. Orgulhava-me da força que achava que detinha. Era uma workholic e tinha um ótimo casamento: cada um vivia muito bem ali, focado em si. Não entendia que de certa forma, estávamos INDEPENDENTES demais, cada um correndo atrás de suas importantes prioridades individuais. Iguais, e não complementares. Eu talvez fosse a maior responsável por isso, fiel à cartilha aprendida por muitas de minha geração, que queria ser igual ao outro. Páreo. Não se construía ali se uma relação de suporte mútuo, respeitando-se e assumindo-se papéis COLABORATIVOS no plano de vida. E isso, quando chega o filho, vira uma questão gigante a se superar e modificar. Aqui aconteceu há seis anos: o relógio biológico gritou e a resolução se deu, por pressão do tempo. “Se não for agora, não vai dar mais tempo. Então vambora.” Que venha a prole! E o mundo virou do avesso. E se percebeu o quanto aquela vibe toda estava, para ser delicada na definição, EQUIVOCADA. A individualização absurda vivida fez peso maior nos imensos sustos vividos no dia-a-dia, em ter que cuidar de um outro ser, em comum ação e acordo. Nas escolhas que se seguem ao gerar, nascer, cuidar, vem o educar. E não nos munimos como deveríamos para essa nova etapa. Caímos em armadilhas terríveis como a do consumo desenfreado. Eu mesma caí, ingenuamente achando que estava fazendo o melhor. Era o que minha visão limitada alcançava. Não percebia que a chegada de um bebê é foco de um mercado gigante fortemente organizado para que nós pais adquiramos uma infinidade de coisas inúteis na verdade. Essas coisas nos dão a falsa segurança e impressão que estamos nos preparando da melhor forma. Mas o preparo tem que vir de dentro. Arrumar a casa de dentro da gente e não a de fora. E aí começam uma série de erros.

Acho que esses aspectos todos mencionados aí em cima tem importante papel na forma como minha geração anda criando seus filhos. Continuamos trazendo para essa nova estrutura (tão diferente em essência da anterior) nossas mesmas questões de antes: queremos que nossos filhos sejam o quanto antes também independentes e autossuficientes. Logo! Rápido! Rasteiro! Queremos que eles estejam munidos da maior quantidade de armas possível para enfrentar o mundo e se tornarem adultos “bem-sucedidos”: que sejam os primeiros a aprender a andar, que durmam sozinhos o quanto antes, que estejam alfabetizados aos 5, que sejam bilíngues aos 7, que entrem na faculdade antes dos 17. Gente, para quê isso? Que corrida maluca é essa? Que tem nesse pote ao fim desse arco-íris? Quais os reais ganhos? Você gostaria de ter participado dessa corrida? Você trocaria a SUA infância vivida por ISSO?

Sabia que a humanidade demorou centenas de anos para descobrir na criança um ser cheio de potencialidades em formação? A visão da infância como temos hoje é algo muito recente e moderno, e vale a pena se informar sobre isso. É assustador.

“O primeiro fato que pode chocar um leitor da atualidade é a constatação de que as crianças não tinham valor! Ariès (1981) destaca haver encontrado em documentos do século XVII relatos que confirmam uma ideia que durante muito tempo permaneceu com força: podia-se “produzir” várias crianças para conservar apenas algumas, em vista da mortalidade infantil, e da luta pela sobrevivência. Desta maneira, “as pessoas não se podiam apegar muito a algo que era considerado uma perda eventual” (BROERING apud AIRES, 1981, p. 57).”
BROERING, Adriana de Souza. A “descoberta” da infância ocidental na modernidade: quais crianças foram “colocadas nesse berço”? Revista Linhas. Florianópolis, v. 16, n. 30, p. 270 – 285, jan./abr. 2015.
Veja em http://www.revistas.udesc.br/index.php/linhas/article/view/1984723816302015270/pdf_60

Um outro aspecto a se pensar. Estamos vivendo em espaços cada vez mais apertados, fato. As crianças ficam confinadas à nossas casas com seus quintais minúsculos. Ou apartamentos. Longe das avós. Dos parques. Da rua. Do campo. Dos bichos. Nas nossas salas, as estantes de livros deram lugar a painéis onde destacamos nossas imensas TVs slim shape. Temos racks modernos para os apetrechos de entreter associados à adorada tela grande: BlueRayPlayers, decodificadores para acessar mais canais/mais flixes, videogames, smart coisas que tem vida própria. Sofás confortáveis e tapetes felpudos impecáveis rodeiam o “altar”, e à criança, cabe se adequar a esse ambiente, e ficar ali “bunitinha” que nem zumbi, sem sujar (nem a si, nem aos móveis), sem pular, sem tocar em nada porque estraga. Não há espaço para ela. Não há lugar para as crianças. É preciso transformar “home” em “theater”.

Já pensou o quanto isso é terrível? Já pensou que você tem um ser em formação morando e vivendo em sua casa, e que deveríamos ser mais generosos com eles e proporcionarmos espaços de trânsito e ocupação adequados às necessidades deles? Me entristece perceber como nossa dinâmica de vida trata a infância. Tinta é sujeira. Desenho é rabisco. Brinquedo no chão é bagunça. Deixá-los esparramar suas coisas pelo chão é falta de pulso. Bons livros infantis são muito caros e tomam muito espaço. Tem que adicionar 1 hora de tarefa de casa a mais a cada novo ano escolar. Assim, na quinta série, as cinco horas extraclasse dedicadas aos estudos diariamente garantirão a vaga naquela super empresa aos 23, não é?! Não cantem, não gritem, não dancem, se calem, se castrem, se possível. Cresçam o mais rápido possível. O mundo não é um lugar seguro para vocês.

Cadê o cultivo dos sentimentos de auto realização, de construção de mundo, que vem ao lidar com blocos de madeira e areia? Cadê o estímulo afetivo de criar prazer no ato de descobrir, (assimilado há de eterno para cada nova leitura que virá) de curiosamente se virar uma nova página de livro infantil no colo da mãe, para revelar o desenho que conta no que vai dar aquela aventura?

Para construir sua visão de mundo com propriedade a criança tem que se apropriar de sua história com força, com alegria. É preciso compreender as estruturas reais das coisas do mundo. Ver, tatear e experienciar a vida. Aprender por querer e desejar saber, e estar estimulada a isso. Querer compreender os símbolos que lhes abrem as portas da leitura por necessidade própria de ampliar os olhares e saberes. Ser capaz de comunicar seus sentimentos. Ser feliz! E para isso ela precisa do nosso apoio, de fomento. Que conduzamos isso. Somos nós os maiores facilitadores e espelho para essa ação.

Estamos confinando a infância à escuridão. Estamos mantendo as janelas reais fechadas. Está tudo muito escuro e o se o sol não entra, a vida não floresce. E isso é muito, muito sério gente.

 


Como muitos sabem, Júlia veio que nem furacão despertar mil novos olhares e necessidades de entendimento meus. Compreender os processos de aprendizado e desenvolvimento infantil foi uma dessas necessidades, para que eu possa lidar da forma mais consciente possível com os caminhos que tenho que escolher para ela, enquanto essas escolhas me cabem. Ando ampliando meus horizontes adoidado nesse campo ultimamente.

Buscando entender a fundo o que a escola escolhida pra acolher a primeira infância da Juju pratica, aproveitei uma oportunidade e um canal fantástico aberto por eles: estou frequentando como estagiária das aulas de arte da escola, acompanhando o dia a dia da instituição e estudando sua pedagogia (Freinet). Compreendendo a teoria na prática, me encanto com o que vejo. E resgato minha própria infância em cada ação que presencio na sala de aula. 

Esse texto me veio ontem depois de mais um dia acompanhado as aulas da Audrey na escola. Fazia tempo que eu não escrevia, e acabou saindo um texto recortado e confuso, talvez. Reflexo do turbilhão que se passa aqui dentro. Mas se vc o leu até aqui, e se o fez pensar de alguma forma sobre qualquer um dos pontos apresentados, fico feliz!

Obrigada pela visita, espero hora dessas encontrar pessoalmente com você para continuar esse papo!

Desenha-me uma marca? Pequeno Guia para tentar descomplicar o complicado.

Olá, sou Profissional de Criação em Comunicação, Propaganda e Marketing. Me chamam Diretora de Arte nas agências e de Designer também. Eu me auto-intitulo Desenhista. Até sair do mercado formal onde trabalhei por nove anos criando comunicação, minha parte nesse trabalho criativo muuuito grosseiramente falando e simplificando as coisas era o de desenhar mesmo. Mas desenhar lindo, exclusivo, pertinente, atendendo o conjunto imenso de especificações técnicas e alinhado com as informações sobre as necessidades do cliente para aquele material que vinha junto com o Atendimento e seu Briefing. Havia uma estrutura gigante de pessoas na agência, que trabalhava e acampava as mil questões sobre planejamento antes da etapa do “desenho” em si tomar forma no meu desktop.

Atualmente resolvi freelar, ou seja, trabalhar sozinha e aqui, na mesma proporção que a liberdade dessa modalidade de trabalho me proporciona uma série de vantagens, sinto que crescem absurdamente as minhas responsabilidades sobre o que me proponho a entregar ao cliente que me contrata.

Por isso, publico um “Pequeno Guia tentando descomplicar o complicado” que indicarei leitura a todo futuro cliente antes que eu passe um orçamento de Criação. Ao ver o volume de informação aí de baixo, você pode pensar, “mas nossa, é só um logotipo para meu negócio pequenininho… quanta coisa para ler”. Só que nos dias de hoje, mesmo que a coisa nasça para nomear casebre, se alcança a aldeia inteira em segundos, sem querer. Mesmo que você pense e planeje pequeno, a vitrine virtual da internet (aquele postzinho que você publica no seu perfil do Facebook, comemorando a novidade do negócio próprio finalmente concretizado, por exemplo) expõe você, esse seu negócio, sua ideia e as possibilidades dela para o mundo de uma forma incontrolável.  E se a ideia é realmente ir longe, é imprescindível pensar sobre tudo que vou te contar antes.  Se você não se informar e se proteger, pode perder muito, muito mesmo nesse negócio.


“- Quero fazer um logotipo para meu produto/ serviço/ negócio. E então, o que tem para me contar? O que me espera?”

Provavelmente, se você está iniciando uma ideia que precise de um logotipo, você tem rascunhado aí um Plano de Negócios. Vamos direto para a parte Produto/Promoção dos 4P’s analisados em Marketing, na área de Plano de Marketing. Oooooou, no caso de você estar aplicando o Modelo Canvas Modelagem de Negócios, para a parte Design-Marca/Status no campo Proposta de Valor.

Planejamentos em andamento paralelo aí, me diga:

“- Você já escolheu o nome da sua coisa – produto, serviço, negócio?
– Ué, não é só contratar alguém para desenhar o logotipo?”


– Você tem um excelente nome definido aí?

Antes de desenhar o tal Logotipo – que para os teóricos é somente a representação gráfica do nome da coisa, sem exatamente agregar o símbolo. Mas que para a maioria, se trata sim de nome desenhando da coisa + símbolo desenhado da coisa – é preciso ter o NOME da coisa.

Hoje existe uma etapa com nome bonito para designar esse trabalho, chamada Naming. O Tal do Naming é uma área do tal do Branding* que tem como tarefa nomear marcas de empresas, produtos, serviços e eventos (e o que mais vier). O nome precisa transmitir o conceito dessa marca, traduzir sua essência, posicionamento e valores. Na agência, eu via redator atravessar semana inteira procurando nome em todas as fontes de inspiração e informação possíveis. Ia nome, voltava nome, nada funcionava, nada dava registro, nada conseguir emplacar. É um trabalho que envolve pesquisa e dedicação para trazer à luz um balde de nomes possíveis e extrair ao menos um que realmente atenda ao que se precisa, em todos os aspectos – pertinência, aplicabilidade, criatividade, registros.

Veja alguns aspectos a considerar antes de você nomear sua coisa:

* É fácil de pronunciar?
* É fácil de escrever?
* Não é usado por nenhuma outra empresa, especialmente concorrentes?
* É curto?
* Fácil de lembrar?
* Não tem duplo sentido ou sentido negativo, mesmo em outras culturas?
* É amplo o bastante para sobreviver além da categoria ou da marca-mãe?
* Ele consegue comunicar a proposta de valor único da marca?

E eu adicionaria ainda as seguintes questões (alguém sugere mais alguma?):

* É realmente pertinente ao que precisa descrever?
* É “criativo” demais ou excessivamente lugar-comum? Repense ao se enquadrar em um dos extremos.
* Chegou a dar uma “googlada” no nome ontem à noite? O que saiu nos resultados?

Você pode definir isso sozinho, ou contratar alguém para essa etapa.

No link, se quiser se aventurar sozinho, para ajudar, segue um material extenso, mas bem interessante sobre o assunto: http://pt.slideshare.net/Gusmachado/naming-como-processo-do-branding
*Branding – “(…) Branding pode ser definido como o ato de administrar a imagem/marca (BRAND) de uma empresa. Ele também pode ser considerado como o trabalho de construção e gerenciamento de uma marca junto ao mercado.” http://pt.wikipedia.org/wiki/Branding


– O nome escolhido está disponível para registro no INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial? Você tem noção da importância e necessidade desse passo e dos custos associados?

Antes de se animar muito ao encontrar o que julga ser O NOME, não se esqueça de consultar se a marca/nome já não está registrada. No site do INPI – http://www.inpi.gov.br/ você encontra mais informações. Aqui uma consulta pode ser feita rapidamente online. https://gru.inpi.gov.br/pPI/servlet/LoginController?action=Login&BasePesquisa=Marcas

Mas o processo todo não é simples. Existem duas maneiras de pedir o registro de marcas e patentes:
1 – Você mesmo solicita o registro da sua marca ou patente diretamente ao INPI.
2 –  Você contrata uma empresa com profissionais especializados para realizar todo o processo.

Hoje, eu, mesmo com toda minha bagagem na área não arriscaria fazer um registro próprio sozinha. Pra mim, seria o risco de eu assumir conserto de cano estourado sem chamar encanador e amargar o risco de ver a casa inteira arruinada debaixo d`água na volta de um feriado prolongado. Acho prudente buscar um suporte especializado para mais esclarecimentos, junto a um escritório de Marcas e Patentes em que você confie. Busque um junto a conhecidos.

Entenda parte do caminho a percorrer

1- Verificar se a marca já foi registrada e se é possível registrar a sua marca:  o escritório em que você buscar um orçamento conseguirá fazer isso fácil e gratuitamente. A questão aqui é ver se você entrará com um processo de registro normal ou se terá alguns entraves.

2- Determinar em que classes de atividade econômica o registro será feito: há diferentes classes para registro, divididas entre produtos e  serviços. A análise aqui deve ser MUITO bem feita, pois é comum a necessidade de registro em mais de uma classe, dependendo do que sua empresa faz, e quanto mais ampla a área de abrangência, mais os custos podem subir.

3- Registro como marca mista ou marca nominativa: marca mista é aquela que protege nome (fonema/grafia), tipo de letra, cores e símbolo; a marca nominativa é apenas o nome (fonema).

4 – Quanto tempo demora: depois de feito o pedido, o processo leva cerca de 24 meses.

5 – Marca registrada, e agora: você recebe um certificado do governo atestando a exclusividade da sua marca.

6 – Quando preciso renovar: a cada 10 anos.

Sobre custos, há muitas variáveis, inclusive com possibilidade de descontos para certas categorias de requerentes (cite isso ao seu escritório contratado, que pode “esquecer” desse detalhe), mas tudo começa a partir de pelo menos uns R$ 1.000,00.


– Como estão os registros desse nome na web e redes? Tem endereço online disponível para registro nos vários canais?

Esse talvez seja um dos passos mais difíceis hoje em dia. O ideal seria poder registrar o domínio com o nome da empresa sem adições ou improvisações, diretamente com .com.br ou .com. Extensões diferentes como, “.info” , “.edu”, dificultam que você seja encontrado, mas as vezes serão necessárias justamente por já haver o registro anterior.

Há vários sites que oferecem resultados sobre domínios disponíveis ou não, dois deles:
http://registro.br/ – aqui você pode consultar domínios .com.br
http://www.registrodedominios.net.br/dominios.html – consulta sobre várias extensões

Quando eu iniciei uma ideia de negócio próprio chamado CoisasSódeMãe em domínio .com, também fiz a compra do domínio .com.br, por segurança e redirecionei os acessos para o .com. Lhe indico fazer o mesmo. Uma pura coincidência num mundo com 6 bilhões de habitantes, ou alguém mal intencionado mesmo podem se tornar um grande entrave ou dor de cabeça para você e seu negócio no mundinho virtual.

Investimento: a partir de R$30,00 por ano.


“- Mas eu conheço um monte de gente que não fez registro de nada…
– Sim, eu também. Esse texto é para que você entenda as implicações e assuma os riscos com consciência.”


– Então, finalmente, podemos fazer o logotipo?

DesignBooksFeito esse caminho, aí entra meu papel como a desenhista do seu logotipo. Saiba que estudei muito para me propor a fazer isso para você. Quando desenvolvo trabalhos de comunicação para Marca, além do intuito de traduzir graficamente o que o objeto/produto/serviço significa em essência, busco atingir plenamente a percepção do público para a mensagem desejada, estabelecida em nível consciente e inconsciente. Um logotipo não é apenas um desenho bonitinho. Um logotipo é como uma assinatura: pessoal, única, intransferível. Não há, ou não deveria haver nada igual que possa gerar qualquer dúvida sobre quem a assina. Um processo que exige do criativo grande capacidade de síntese, empatia e percepção apuradas, que vão se construindo e solidificando cada vez mais a cada trabalho desenvolvido e leituras de mundo praticadas. Uma bagagem ampliada por parte de quem desenha traz ao trabalho significados maiores, que enriquecem e atribuem ao resultado final a excelência: comunicar atingindo todos os objetivos desejados!

Para se chegar a esse nível de exclusividade na elaboração desse símbolo é preciso conhecimento, pesquisa, incubação, elaboração, envolvimento e muita conversa entre desenhador e cliente. Há a necessidade de tempo, afinação e confiança entre as partes. Por isso tudo, vale muito, e deve ser feito com muita propriedade e cuidado. Se essas etapas são estabelecidas e cumpridas, o resultado final só tende a ser perfeito.

Atrelado ao desenvolvimento do Logotipo em si, é preciso trabalhar também a Identidade Visual da marca e papelaria. Assim, define-se um conjunto de símbolos e formas próprias, criadas para acompanhar o logotipo em diferentes bases, trará complementariedade ao projeto de uma forma sólida e ampla.
Aqui você pode ver um trabalho meu de Redesenho de Marca, onde é perceptível o quanto esse trabalho ampliado é importante: http://www.calameo.com/read/0025829239b44ceb62e2a?authid=3oBTkPtUYtPQ

Não sou profissional de redação, embora goste de escrever. Mas para essa área aqui, não desenvolvo textos. Os textos a serem utilizados nas peças devem vir prontos, de preferência desenvolvidos por um profissional de redação.  Se o cliente quiser, posso sugerir um redator que poderá fazer esse trabalho, agregado valor separadamente ao orçamento pedido.

Gostaria aqui, de falar ainda sobre outras questões e valores extras a serem considerados pelo clientes fora do orçamento de criação, que poderão ser somados posteriormente ainda ao investimento a ser feito:

Tipos (as letras):

Um elemento importante é a tipologia escolhida para compor logotipo e material gráfico do cliente. Um conjunto de fontes são caracteres que compõem um desenho único do alfabeto e símbolos gráficos necessários para escrita. Esse material tem autoria e valores de concessão de utilização próprias, alheias ao orçamento apresentado. Esse direito de utilização de uso da fonte deve ser adquirido pelo cliente mediante pagamento.

Fotos:

Quanto à utilização de imagens, também para fins de impressão e divulgação, os direitos de uso devem ser adquiridos pelo cliente mediante pagamento.

Ilustras:

Ilustrações de outros desenhistas também devem ter os direitos de uso adquiridos pelo cliente mediante pagamento.

Nos três casos, sabe-se que há bancos de dados contendo fontes, fotos ou ilustrações distribuídas gratuitamente. Mas, grande parte delas, justamente por serem grátis, não possui qualidade para se adequar ao projeto desenvolvido. 

– Serviu para alguma coisa tudo isso aí, gente?

O objetivo desse post é esclarecer ao cliente aspectos que são importantes na contratação de um serviço de criação para comunicação, mas que geralmente não são muito enfatizados. Se há algo que ficou confuso, escreva me contando para eu poder melhorar esse “Guia”. Sei que ficou extenso, mas busquei apontar boa parte das questões que muitas vezes não são bem esclarecidas e podem gerar grandes problemas tanto para o cliente quanto para o próprio designer.
Se você é colega de comunicação e acha que algo pode ser acrescentado ou alterado, me avise. Agradeço a colaboração.

Se chegou até aqui, muito obrigada! Grata!


– A Juliana

Sou formada em Artes, fiz especialização em Arte e Criatividade e MBA em Marketing (FUNDACE/USP). Lecionei por três anos no SENAC Ribeirão Preto cursos voltados a editoração eletrônica, ilustração, imagem digital e moda. Atuei por nove anos como diretora de arte em propaganda, incluindo um estágio internacional de 5 semanas realizado em uma agência canadense em 2008. Alguns dos meus trabalhos na área de comunicação podem ser vistos aqui.


– Fontes de info para esse post

Há muito material relevante disponível online e offline sobre tudo que foi dito aqui. Para saber mais, há muitasprocure publicações direcionadas ou faça uma busca no Google sobre o assunto.

Essa postagem tem como fontes de informação e partes inteiras retiradas dos seguintes sites:
http://www.saiadolugar.com.br/dia-a-dia-do-empreendedor/legislacao/como-registrar-marca-no-inpi-um-guia-rapido/

http://www.pequenoguru.com.br/2011/10/criando-o-nome-de-marca-perfeito/

http://webinsider.com.br/2007/09/13/20-duvidas-frequentes-sobre-o-registro-de-marcas/

http://www.comoregistrarumamarca.com.br/

e da seguinte publicação:
STRUNCK, Gilberto L. Como Criar Ident idades Visuais para Marcas de Sucesso. 1.ed. Rio de Janeiro: Rio Books, 2001.

Muito obrigada!

Projeto Tchau Chupeta, desenho encantador que vira realidade

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Mobilizar pessoas para ações como essa e ver retornos tão positivos em casa cheia, sorrisos de encanto por parte das crianças e satisfação dos responsáveis na saída é maravilhoso! O Projeto Tchau Chupeta em nova fase se apresenta, cumprindo lindamente o intuito de integrar pais e crianças em uma atividade divertida e com resultados reais na busca de estimular os pequenos a abandonar o hábito da chupeta. Trabalho extremamente bem cuidado e elaborado juntando numa só proposta carinho de mãe, sensibilidade de artista, vontade de brincar de criança e conhecimento técnico e teórico de profissional de saúde comprometida de coração com a proposta.

Integram o Projeto uma série de ferramentas pensadas para apoiar as famílias em sua jornada de ajudar os pequenos a dizerem tchau mesmo pra chupeta: Palestra Infantil com presença da Fada e atividade pedagógica, Livro-Jogo O Caminho das Estrelas e em breve um livro de história e o que mais conseguirmos inventar.

A Palestra acontece onde for possível levar responsáveis e crianças. Em Campinas hoje, todo último sábado do mês tem Tchau Chupeta na Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi.

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O Livro-Jogo O Caminho das Estrelas é um material rico em sua proposta. Por enquanto, ele pode ser adquirido diretamente com a Karina. Fadinha FadinhaJPGCarmim guia crianças e pais nesse Caminho em busca do tchau chupeta definitivo. Desmembrado, nele temos:

  1. Instruções
  2. Acordo de Recompensa entre responsáveis e a criança
  3. Tabuleiro (poster com um “calendário de estrelas”, onde a criança irá colar as estrelas no período do dia em que a chupeta ficar na caixa)
  4. Duas lindas caixinhas de estrelas para confeccionar
  5. Cartela de adesivos para tabuleiro
  6. Cartela de adesivos extras para brincar
  7. Certificado de Tchau Chupeta, assinado pela Fada, para quando ela vier buscar a chupeta
  8. Desenho para colorir

Para saber mais e levar o projeto para perto de você, entrem em contato com a Karina Falsarella, idealizadora e responsável pelo projeto, pelo e-mail projetotchauchupeta@gmail.com.

Eu participei desse trabalho desenhando comunicação: o projeto gráfico do Kit, logotipo e personagens. Estou apaixonada pela proposta e muito feliz por, com minha arte, ajudar a Karina a dar asas à essa ideia! Tem muita gente boa hoje já colaborando com ele. E procura-se mais, para que com o potencial que tem, ele alcance mais pessoas ainda.

Na palestra realizada último sábado na Livraria Saraiva do Iguatemi Campinas via-se olhinhos atentos e pais satisfeitos participando juntos da ação, literalmente colocando mãos à obra. É uma alegria imensa ver ideia se tornando realidade. Veja um pouquinho de como foi.

Show Karina Falsarella Dos Santos, Marta Rezendes e Priscila Tripicchio!!! Lindo trabalho bem conduzido espalhando o bem por aí!

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Desenhando Fundos Fotográficos para Projetos Criativos em Fotografia

Fundos Fotográficos – De uma tendência fofíssima, onde o fotógrafo trabalha suas fotos utilizando fundos fotográficos para compor imagens surpreendentes e criativas, nasce um produto delicioso de fazer. Em parceria com a Dani Bertolucci Backdrops – Fundos Fotográficos em Tecido, a desenhadora aqui coloca na ponta do lápis, (ou mouse) a sua arte e disponibiliza fundos ilustrados feitos com muito carinho para venda através do canal virtual http://www.fundosfotograficos.com/.

O material da Dani é de alta qualidade e seu trabalho nessa área, reconhecido e respeitado pelo mercado. Feliz da vida aqui com essa parceria!

Disponíveis para compra:

Fundo Fotografico1

Para esquentá o arraiá:
http://www.fundosfotograficos.com/pd-31f229-festa-junina-003-assinado-pela-designer-juliana-cassab.html?ct=&p=1&s=1

Fundo Fotografico2

Bandeirinhas em grafismo alegre e colorido:
http://www.fundosfotograficos.com/pd-31f205-festa-junina-002-assinado-pela-designer-juliana-cassab.html?ct=&p=1&s=1

 


No dia da estréia, dois fundos a disposição no site feitos por mim.

Aqui, um fundo, com a cidade em tons de cinza:
http://www.fundosfotograficos.com/pd-1ff366-cartoon-467.htm

fundos
Aqui, mais um, com a cidade colorida:
http://www.fundosfotograficos.com/pd-1ff335-cartoon-cores-4

fundos2

E aguardem que logo surgirão mais projetos criativos assim.

*Os valores mostrados aqui estão sujeitos a mudança.

 

Let’s Chat! Alegria de fazer acontecer compartilhar conhecimento.

LetsChat

Para quem nasceu no interior de Minas Gerais e morava numa fazendinha, chegar a Campinas, e se deparar com um bairro que tinha uma UNICAMP agregada, (para mim Campinas era Barão Geraldo), fazia eu ver a tal Campinas como o meu centro inatingível do mundo. Aqui foi das primeiras cidades na vida a qual tomei consciência que existiam no mapa, pois uma irmã amada, modelo de vida para mim, morava aqui. E eu sempre pensava, “Nooooossa, deve ser fantástico morar lá!” E não é que os rumos tomados me trouxeram até aqui, anos adiante da infância!?

Me admira a variedade “ajuntamentos” de ações fazendo algo efetivamente para gerar mudança, que encontro em Camps. Transito hoje por grupos diversos que conseguem movimentar pessoas em torno de ideias e ideais. Aprendo muito, mudo, construo e reconstruo conceitos, agrego coisas a minha vida a cada interação com esses grupos. Isso é um privilégio de vi-ver. E estou muuuuuito feliz porque ontem, em torno de uma ideia que beneficia o coletivo, conseguimos movimentar pessoas e fazer acontecer também algo positivo e que colabora com esse cenário de fomentação.

O objetivo era juntar interesses em “formar um grupo de conversação de inglês de mulheres com a língua enferrujada, sem grana para investir em cursos pagos, que morrem de dó de tanto tempo de estudo se perdendo, sem praticar”. O intuito de montagem desse grupo NÃO é comercial, e sim de ajuda mútua. Através da rede de contato propiciada e aberta em um desses grupos campineiros, muito especial, chamado Ciranda de Saia, encontramos pessoas com esse objetivo e essas capacidades: conversar na língua inglesa de forma fluída, praticar conversação, “just chat”. Nesse grupo temos mulheres cheias de experiências ricas para compartilhar. E vamos nos movimentar para realizarmos encontros presenciais para isso, sem grandes preparos nem compromissos com pautas pré-estabelecidas. Let’s just chat! Acreditando que surgirão afinidades e interesses comuns que definirão e sustentarão as conversas.

Bão gente, ontem, começamos e pela primeira experiência com o Let’s Chat, posso afirmar com certeza que iremos crescer! O grupo continuará e será fantástico, como foi ontem. Entre lançar a ideia, e fazê-la acontecer, tivemos muitas mensagens trocadas, uma marcação anterior frustrada, 5 meses de intervalo e gente linda que deu força para agregar movimentar as coisas!

Muito obrigada mulheres! Nesse primeiro encontro estávamos em quatro. Marcamos as 14h30, para finalizar até as 16h00. Eram 17h00 e o papo ainda não tinha acabado. Mas claro que não tinha como, porque a conversa estava booooooooa, produtiva, e a gente simplesmente não via a hora passar!

Cris, muito obrigada pela força e pelo trabalho de conseguir juntar e manter tanta gente boa e capaz de realizar junto! A Ciranda de Saia é parte importante nesse cenário/celeiro de busca de compartilhamento de saberes que vivemos aqui!

E ooooolha quanta gente boa estava ali ontem para compartilhar coisas positivas e falar inglês :)!

Aline (a quem eu classifico como colaboradora altamente especializada :)), era a caçulinha da turma ali ontem. Desde o primeiro momento que a ideia de juntar o grupo surgiu, ela se dispõe a ajudar no que for preciso, e nos traz um inglês preciso de professora jovem, representando uma geração cheia de energia e conectada com o mundo de uma forma diferente. Posso afirmar que as balzaquianas aqui aprenderam bastante com vc :)!

Gisele (outra colaboradora altamente especializada :)), moça querida e com um astral lá em cima, que nos cede e nos recebe cheia de alegria e gentileza em um espaço perfeito e delicioso para gente se encontrar. Empreendedora com sua franquia do The Kids Club em Campinas, traz para a conversa também um inglês preciso e repertório rico de conhecimento da língua e de vida para dividir.

Joelise, Cirandeira nova de casa, com quem descubro compartilhar a mesma mineirice de origem e escolha pela mesma escolinha para cria. Com a coragem de chegar falaaaaando, sem ser altamente especializada como as teachers aí de cima e sem vergonha como eu ;). E também como eu, às vezes se perdendo na busca daquela palavrinha ou expressão que some da memória e a vontade de não deixar conhecimento conquistado adormecer.

Meninas adorei o encontro de ontem, e que nossa experiência sirva pra trazer mais gente para o próximo encontro! Logo marcamos o próximo!

Bjuju grande e obrigaaaaada pelo tempo e disposição!

 

Projeto show para desenhadora aqui voltar ao mercado criativo, oba!!!

Tchau Chupeta! Trabalho novo na área, lindamente e literalmente ganhando vida amanhã, 25 de abril! Celebrando feliz aqui a volta à labuta criativa.

Quando eu assumo um trabalho, mergulho fundo e fico ligada a milhão até que tudo se conclua. Há dois meses trabalhando a todo vapor criativo com a Karina Falsarella, tem gente achando que sou uma amiga, tia, colega, irmã, filha e vizinha desnaturada. Juro que não queria ser assim. A vida exige equilíbrio, mas não sou equilibrada, sou artista, e isso muda muito a forma como eu lido com as coisas da vida. Desculpa gente! Masssss, quando o resultado final se faz, é show!!! Me nutre. E eu, aos quase 40, fico feliz e ansiosa que nem criança, sem dormir direito, com frio  na barriga. E hoje é um desses dias porque amanha estréia bonito demais de viver esse trabalho novo. Eu, sisuda em meus pretos, brancos e cinzas, faço leve e colorido agora, e estou feliz!

Bom, como sabemos, não consigo ser concisa, so, sorry again. Tem mais texto aí para baixo para contar essa história :).

Em 2013 me surgiu de presente um projeto que desenvolvi para um grupo muito especial de mulheres empoderadas de Campinas: redesenhar marca e comunicação do Grupo Vínculo (clique e veja aqui), que realiza um trabalho fantástico a favor de um maternar consciente. Foi na época minha contribuição para “causa”, com a qual me identifico e acredito ser uma das chaves pra um mundo melhor. A vida que começa na base com um conceber, gestar, nascer, cuidar, nutrir melhor e mais consciente tem todas as probabilidades de se tornar mais tudo: mais vida. Através do Grupo, conheci a Karina, odontopediatra, doula, apaixonada pela maternidade e família. Fiquei fora do mercado de comunicação praticamente desde que a Jú nasceu, tendo feito somente esse “ensaio” com o material criado para o Grupo. E, como tudo de bom realizado estabelece conexão, no início desse ano, quando estava me preparando para retomar o como diretora de arte, novamente outro presente aparece: Juliana, queria que você desenvolvesse a carinha de um outro projeto, topa?!

Karina me entregou a responsabilidade de desenvolver um trabalho onde coloquei a mão na massa para fazer o que de melhor essa nova fase da minha vida me proporcionou: a capacidade de falar direto e bem com mães, pais, responsáveis e suas crianças através de meus desenhos e ilustrações, meus projetos de comunicação e arte. Nasceu logotipo, personagens (estréia como ilustradora!!!), a programação visual de um material rico, colorido e encantador, com a missão de ajudar a Karina a dar força para pais e responsáveis a tornar brincadeira gostosa um momento muitas vezes tenso e espinhoso: a hora da criança deixar a chupeta. Esse material ganha o mundo nessa semana, onde na Saraiva Campinas do Shopping Iguatemi acontece a primeira palestra do ano com a proposta visual nova para o Tchau Chupeta sendo apresentada. Trabalhar com a Karina, fundadora/responsável pelo projeto é motivante: cheia de energia, uma fonte de ideias que não pára e uma capacidade incrível de fazer as coisas acontecerem, de verdade. Orgulhosa de tomar parte de algo que tem o toque tão dedicado de uma profissional como ela. Quando o cliente está apaixonado pelo que precisa comunicar, o trabalho do criativo de quem tem que traduzir esse entusiasmo e paixão fica muito mais fácil e gratificante, e o resultado, claro, se faz intenso na mesma proporção.

digatchauchupetaEntão, se tem criança aí precisando de estímulo pra largar chupeta e uma mãe sem saber como agir, se puder, bora lá dar uma passada na Saraiva pra conhecer a proposta da Karina, feita com a colaboração de um monte de gente boa, como eu! Fica o convite. E se não der nesse mês, vai ter Palestra todo último sábado do mês no mesmo horário e local. Anote na agenda.

Na próxima semana volto com notícias de como foi tudo de bom que está sendo tão carinhosamente preparado para esse dia e mais detalhes sobre o processo criativo!  Muito animada e ansiosa aqui para começar a ver meu trabalho de desenhadora ajudar a criançada a dizer Tchau Chupeta com propriedade e alegria :). Oba!

Nasceu projeto novo! pintounenem.wordpress.com

O que é?

Uma linda possibilidade de trazer mais cor e alegria para a vida das mamães, antes mesmo de seus pequeninos virem rebuliçar o coreto aqui para o lado de fora da barriga! Conhecida mundo afora como Baby Bump Painting, Bellypaint, Pintura no Ventre ou na Barriga. Vivência trazida dentro uma proposta chamada CoisasSódeMãe, que desenvolve coisas muito especiais para o mundo materno.

 

De onde vem?

Na história da humanidade a pintura corporal está ligada a ritos importantes de passagem em várias culturas. E como sabemos, pinta-se a barriga das mamães há muito tempo em seus chá-de-bebê. Em 2011, nos EUA a cantora Mariah Carey twittou uma foto de sua barrigona grávida de gêmeos ilustrada com uma grande borboleta e a ideia virou moda/trend. Na Inglaterra, Leila Searle, uma artista plástica propõe transformar as barrigas em telas, o que chama de “Arte Gestacional”. E em uma proposta com que mais nos identificamos, carregado de significados que vão muito além disso tudo, partindo de um conceito maior que trabalha lindamente as potencialidades da natureza feminina, Naoli Vinaver, uma parteira mexicana desenvolve esse trabalho maravilhoso de uma forma mais especial. Reconhecida mundo afora, faz um “Ultra-som” de parteira nas gestantes. Com as pontas dos dedos e na ponta do pincel, faz todo o processo de reconhecimento da posição do bebê e depois a pintura, ela mesma. Coisa mais linda!

 

Como faz?

Eu, artista uso minha habilidade de desenho e pintura para pintar essas barriguinhas e barrigonas que comportam coisa mais sagrada que existe no mundo! Um filho! Muito ciente da energia que comporta, eu entendo a proposta mais como uma vivência e um momento de alegria do que “arte” sendo realizada.

Com material de pintura para maquiagem artística (aquela realizada em nossas crianças nas festas infantis), procura-se representar do lado de fora um pouquinho do milagre que acontece lá dentro.

A posição do bebê no útero da mãe para a pintura ser feita é definida através:
– da indicação da mãe baseado em sua própria percepção no momento
– ou considerando onde estaria o bebê pela indicação feita no último ultrassom
– ou ainda se tivermos um médico, uma obstetriz, uma parteira ou uma doula, pessoas qualificadas para apalpar corretamente a barriga da mãe e indicar onde o bebê em formação se encontra naquele momento

A partir daí, junto com a mãe, que me ajuda conversando a construir o cenário colorido que está em sua imaginação, passo a pintar ali uma representação com pintura dessa imagem.
E em 50min a 1h20min a mamãe tem a alegria de ver representada ali, para ver e tocar uma ideia de como é e onde está naquele momento acomodado dentro da casinha-barriga o tão esperado bebê, cuja imagem antes vinha somente através de uma fria tela de ultrassom e em sonhos.

5 Marina&Liz

Onde faz?

Onde a grávida quiser e se sentir confortável, feliz e acolhida.
Pode ser em ambientes festivos, como em chás de bebê, chá de bençãos e despedida de barriga.
Ou em casa, de forma mais introspectiva, junto da família, de irmãos pequenos. As crianças adoram ver e se achegar.
No parque, se a gestante na sequencia, anteriormente ou posteriormente quiser fazer um ensaio fotográfico.
O trabalho por enquanto acontece em Campinas. Conversamos, marcamos e vou até a gestante estiver.

Quem participa?

Quem a mamãe quiser compartilhar a experiência.

Sugestões

– Que tal juntar um grupo de amigas e presentear a gestante com a pintura no seu chá-de-bebê ou chá-de-bençãos?
– Uma dica importante: nem toda mamãe se encanta com esse trabalho. Cada um tem um repertório próprio, e entendimento muito pessoal sobre os significados da pintura. Sugiro que esse presente não deve ser dado de surpresa, a não ser que se tenha absoluta certeza que a futura mamãe realmente curta a proposta.
– Mas vale não contar ao papai ou aos irmãozinhos, se for acontecer fora de casa. Ao ver a pintura de surpresa, as reações são lindas de vi-ver! Se tiver uma câmera por perto, não deixe de tentar registrar esse momento.

https://pintounenem.wordpress.com/
Passa lá no outro site criado para contar sobre a ideia e conheça mais!

Carta a uma jovem diretora de arte. Sobre escolhas, perdas e ganhos.

“ (…) Acontece que eu vim pra cá, enfiei a cara e passei por altos e baixos em busca de um sucesso profissional, que hoje começo a pensar que ter sucesso é viver com quem se ama, formar uma família com amor e ter tempo para ir a uma apresentação de dia das mães na escola…”

Carta a uma jovem diretora de arte. Sobre escolhas, perdas e ganhos.

Querida, lá vai minha visão hoje sobre isso.
Eu comecei a trabalhar com 14 anos, e já tinha vivido muita coisa profissionalmente antes de “virar” diretora de arte, aos 25. Como não cursei publicidade, nunca sonhei em fazer parte da turminha top ganhadora do Leão “Cannino” ou tive necessidade daquelas esticadas comuns no meio para alimentar, amortecer e entorpecer as veias criativas diariamente. O meu alcance de topo de cadeia seria a Bienal de Veneza, rs. Vim das artes, e a publicidade foi a forma que encontrei de ganhar a vida desenhando. Tinha trabalhado dos 15 aos 23 no McDonald´s e isso me forjou numa forma profissional rígida e muito disciplinada. Nada que combinasse em qualquer aspecto com o mundo da criação em publicidade. Eu era uma estranha no ninho. Muito estranha. Mas eu queria muito estar lá, me enfiei nele, também passei por altos e baixos e fiz umas coisas bem boas, acredito eu.

Em 2003 quando entrei firme no mercado, em Ribeirão Preto ainda se usava CorelDraw, comprar foto em banco de imagem era caríssimo e saber ilustrar na unha, um diferencial para o diretor de arte. Como eu desenhava, fazia bons trabalhos utilizando a ilustração. Minha “veia criativa” na publicidade nunca foi o das sacadinhas fantásticas praqueles anúncios matadores, mas sim um trabalho focado em fazer bonito, minucioso e dentro dos prazos. Simples. E para atender aos prazos eu ficava o tempo que fosse necessário, virava hora de almoço e meia noite que fosse, saindo da agência para pegar o carro sozinha na rua deserta com a chave e o xx na mão. Meu banco de horas era um banco rico assim, tipo suíço, e minha vida pessoal uma caca. Eu era também a chata da turma, muito chata. E essa é uma versão breve da historinha de como consegui meu lugarzinho ao sol nessa área.

Um dia a minha diretora de criação me chamou e me disse que eu deveria ir mais devagar, que da forma como eu atuava, ia chegar uma hora onde eu não ia querer mais. Que eu tinha que pensar na minha família. Isso eu devia ter uns 29 anos. Queria eu hoje, na época ter entendido melhor o que ela estava tentando me dizer.
Então outro dia chegou um diretor de arte mais novo. O menino fez uma campanha linda para uma conta que normalmente eu atendia, utilizando uma série de arabescos e elementos, que se fossem para eu fazer da forma convencional, teriam demorado meio dia pra eu criar/desenhar no papel e mais um dia inteiro só para eu traçar no Córel. Naquele momento, o banco de imagem fast-food passava a vender aquele arquivo vetorial fantástico a preço de banana, ou mesmo grátis, a um toque de download com senha facilmente emprestada de um coleguinha esperto.
Outro dia chegou outro diretor de arte mais novo ainda. Dominava o Illustrator que era uma beleza e ainda arranhava o 3D.
Por que cargas não nasci redatora, cujas habilidades não dependem do domínio do software do momento? A palavra é escrita tanto em com Corel quanto com 3D, e redator sempre acaba indo para casa mais cedo…
E eu vi que aos 31, ou eu ia fazer uns cursos de atualização, ou crescia pra diretora da criação ou tava para me afogar em breve na água da maré nova e irrefreável que vinha.

Bão, diretora da criação não ia rolar porque eu não tinha liderança nenhuma junto à tchurma, nem auto-controle na hora do aperto e rapidez para acompanhar a maré louca desse oceano turbulento. Minhas melhores qualificações eram outras e não atendiam aquela demanda especificamente.
Sobre aquele conselho, até então e ainda um tempo adiante, procurava nem pensar a respeito. Inventei viagem, pós-graduação e curso de inglês no exterior para fazer antes de me “enterrar” no papel de mãe, que na época para mim era um fim, e não um meio de uma vida. E foi chegando os 32 anos na porta, e dali a pouco faria 35 e a idade limite para eu ser mãe de forma “segura” ia pras cucuias. E só então, quando vi que o relógio biológico ia berrar, e dei sinal verde para o filho vir. Eu não ia poder mais fazer hora extra. Como as meninas do atendimento, a hora que badalassem as 5:30 da tarde, tendo saído ou não a aprovação do anúncio eu ia ter que sair para ir buscar a cria na escolinha, sem choro nem vela. Como eu estava longe da família, não ia ter avó nem tia para dar aquela santa ajuda. E eu entendia melhor ali, porque há tão poucas meninas atuando em direção de arte.

A Jú nasceu em outubro de 2010. Eu retornaria ao trabalho 6 meses depois, e em tese, as coisas se acomodariam e a vida seguiria seu curso. A família então passaria a cumprir o papel que deveria ser dela desde sempre e as coisas ocupariam seus devidos lugares proporcionais na minha vida.
Quatro meses depois da Jú nascer o Rodolfo foi transferido de Ribeirão para Campinas. E deixei para trás tudo arduamente construído em Ribeirão a custa de muita dedicação. Tudo ficou lá, absolutamente tudo. Não deu para carregar nada. Até os arquivos backupeados para eu complementar meu portifa com os últimos trabalhos se foram com um pau geral de um HD dozinferno. E o acerto financeiro de 7 anos de agência se foi em menos de 1 ano, com as demandas vindas com a bebê e com a mudança para uma cidade tão mais cara.

A maternidade me virou do avesso. Mudou profundamente meus conceitos de mundo. Hoje tenho certeza que deveria ter escutado aquele conselho. Que eu deveria ter pensado mais na minha família e na qualidade do meu tempo. E eu, que decidi que queria mais que tudo ainda ter sim um segundo filho – que foi e tem sido a experiência de vida mais fantástica que já vivi – chego em outubro aos 38. Esse ano perdi, ainda bem no início, a tão planejada gravidez. Anjinho decidiu não ficar. Foi uma tristeza imensa de viver. Hoje tenho muitos medos e dúvidas. Se vou ser capaz de trazer essa segunda criança para vida da minha família. Se dará tempo em todos os sentidos. E isso me fez pensar muito, muito mesmo em decisões adiadas, perdas e ganhos.

Beijo no seu coração.
Juliana.


Esclarecimento posterior à publicação.
Pessoal, essa é sim uma carta de resposta a uma jovem diretora de arte, enviada a mim no dia anterior da publicação dessa resposta/post. Uma querida. Enviei a ela primeiro a resposta e antes de trazer a público, dei Del e Control+Z no último parágrafão aí de cima um montão de vezes, mas acabei deixando essa parte TÃOTÃOTÃO pessoal, porque é na real o que dá o devido peso e relevância a todo o argumento. Esse assunto é tabu brabo, sabemos! Qdo abrimos, falamos com mais naturalidade dele, entendemos e passamos a saber que é um fato que faz parte da vida de muitas mulheres, e que acontece estatisticamente com muito mais frequência do que imaginamos. É que disso nunca se fala, inda mais num blog aberto. Eu falei, ixi, danei, rsrs!!! Sorry!
Tem gente achando que é uma carta de auto-projeção/piedade de mim para mim mesma (ok, tem um pouco disso tbém), mas originalmente não é, rsrs. É uma carta de verdade, para uma outra pessoa de verdade. 🙂

Conversa de publicitário para boi dormir

Esse post é uma conversa entre eu e um ex-parceiro de trabalho, o Dú, com quem duplei em agência por um ano, lá nos idos de 2006. Na época, eu Diretora de Arte não ainda Sênior, mas já meio calejada, e ele Redator, Iniciante.

Reencontrei ele recentemente por essas bandas Facebookianas e mandei um texto que escrevi um tempo depois de ter saído da área pra ele – “Aos colegas publicitários e a quem mais interessar” (veja aqui), como pedido de desculpas por ter infernizado tanto a vida do pobre mancebo.

Eu estava numa fase pessoal bem complicada e reflexiva, e dele recebi essa super resposta.

Esse post gerou outro filhote, na época, bem pesado, bem duro, e esse papo com o Dú tá na gaveta aqui faz quase um ano. Receber esse texto dele falando coisas de mim, naquele momento, me fez pensar muito, muito sobre papéis, escolhas e mudanças. E ser chamada de chata e metódica nunca foi tão legal! Valeu Dú, mais que uns 5 anos de terapia! Adorei nosso papo!

Em azul, abaixo de cada consideração do Dú, minha réplica.

 

 

A lição é mais nítida pra quem aprende. (Carta de agradecimento a minha primeira dupla)

Postado originalmente em July 29, 2014 por ducaducaduca em http://bondedochorume.wordpress.com/

Comecei no mercado pra valer em 2006. Depois de um ano de estágios e tcc, eu entrava pela porta da frente de uma das maiores agências de Ribeirão e do interior, graças a boa vontade da minha diretora de criação na época, que escolheu apostar em um novato verde e sem vícios, com algum hipotético potencial, em detrimento de candidatos mais rodados.
Redatores, seres etéreos dotados do dom de criar coisas encantadoras e surpreendentes, organizadores do caos da informação, com um excelente nível de cultura geral e dotados de conhecimento formal das letras – ah essas regras infinitas da marvada língua portuguesa – (porque são poucas agências que arcam também com um revisor). Esses meninos e meninas são artigos de altíssimo luxo e escassez no mercado. Às vezes tem um ou o outro atributo aí descrito, e vc tinha todos. Se hoje imagino que esteja impossível achar esse profissional, é provável que em 2006 o quadro era apenas um pouco menos desesperador. Mas, se tá chegando um na roda, cata ele rápido, rs!

 

O interior tem suas particularidades. Com 6 meses de casa, eu já tinha botado campanha na rua, emplacado dois filmes, e já atendia a conta de uma concessionária de importados, job dos sonhos que nego passa a vida esperando cair no colo. E por conta dessas características que só o interior tem, queimam-se etapas. Em um ano eu pulei de estagiário para profissional carregado de responsabilidades. Eu acredito piamente que esse processo deve acontecer, mas em um espaço de tempo maior. Se aprende muito passando por esse corredor polonês, mas também se perdem outras coisas que são fundamentais na formação de um jovem profissional.
A gente ficava quem nem cachorroloco tendo ataque psicótico em dia de mudança a cada trabalho grande que chegava, e chegava! Mesmo com a tutoria da Patricia, vc era ainda carne macia demais pra leão devorar, judiação. Tinha dó de vc. E de mim, que era devorada junto a cada job, rsrsrs.

 

A faculdade não ensina sobre senso de merecimento, gestão de auto-conflito, visão de hierarquias invisíveis, entendimento do que é de fato esse mercado. Quem dá essas aulas, penosas, são as próprias agências. E aí, os jovens profissionais ficam a mercê da sorte de encontrar no ambiente de trabalho capaz de transmitir isso, com profissionais que possam mostrar, na paciência ou na porrada, como é que as coisas são de fato.
Eu tive a Juliana Cassab. Não era diretora de criação, nem exercia nenhuma liderança na equipe. Era minha dupla. Uma profissional com uma escola totalmente diferente da minha, focada, metódica, que por vezes tratava o brainstorm como um exercício espartano.(1) Espartano – (…) abstenção de conforto e luxo, autodisciplina, severidade de maneiras, (…) Austero, sóbrio. (fonte Michaelis) Eu saía das rotinas condescendentes do estágio e faculdade, pra cair no ritmo de alguém que tinha hora pra tudo. Todos os outros diretores de arte eram meus amigos e bebiam cerveja comigo. Só a Jú que fazia a minha vida ser mais adulta e sisuda.
Dú, eu comecei a trabalhar com 14 anos, e já tinha vivido essa fase de aprender a ser Pro uns 15 anos antes de vc. E numa escola bem diferente mesmo, que pouco combinava com a realidade publicitária e suas demandas. Faltou muito senso de adaptação da minha parte, para muitas coisas.  Eu nem cursei publicidade, não sonhava com Leões Cannino, rsrsrs. Meu topo da cadeia seria a Bienal de Veneza.
Como eu disse no texto que te mandei e vc também, I should had kept myself calm e buscado entender o environment and atmosphere onde eu tava metida. E curtir um pouquinho né. Com certeza tudo teria sido muito mais leve se eu tivesse assumido diferentes posturas. Paciência. Foi-se. Quem sabe hora dessas não tenho a chance de resgatar algumas dessas coisas :)…

 

Eu era a antítese dela. Tinha a angústia de querer mostrar serviço, gastava todo o tempo que não tinha pra tentar chegar na melhor ideia (que quase nunca era a melhor). Ela tinha a angústia de fazer a máquina girar, entregar o melhor dentro da equação qualidadeXtempo disponível.
Você era júnior tendo que atuar como sênior. E eu não facilitava em nada a sua vida, infelizmente.

 

Sempre era sofrido. Sempre ela no meu calcanhar: vamos conversar, Du? Dá um tempinho pra mim Ju, quando eu tiver eu te chamo. O trabalho sempre saía. Mas era sempre desgastante.
Só hoje entendo meu papel nesse sistema – se eu tivesse noção que os chatos são necessários sim, talvez ainda estivesse nele, mas mais caaaalma. Ser a chata off group é algo que massacra, todo bicho do mato precisa de carinho. Um dia me chamaram e me disseram que eu deveria ir mais devagar, mesmo. Que da forma como eu atuava, ia chegar uma hora onde eu não ia querer mais. E foi o que aconteceu.
Ninguém nunca explica porque você manda a pasta e às vezes, mesmo apresentando o supra-sumo da criatividade, não entra. Bão, entenda-se que às vezes, o quadro ultra-criativo da agência tá completo, e ela precisa mesmo naquele momento do profissional metódico que vai entregar com perfeição o catalogo técnico complicadíssimo em detalhes e infos. Uma comunicação rígida, que vende algo reto, direcionadamente e que não tem nada haver com a alta esfera da criação para vender/ comunicar sonhos de consumo, que precisa tanto dessa fantasia sacada criativa tão valorizada. Esse material não ganha prêmio, não projeta a agência pro mercado. Fica meio que no limbo. Mas ajuda a pagar parte das contas. E para mim, era essa parte que me pertencia naquele latifúndio, não é de se admirar que eu também fosse rígida, reta, pregada no chão. Hoje minha pegada criativa tem cor e alegria acrescentadas na minha produção. Que bom as coisas mudam né?!

 

Até que depois de um ano de agência, eu recebi a demissão mais linda da minha vida. Aquela que pontua onde estão seus erros, te esfrega na cara que você tem muito o que aprender, e te bota pela primeira vez no eixo da humildade.

Mudei pra capital, passei 7 anos ininterruptos em agências. Pequenas médias e grandes. Foi um recomeço, onde vi que as coisas que eu tinha no interior demorariam muito mais para serem conquistadas.Durante esse tempo, eu descobri que não basta ser bom profissional para se manter empregado. Se a agência troca de diretor de criação da noite para o dia, você tem que rezar pra que o novo líder que chega não traga junto uma equipe inteira da confiança dele, o que provavelmente vai te colocar na rua sem nenhuma chance de mostrar o quanto você pode ser útil. Não adianta ser bom. Se você não tem uma baita reputação, tudo é mais difícil. Se você tem uma má reputação, ela chegará nas agências muito antes da sua pasta.

Muito do que aprendi em São Paulo foram lições revividas, em maior ou menor intensidade, do que eu passei nos primeiros meses de carreira ao lado da Jú. Tão importante quanto criar bem é criar rápido, tão importante ter talento é saber jogar em time. Não basta amar a propaganda, é preciso cultuar seu código de ética velado. Quanto antes aprende-se tudo isso, maior as chances de se manter nesse meio sem enlouquecer.
Não só em propaganda. Em tudo, em qualquer campo profissional as coisas são assim, códigos, jogos, rotinas, cobranças. A realidade engole, mastiga, e tritura a idealização, se a gente deixar. Bem vindo ao mundo real. Mas por favor, sobrevivamos. “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.” 

 

Quase 8 anos depois eu voltei a mesma agência. Agora a Ju não está mais lá. Escolheu trilhar outros caminhos menos insanos e mais sustentáveis.
Sinceramente, Dú, hoje vejo que a insanidade reina em qualquer terreno. A gente nunca está satisfeito e qualquer caminho tem suas insustentabilidades.

 

Agora eu sou o veterano chato. E não é porque voltei com outra visão das coisas. Mas porque dei a sorte de entender cedo a relação entre as cobranças da Ju e a minha demissão.
Du, sinceramente, não me lembro o estopim da sua demissão. Mas bão, grazadeus sabemos não foi por falta de talento, tanto que tu taí again. Bingo!

 

Propaganda é um tesão pra quem quer viver da riqueza da própria imaginação. Mas também é um metiê massacrante pra quem não sabe a hora de abaixar a crista e colocar a afetação no bolso, não entende que o negócio na essência é puro negócio, que pede gente com senso de dono e disposta a se frustrar diariamente.
Dú, propaganda é o aquilo que fica por último, né?!  Aquilo com que a empresa sabe que precisa lidar, pagar, fazer, mas posterga, sem reconhecer ou mesmo entender muitas vezes sua necessidade. Por não ser tangível, essa coisa toda e tudo nóis, somos muitas vezes imperceptíveis. Como somos tolos com tantos dramas e ataques cometidos, nos tirando a saúde e os bons humores, porque pediram um título menos viajante e uma arte mais atrelada a realidade porque o público-alvo não tem capacidade de abstrair. Somos mais um pontinho na cadeia produtiva, na rede, e as pessoas na maioria não conhecem e nem fazem ideia da quantidade de envolvidos, do tamanho da máquina necessária, noites insones e suor vertidos para se chegar a um  filminho de 15 segundos. Demora para quem tá nisso entender essa verdade, e deixar os apegos efusivos às suas cria-ções. Passar a agir de forma mais prática, com o tal senso de dono, às vezes pode ser o melhor passo para melhor manutenção da nossa saúde mental. 

 

O que eu vejo hoje é uma moçada muito a fim de mostrar seus talentos, mas pouco afim de ouvir sobre como convergir habilidades artísticas em profissionalismo. Com todo o risco de soar conservador e parcial eu afirmo: a juventude tá perdendo a percepção de valor sobre esse negócio. Na faculdade, eu passava em frente a minha atual agência, e pensava o quanto seria incrível trabalhar lá um dia. Hoje estagiário chega de carro zero, querendo estabilidade e botando defeito em tudo. E aí, aquele negócio de pular etapas, só contribui pra que a futura geração de profissionais seja cada vez mais mal acostumada e incapaz de lidar com a pressão quando ela vem.

Eu tive uma chata no meu caminho. E hoje eu continuo acreditando que os chatos são imprescindíveis, mas infelizmente estão em extinção.
Rá! 🙂

 

A Ju era tão dura com ela como era com seus colegas de trabalho. Talvez por isso tenha buscado um caminho onde as variáveis como prazo e parceiros de trabalho fossem menos complexas de se administrar. Natural. Talvez tenha faltado um gole de “Keep calm and drink some coffee”. O que é uma pena.
Rú! 😦

 

Infelizmente a loucura só piorou Ju. Tudo é cada vez mais industrial. Menos fluido como deveria ser. A pauta nos meios especializados da gringa hoje é “why the creative talents leaving their agencies?”
Du, eu tive dentro de uma agência da gringa em 2008, 5 semanas em Toronto. E não cheguei lá por minha criatividade infinita para propaganda, e sim pela profissional chata que era. Os caras atendiam Canon e ADP. Fiquei tarde inteira procurando foto royalty free para Canon anunciar flyer varejo/promocional de câmera. Mandavam aumentar a logo na peça sim, e atendimento se degladiava com diretor de arte, vi “pau brabo” rolando. TUDO IGUAL nesse sentido. A diferença que senti foi um senso e um sistema de compromisso, comprometimento e confiança reais, absolutamente maiores entre público interno X como o negócio propaganda funciona X como o cliente confia na agência e nas soluções que ela lhe apresenta. Ou seja, isso é negócio, funciona e para funcionar é sistematizado. A realidade engole, coloca na fôrma, e num mundo louco como o de hoje (economia, mercado, política, consumo, lucro, sustentabilidade, etc, etc, etc) isso com certeza deve estar acontecendo cada vez mais.
Não seria talvez por isso os criativos estão saindo das agências? Será que não deveriam continuar na lida produtiva na agência, e buscar realização pessoal criativa na arte, que tal, heim? Eu fazia isso lembra? Criar para si, expor e publicar onde for possível, sem ter que passar por crivo de diretor, atendimento, cliente. Para mim ajudou bastante a equilibrar minhas frustrações.
Porque esse seu blog tá abandonado há quase um ano?

 

Enfim, cabe a mim agradecer, compreender e passar adiante as suas lições. Obrigado por tudo Ju. Desejo que seja menos severa com você. Apenas com você. A gente se encontra numa esquina dessas aí.
Eu que agradeço Du! Muito mesmo!

Abraço,
Outro, quem sabe a gente não se reencontra nesse quarteirão pequeno que é o mundo ;)?!

Sobre esse site/pasta

A ideia dessa pasta virtual aqui é a de ter um lugarzinho para eu chamar de meu, que guarde meus melhores trabalhos e que não me deixe esquecer de que no campo/caminho profissional percorrido, se não consegui ainda cultivar um baobá, árvore forte, frondosa e de raízes profundas, há canteiros diversos plantados aqui lá e acolá e que sempre é possível retornar e retomar o cultivo de cada um. Sinto que tenho um lindo campo florido e de espécies variadas para admirar de minha janela.

Às vezes secretamente gostaria de ser, na verdade, como os que plantam baobás, conseguindo na vida seguir um caminho único, construindo uma carreira consistente e focada, e consequentemente alcançando diferentes recompensas por essa escolha.
Só que eu, inquieta, nunca consegui dirigir assim minha trajetória. Num ir e vir constante, grandes paixões se revezam e se nutrem em um campo fértil, que precisa dessa variedade de coisas. Talvez assim seja, porque ao viver cada uma dessas paixões criativas, vou fundo demais, me dedico, incorporo a coisa de tal forma, que talvez depois de um certo tempo, acabe por me esgotar e então eu tenha que voltar à tona e recomeçar, para não me afogar, endoidecer. E essa intensidade na maneira de viver isso gente, não é uma forma muito tranquila de se viver, eu garanto.
Se isso é bom ou ruim, inda não sei, só sei que sou assim.

Volte logo!

Nos últimos anos descobri que também gosto de escrever, muito. E aqui vai ser um espaço em minha pasta alguns desses textos, a divulgação mais detalhada de alguns projetos especiais já expostos e sobre coisas que fervilham aqui na cabeça e virão pra rechear inda mais essa pasta maluquinha!
Na hora que coisas novas começarem a acontecer, conto mais sobre elas aqui no blog e novas pastas aparecerão para guardá-las aqui também.

Volte que haverão novidades! Muito obrigada pela visita!

Um portfólio e uma ideia para fotógrafo trabalhar a venda de álbuns.

Para a fotógrafa Carol Gimenes, de São Paulo
Portfólio Newborn – projeto exclusivo, trabalho de ilustração, texto e projeto gráfico desenvolvido.

Port_Gimenes_CassabFolheie o projeto do portfólio: http://pt.calameo.com/read/002582923734dcea850e0?authid=NpPFJY5gSIvI

Buscando sempre valorizar a FOTOGRAFIA e que os elementos nunca se oponham ou representem um fator que disperse a atenção sobre ela.
Harmonia alcançada através da criação de paletas de cores personalizadas para cada bebê.
O uso cuidadoso e criterioso de uma tendência de mistura de tipologias diversas, e de se fazer forma com texto.
A leveza atingida pelo desenho de ilustração feita e colorida elemento por elemento à mão: bolinha por bolinha, risquinho por risquinho.
Tudo estudado no ritmo, forma e na apresentação, para valorizar o trabalho maravilhoso, harmônico, cuidadoso e artesanal da fotógrafa.

A proposta ainda traz outro aspecto muito interessante: da base do portfólio apresentado, o cliente pode ter a ideia de como seria entregue a ele o álbum. Isso facilita a venda do projeto impresso, que sabemos ser um ponto difícil, pois o cliente já vê uma prévia do que pode ser o trabalho a ser entregue.

Veja o álbum desenvolvido para um dos bebês que estão presentes no portfólio, usando a linha ilustrativa proposta.

Para a fotógrafa Carol Gimenes, de São Paulo.
Álbum Newborn Bernardo – um projeto exclusivo de diagramação e ilustração, tendo como base os elementos criados para o portfólio da fotógrafa,

AlbumNewbornGimenesCassab

 

Conheça o projeto do álbum: http://pt.calameo.com/read/002582923e953249ce964?authid=gGw0ymjZQJwA


 

Quando tenho a oportunidade de desenvolver um trabalho desse nível fico numa alegria sem tamanho!
Quando o fotógrafo entrega as fotos, você pede um briefing e ele simplesmente diz – confio em você, faz o que achar melhor! E eu faço melhor mesmo!!!

Carol Gimenes, muito obrigada por me entregar material tão rico para criar seu portfólio NewBorn. Um trabalho novo para mim, pois portfólios não só devem mostrar bem o trabalho do profissional, mas encantar de verdade o cliente! Acho que vamos conseguir! Estou encantada com o que fizemos!!!

Para fotógrafo e diagramador fazer muito bonito!

Apresentando a Marca/Comunicação desenhada para o Grupo Vínculo – para fechar o ano lindamente!

Apresento um trabalho desenvolvido para um Grupo muito especial de Campinas, que de forma voluntária trabalha a ideia de contribuir para um mundo melhor, concretizado a partir de um maternar consciente: O Grupo Vínculo.
Agradeço à Renata, Verô, Cacá, Mirian, Karina, Lais, Maria Carolina, Priscila e Victória a oportunidade de fazer um trabalho tão especial como o que realizamos! Que tudo de melhor venha com ele para vocês e que o esperado em mais afirmação e crescimento se concretize para que possam ampliar mais ainda o lindo trabalho que já realizam.

Estou muito feliz em fazer parte disso e contribuir de alguma forma! Muito obrigada!!!

logo

Conheça no link abaixo boa parte do processo da criação dessa comunicação e a quais resultados chegamos.

http://www.calameo.com/read/0025829239b44ceb62e2a?authid=3oBTkPtUYtPQ

 

GVinculofinal


Saiba Mais

Muita gente me pergunta se desenvolvo logotipos. Sim, como o visto acima. Quando desenvolvo trabalhos de comunicação de Marcas, além do intuito de traduzir graficamente o que o objeto/produto/serviço significa em essência, busco atingir plenamente a percepção do público para a mensagem desejada, estabelecida em nível consciente e inconsciente.

Um logotipo não é apenas um desenho bonitinho. Um logotipo é como uma assinatura: pessoal, única, intransferível. Não há, ou deveria haver nada igual que possa gerar qualquer dúvida sobre quem a assina. Um processo que exige do criativo grande capacidade de síntese, empatia e percepção apuradas, que vão se construindo e solidificando cada vez mais a cada trabalho desenvolvido e leituras de mundo praticadas. Por que sim, uma bagagem ampliada por parte de quem desenha traz ao trabalho significados maiores, que enriquecem e atribuem ao resultado final a excelência: comunicar atingindo todos os objetivos desejados!  Para se chegar a esse nível de exclusividade na elaboração desse símbolo é preciso conhecimento, pesquisa, incubação, elaboração, envolvimento e muita conversa entre desenhador e cliente. Há a necessidade de tempo, conversa, afinação e confiança entre as partes. Por isso tudo, vale muito, e deve ser feito com muita propriedade e cuidado. Se essas etapas são estabelecidas e cumpridas a contento o resultado final só tende a ser perfeito.

Acreditando nisso, quando o Grupo Vínculo de Campinas chegou até mim para juntas chegarmos a uma nova comunicação visual para o grupo. Me apresentei da seguinte forma a elas, buscando como profissional estabelecer com muita clareza todas essas bases nas quais acredito:

“Começamos comigo me apresentando rapidamente: sou formada em Artes, fiz especialização em Arte e Criatividade e MBA em Marketing (FUNDACE/USP). Lecionei por três anos no SENAC Ribeirão Preto cursos voltados a editoração eletrônica, ilustração, imagem digital e moda. Atuei por nove anos como diretora de arte em propaganda, incluindo um estágio internacional realizado em uma agência canadense em 2008. Tenho no currículo várias participações em exposições artísticas trabalhando com fotografia. E gosto muito de escrever. Em 2010 me tornei mãe. Uma mudança para Campinas com minha filha ainda bebê e a inspiração vivida por esse momento tão transformador resultou numa busca por novos caminhos profissionais. Desenvolvo trabalho novo e me apresento como “Desenhadora”. Uma proposta que busca traduzir em arte impressa tudo o que minha bagagem profissional e de vida me instrumentalizaram ser capaz de criar. Estou em Campinas desde 2011, sem atuar formalmente no mercado, mas desde o ano passado, depois do projeto estabelecido, tenho buscando firmar marca e negócio próprio, direcionado ao mesmo público de vocês. Meu interesse em desenvolver esse trabalho é porque acredito que sua projeção e repercussão será uma vitrine excelente que abrirá espaços para eu poder contar mais sobre esse meu projeto. Também pesou o fato de meu repertório nessa área hoje estar latente, rico! Fazer um trabalho de conceituação e desenvolvimento de marca para um projeto como o de vocês tem absolutamente tudo a haver com meu momento, tanto profissional quanto pessoal. Tenham certeza que será proposta uma lindo solução!

Já realizei inúmeros trabalhos como o que estou me propondo a fazer para vocês. Conheçam um pouco disso no meu site – https://julianacassab.wordpress.com/. Como falei para a Verô, não trabalho com web profissionalmente, mas a parte de print. Passarei todas as informações, arquivos e conceituações necessárias ao profissional indicado por vocês a acampar essa etapa, colaborando para que a forma pensada por ele/ ela mantenha as bases propostas e aprovada nesse trabalho inicial.

Desenvolverei logotipo, cartão de visita e modelo base de folder ou flyer – isso apresentado de forma que apresente Conceito, possível de ser seguido em toda a comunicação desenvolvida a partir daí por vcs. Partimos primeiro de logotipo e cartão de visita, que aprovados, darão base ao folder ou flyer. Aprovadas as propostas e construídos os arquivos, passo todos eles para vcs, em CorelDraw, para procederem a fase de impressão. Farei a correta finalização dos materiais, seguindo os critérios técnicos que regem a produção de cada peça, dentro dos padrões do mercado gráfico. Caso haja alguma alteração específica a ser feita por conta de necessidade do fornecedor que esse mesmo não seja capaz de fazer (o que na maioria das vezes será possível pela forma como entregarei o material final), me passem as orientações que farei o ajuste pedido, em prazo possível. Para desenvolver logo, envio pequena pesquisa que fiz, para que corrijam, confirmem e complementem as informações pedidas.

Para o folder eu precisaria tbém que me enviem txts e imagens pertinentes ao que estiver sendo desenvolvido nele. Sobre as imagens, faço minha sugestão de padrões a utilizarmos. Mas lembramos que será necessário para fins de impressão e divulgação imagens cujos direitos de uso sejam devidamente adquiridos por vocês. Acredito que poderemos buscar essa parceria de cessão de uso junto a alguma fotógrafa. Apresentada a nova identidade, tenho certeza que o profissional de imagem irá querer agregar sua marca ao material proposto.

Quanto aos prazos. Entendo perfeitamente a ansiedade em receberem logo as primeiras ideias e fechar tudo o quanto antes. A Verô me explicou sobre a expectativa do grupo de começar agosto com o lançamento da nova marca e conceito, o que envolve pelo menos um logotipo e cartão desenvolvidos. Mas lembro a vocês que um trabalho excelente de desenvolvimento de marca (e é o que queremos) precisa de tempo para maturação. Uma marca desenvolvida sem que se pense e agregue todos os aspectos que podem ser considerados na sua construção perde a oportunidade de acertar amplamente em conceito, significação, relevância e temporalidade. O trabalho desenvolvido terá mais impacto, mais visibilidade e repercussão positiva se alcançar excelência. É meu nome e a construção/afirmação da imagem de vocês em jogo. Quero fazer o melhor, queremos alcançar uma marca que se mantenha jovem e ativa por muito tempo. Isso envolve pesquisa, análise, criatividade, transpiração, diálogo, correções, ajustes. Proponho fazermos um trabalho sem atropelo. Vcs tem um processo de mais de três anos de construção, que não deve ser resumido em 15 dias de trabalho. A princípio, propus a Verô que até em XX dias após eu receber as informações pedidas apresento três opções de logotipo/ cartão. A partir daí pode-se chegar a uma proposta, ou não, pensem nisso. Claro que espero acertar de cara! Mas talvez teremos que fazer ajustes e levar mais tempo. Podemos fechar assim?

Agradeço a oportunidade e tenham certeza que tenho o maior interesse do mundo em fazer O TRABALHO e colher os melhores frutos em conjunto com vcs! Contem comigo.

Atenciosamente. Juliana Cassab.”

E a partir daí iniciou-se um projeto cujo resultado pode-se ver agora.  Trago essa descrição para compartilhar meu processo e mostrar o cuidado que tenho quando me proponho a fazer um trabalho. Justifico assim também algumas negativas que tenho dado quando alguns pedidos de criação de logotipo/marca chegam até mim ultimamente. Não faço trabalho de Pastelaria (nada contra os pasteleiros e quem precisa deles). Mas eu apresento um prato de Chef! E se não tenho tempo para elaborar o prato como acho que devo, não me proponho a servi-lo.

Por enquanto a agenda está cheia por aqui, mas quando tiver alguns desses caminhos finalizados quero retomar esse trabalho, com certeza. Adoro vê-la nascida fazendo história pelo mundo!

O projeto CoisasSódeMãe em posts

Aqui podem-se ler de uma tacada só os posts que foram feitos durante os tempos de maturação e realização do projeto CoisasSódeMãe. Apresentação, planos, os livros e suas histórias de criação. Uma série de posts que esmiúça os processos, a paixão e o tom que acompanharam esse período produtivo do meu trabalho.

CoisasSódeMãe – mais um livro com Juju!

Lançamento do Livro: 365dias365fotos com Julia
Capa dura, formato 25X20, 168 páginas.
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E temos MAIS UM LIVRO SOBRE MINHA CRIANÇA. Falei que ia deixar a Júlia em paz, mas não me segurei, tá aí gente! Muuuuito pessoal, esse livro fala e mostra coisas de nossa vida, da vida dela, dos seus exatos 2 a 3 anos. Férias, família, festas, datas, dia-a-dia, primeiras vezes, descobertas. A vida em movimento, acontecendo, agora eternizada. Vai ficar em exposição um tempo curtinho, para divulgar o projeto, a idéia, e inspirar quem quiser fazer igual. Depois fica guardadinho aqui em casa, na real, particulamente, como deve ser.

Um anuário, um livro-álbum, que traz fotos tiradas com o celular do papai, câmera digital da vovó e reflex da mamãe. Sem preocupação com tratamento de cor e qualidade técnica das imagens. O que importa é o registro, a emoção, o momento. Frases e pequenos textos trazidos do blog da mamãe ajudam a contar as histórias. Espaços em branco receberão posteriormente anotações para nada deixar passar. Isso mesmo, a idéia é escrever mais depois, o que se quiser, quem mais quiser, o que o coração mandar.

Uma delícia de livro. Para guardar impressas para sempre aqueles momentos e fotos que não podem ficar perdidos no fundo de uma pasta de computador. 365 dias de muita Juju!!! Uma overdose, na verdade.

 

CoisasSódeMãe – Convite para o lançamento de mais um livro encantador de corações

Lançamento do Livro de Aniversário: Giovanna 1 aninho
56 páginas, capa dura, formato 25X20cm.

Mais que o registro fotográfico diagramado em um álbum comum, apresento um projeto onde proponho irmos mais adiante e fazer um livro sobre o dia do aniversário da criança. Contar com toda a sensibilidade de mãe o que mais além das fotos se gostaria que fosse registrado sobre esse dia, para sempre. Tanto sonho de mãe, vó, tia e madrinha junto! Tanta preparação para celebrar o dia que marca a chegada dos nossos pequenos, impressos de uma forma que consiga expressar todo o amor que sentimos por eles… Além das fotos, ilustrações delicadas baseadas no tema da festa para enfeitar as palavras das mães, avós, madrinhas. Contar um pouco de como foi o preparo para a festa, coisas da dia, as brincadeiras, os presentes, os convidados. Guardar em um livro toda a alegria, para ser revivido em qualquer momento da vida. E assim temos mais um lindo livro de CoisasSódeMãe, o livro de Aniversário da Giovanna, da Mamãe Cris. 

capa

História de criação de um livro

“Ana Cristina: – Juju??? posso te ligar agora?? eu to emocionada e tão feliz com esse livro que preciso falar pessoalmente com vc…. (Ana após receber a primeira prévia do projeto de Livro de Aniversário da Gi)”

Seguindo o roteiro básico de um projeto que quer se fazer real, os amigos são os primeiros a “comprar” nossas loucas ideias e ajudar a fazer as coisas a acontecerem, não é?

E foi assim com o primeiro livro das CoisasSódeMãe que não é Coisa da mãe Juliana para a Júlia. Nasceu o lindo livro de Aniversário da Giovanna! O livro das CoisasSódeMãe da Ana, que conta com fotos, textos, ilustrações e muita emoção sobre como foi a comemoração do primeiro aniversário da pequena Gigi.

Nos falamos e a mamãe da Gi, sabendo que eu estava criando essas CoisasdeÁlbum para criança, me disse que queria dois álbuns, um de acompanhamento de um ano e um de aniversário:

“Ana Cristina: – Juju, querida! td bem? Olha só, tô querendo diagramar e montagem livro giimprimir uns 2 álbuns da Gigi, sendo: – 1 álbum do aniversário dela de 1 ano – 1 álbum com fotos de 1 mês ao 1ano e 6 meses. (…) E aí, pensei em vc! Amei seu projeto, o que me sugere??? Bjus mil!”

AnaBanana, minha amiga querida ainda não tinha visto pessoalmente o primeiro livro de bebê que eu tinha feito. Acho que na verdade ela não tinha muita ideia do que eu estava propondo com essas CoisasSódeMãe, recém-nascidas que eram ainda, enquanto produto. Aí eu falei que tinha um projeto de um Livro de Aniversário pronto em minha cabeça e que eu gostaria de apresentar a ideia aplicada ao que seria um álbum de aniversário para a Gi que ela estava me pedindo para criar. Que eu faria para a Giovanna o livro como se estivesse fazendo para a minha Juju.

A princípio, acho que a Ana não entendeu muito bem o que eu tinha em mente, pois era algo intangível e eu não tinha nada parecido para mostrar. Mas minha história com a Ana é antiga, e a gente já esteve na vida várias vezes exatamente nessa mesma situação, onde ela vinha com uma necessidade, e eu com uma ideia. Eu com uma proposta, muitas vezes maluca para executar o trabalho que atendesse aquele pedido de trabalho, e ela, confiando nos meus planos e dizendo, “siga em frente Ju, que já comprei a ideia mesmo antes de você diagramar”. Ela era atendimento das contas pelas quais eu era responsável como diretora de arte na 6P, agência onde trabalhamos por anos juntas em Ribeirão Preto. E aqui, mais uma vez, vivemos os mesmos papéis, mas de uma forma ainda mais especial. Ela dizendo após eu lhe propor a ideia:“- Pode fazer o livro de aniversário sim! Confio em você!”. E eu desenvolvendo, com uma baita responsabilidade assumida, um livro que fala do primeiro capítulo da história mais importante da vida de minha amiga. A celebração do primeiro aniversário de sua filha.

As fotos são do Guilherme Bordini, e todo o conceito, ilustrações e textos foram criados pela desenhadora. Baseada na decoração da festa foram criadas todas as ilustrações do livro: as bandeirolas, bonequinhas, elementos de fundo. Foi um trabalho verdadeiramente emocionante de desenvolver, desenhar, escrever e sentir. Me envolvo muito com os projetos que abraço, e vivo intensamente os picos de criatividade, euforia, as vezes frustração e alegrias que vem junto com eles. Quem me conhece sabe do estou falando. E acredito que seja essa capacidade que me possibilite escrever e desenhar hoje sobre sentimentos que não são meus, através das fotos que recebo para me ajudar a organizar e contar cada nova história…

E finalmente o resultado pode ser visto agora, em um livro cheio de emoção de mãe. Estou muito feliz com o resultado final desse projeto, e espero poder dar mais voz e forma ao amor de muitas outras mães criando para elas livros como esse.

Agradeço o presente que a Ana me deu em deixar eu contar essa história linda. Sinto que de uma forma muito especial também passo a fazer parte da sua história e da história da Gi. Que um dia vai mostrar aos próprios filhos uma pequenina amostra do grande amor que ela trouxe para a vida de todos os queridos nessa vida. Através desse trabalho, do meu trabalho.

Feliz! Feliz! Amei falar desse amor! Bjujus ilustrasmamãe Ana, papai Grellet e pequena Gi! Até a próxima!

detales livro gi

 

CoisasSódeMãe – Convite para começar um lindo Setembro – Mês de lançar livro e encantar olhos e corações

Lançamento do Livro: Arthur – Histórias, Fotos e Mensagens…
56 páginas, capa dura, formato 25X20cm.capa
Mais um projeto CoisasSódeMãe, inteiro, completo, recém-nascido! Lindo! Emocionante! E muito especial, porque além de ser a estréia de um primeiro projeto de livro CoisasSódeMãe entregue, ele foi totalmente escrito e teve as lindas fotos feitas pela mamãe do Arthur. Capricho demais! Amor derramado de mãe sem tamanho, que chegou até minhas mãos para eu ilustrar e dar forma. Um trabalho feito a quatro mãos, onde por 12 meses a mamãe do Arthur tirou as fotos, escreveu histórias, colecionou emoções e mandou tudo para gente fazer junto o livro das “CoisasSódoArthur”, que no dia da sua festa de 1 aninho levou aos convidados um pitaco do que foi a alegria vivida nesse período e recebeu mensagens que vão ficar para sempre junto do coração da família!

História de criação de um livro

Em março desse ano recebi o seguinte pedido de orçamento:

Pedido de LivrodeBebê
Tema ilustrativo: Ursinhos e bolas.
Quantas fotos você tem para utilizar no projeto escolhido para seu livro?
Ainda não tenho ideia.
De que tema falam as fotos a serem utilizadas no livro? Etapalivro_arthurs até um ano.
Gostaria de acrescentar alguma observação ou dúvida?
(…) gostaria de um livro com sugestões de frases para compor o livro, além das minhas. Quero o livro para os convidados do aniversario dele (1 ano) verem e deixarem sua recordação com um recadinho.
Uma mamãe completamente apaixonada como as mamães são, encontrou as CoisasSódeMãe e investiu tempo, emoção e confiança numa proposta desconhecida e intangível. Fazer um livro! A mais de 800km de distancia! E aqui está ele feito. Agradeço demais a ela pela paciência e dedicação em todo o processo desde o princípio. Por criar uma ideia, sonhar e realizar tão lindo esse projeto junto comigo. E por entregar seu maior tesouro em minhas mãos. Uma primeira experiência que me indica que tudo é viável, executável e lindamente possível!
Conheça alguns detalhes do projeto:
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O projeto desenvolvido para o Livro do Arthur teve a maioria das fotos utilizadas feitas pela própria mãe, que não era profissional de fotografia. Foram lindos registros do bebê que só a mamãe ou o papai poderiam mesmo fazer! Isso trouxe ao livro um significado especial, que faz dele único e incomparável.
Por isso também buscou-se desenvolver um trabalho onde a base de ilustração ocupasse destaque nas páginas, dividindo a atenção com as fotos, que precisam ser utilizadas em pequenos tamanhos, por questões de qualidade de impressão. Tratei de dar atenção a um outro conjunto de coisas que acabou por superar a expectativa inicial. E o resultado alcançado surpreendeu!

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A paleta de cores e as ilustrações foram especialmente criadas de acordo com a decoração do quarto da criança, de onde busquei trazer e reproduzir formas e elementos do mundinho doce e particular que mãe tão cuidadosamente criou para para o filho.

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Detalhe encantador e importante, os ursinhos foram feitos pelas mãos da mamãe –  artista em trabalhos de patchwork – e meu trabalho de ilustração buscou trazê-los para enfeitar o livro também.

     
 
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Ela foi escrevendo mês a mês os emocionantes textos enviados. Declarações de fazer o coração da gente sorrir, se isso for possível. E ficaram para sempre, lindamente registrados momentos únicos, primeiras vezes deliciosas de se viver, e declarações de um amor de mãe sem fim. O estudo de fontes para o livro buscou encontrar um tipo de letra manuscrita que remetesse à letra da própria mãe. Para a capa buscou-se também, dentro do universo de patchwork, trabalhar uma tipologia especial para o nome da criança que fizesse referência a isso.

E juntas, por mais de seis meses, trabalhamos página a página e fizemos um livro! Uma belezura, orgulho só para nós duas!!!

“Lançado” aqui, um livro pessoal. O resultado encantador desse trabalho totalmente personalizado pode ser vista e sentida agora. Conheça, curta e folheie esse projeto cuidadosamente elaborado, criado a partir de conversas com mãe, suas possibilidades e expectativas. E de como conseguimos materializar tudo isso em projeto impresso e entregue em papel. Muito obrigada. Bjs a todos.

 

CoisasSódeMãe – Um livro-álbum de músicas para Juju!

Lançamento do Livro: Vamos Brincar?
Capa dura, formato 30X30, 50 páginas.

Um livro que intenciona registrar para sempre as musiquinhas vividas por minha filha nessa sua primeira infância, até seus 2 anos e meio em meio a fotos tiradas em um momento de brincadeira de Juju pulando e rodopiando pela casa, com seus brinquedos, livros e coisas de criança. Divido e convido vocês a curtirem, se encantarem e dançarem junto com a gente, e tudo que somos fruto, desse emaranhado de amores e memórias.

Clique aqui – http://issuu.com/JulianaCassabLopes/docs/jujubrincapb_dcff9cc70bb13f?e=7317205/2938199 – e veja o livro novo de Juju para folhear. E abaixo algumas páginas.

para blog

Coisas que a mamãe fez pra Juju: Mais um livro lindo sobre minha pequena!!!

Lançamento do livro Era uma vez… Uma Princesa Júlia aos 2 anos.
40 páginas, capa dura, formato 25X20cm.

Pessoal, é com muito orgulho que apresento mais um projeto CoisasSódeMãe, recém-nascido, lindo!!! Feliz, feliz, feliz!!!

O livro mostra e fala das aventuras da princesa Júlia em seu reino encantado. Através de fotos feitas no SESC aqui em Campinas no Espaço de Brincar um dia depois de seu aniversário, seu interagir nesse lugar lúdico e colorido acabou virando uma história de faz-de-conta. Mas que conta muita coisa de verdade. Coisas da Princesa Júlia, aos dois anos. No fim do livro, um texto registra como é Júlia hoje, gostos e preferências, sentimentos e boas travessuras. Para guardar para sempre todas essas histórias tão lindas, para que não nos falhe nunca a memória sobre esse período. E para que, feito presente para vovós e vovô, titios e titias, primas e primos queridos, que infelizmente estão longe, sirva para que eles possam participar de alguma forma de toda essa alegria com a gente, num tempo onde tudo muda tão rapidamente.

Esse novo livro tem uma proposta diferente do primeiro. Enxuto, tomaria uma tarde de ensaio fotográfico e não um ano inteiro. Com 40 e não 200 páginas (o primeiro livro tinha 200), custaria menos, e encantaria na mesma proporção, pela qualidade gráfica do livro, pelo cuidadoso design visual, pela beleza das fotos, pela graça do texto desenvolvido especialmente para a contar uma história de nossos filhos. Tudo isso, da forma que nossa criatividade, que é imensa, mandar!
Fico imaginando a alegria que outras mães irão sentir, ao ter um projeto desse, sobre seus filhos, da mesma forma que eu sinto quando vejo a Júlia retratada neles.

Acredito muito nesse projeto de fazer livros pessoais, gente. Acredito na viabilidade de oferecer esse tipo de produto no Brasil. Tem público sim! E eu vou encontrar esse público. É um prazer enorme criar, desenhar, escrever sobre essas coisas. E não me proponho a fotografar também porque o tempo de criação e execução do projeto de cada livro é grande, e gosto muito dessa etapa do trabalho. E acredito que vou encontrar fotógrafos parceiros que enxerguem o potencial e o quão especial seria desenvolver esse trabalho junto comigo. As fotos desse projeto foram feitas antes da idéia do livro surgir, sem roteiro. Mas se encaixaram perfeitamente no argumento que criei.

Devagarinho vou fazendo como anteriormente e vou postando os textos do livro aqui no Blog.

Obrigada pela atenção e quando tiverem um tempo folheiem esse meu novo trabalho. É muito bom dividir ele com vocês!

Muito obrigada. Bjs a todos.

CoisasSódeMãe – Um post publicado no MinhaMãeQueDisse, um livro e um novo rumo profissional!

Pessoas queridas todas!

Em resumo, sei que todo mundo tem milhões, trilhões, zilhões de coisas pra fazer da vida, mas tendo um tempo nos próximos meses 😉 , leiam o post publicado no portal minhamaequedisse.com hoje, em que cometo sincericídio materno, vejam o livro CoisasSódaJúlia e conheçam minha nova proposta profissional atuando como “Desenhadora de Livros”. No post anterior a esse, explico o que isso significa. Como veêm, muitas coisas mesmo pra contar!!! E hoje acabou sendo um dia em que tenho que contar um monte de coisas de uma vez, porque amontoou tudo mesmo e não vai ter jeito.

Agora, para quem tem tempo para mais, explico por partes:
Primeiro comemorando e divulgando a publicação de um post meu nominhamaequedisse.com! Esse portal agrega mais de mil blogues maternos e fala dessas coisas todas de mãe. Selecionado neste ano pela revista Pais&Filhos em matéria que enumera na rede de mães e pais blogueiros os melhores blogues de 2012, publica diariamente posts que dividem experiências maternas com as leitoras. No Facebook tem mais de 4400 seguidores. E hoje o post do dia é meu! O texto é longo (quem me conhece sabe que concisão nunca foi meu forte ). Mas fiquei com dó demais de cortar. Espero que a mulherada não desista de ler no meio do caminho, que se divirtam com as agruras pós-parto enumeradas e realmente curtam a ideia em imprimir/ fazer uso/ passar adiante o Voucher-Vale-Uma-Noite-de-Sono-Mamãe, que é um brinde que vem pra compensar o tempo que vai levar ler tanta coisa 😉 Meu muito obrigada aMariFlávia e Roberta pela oportunidade de blogar num espaço tão legal, junto de gente que trata desses assuntos de maternidade de forma tão pertinente, relevante e ao mesmo tempo leve e bom de se ler! Obrigada a Amanda, Fabi, Jamille e Aglair por terem tido a santa paciência de lerem os rascunhos e opinado sobre o texto.

Segundo, terminei um trabalho muito importante pra mim, um livro pelo qual estou completamente apaixonada e que orgulhosamente mostro aqui para vocês, o CoisasSódaJuju. Um livro impresso, onde com fotos que fiz dela e textos criados pra eternizar o que foram os primeiros 18 meses da história de Juju junto da gente, cometo uma declaração de amor como só as mães podem fazer. Agradeço ao papai Rodolfo por ter feito lindamente Juju junto comigo e pela ajuda em cuidar dela para eu trabalhar no livro tardes e madrugadas adentro nesses tempos de muitos trabalhos.

E terceiro, o fato de que a criação desse livro abriu portas para eu pensar trabalhar criando livros. Passo a assumir a profissão auto-criada de “Desenhadora de Livros” em uma proposta que vocês podem ver no post anterior a esse que publiquei sábado no blog, mas que estava mantendo “meio” escondido porque eu ainda estava terminando de definir uns pontos do projeto para divulgar mais fortemente (e que ainda estou definindo). Obrigada Amanda, Fabi, Aglair, tia Fer, vovó Landa, tia-vovó-mommy Lucy, Rosangela, Roberta, Zeca, Gustavo, Rosane e Carolina pelas primeiras opiniões sobre o projeto.

Bom, como disse, muitas, muitas, muitas coisas acontecendo por aqui.

Estou muito feliz com esse momento de definir rumos e iniciar esse projeto no qual acredito ser uma idéia muito boa mesmo de eu investir e dedicar meu tempo e energia criativa. Vamos ver onde ele vai dar, e se não der, no Catho tem um monte de oportunidades em Campinas na área de comunicação! Avante!

Pra quem leu até aqui, muito obrigada. Sugestões, críticas e observações são super bem-vindas.

Beijos a todos. Inté!

 

CoisasSódeMãe – uma mamãe que trilha novos rumos profissionais – Desenhadora de Livros

Como sabem, depois que Juju nasceu tenho me dedicado a ela integralmente. Em dois meses ela completa 2 anos e tenho pesquisado formas de retomar o trabalho de forma que eu possa continuar a acompanhando de perto, que eu possa executar em casa, sem deixá-la em tempo integral com outros, pelo menos por enquanto. O objetivo era buscar fazer profissionalmente algo que eu amasse, já que estou tendo o privilégio de escolher o caminho. Que fosse prazeroso e recompensador. Onde pudesse usar a minha arte, capacidade criativa e bagagem profissional para trazer ao mundo através do meu trabalho algo com mais sentido tanto para mim quanto para os outros. E que se tornasse um meio de vida possível.

E queima cachola, pesquisa, procura, mexe e remexe. Achei!!!

Vou ser Desenhadora de Livros, gente! Posso fazer livros, uma coisa que sempre amei! Sou capaz de criar um universo inteiro que ao ser aberto entre duas capas é capaz de fazer emergir sentimentos, mundos, lembranças…. As melhores coisas da vida podem estar contidas em um livro, coisas boas, especiais, importantes. E eu posso fazer isso.

Mas aí, vem uma pergunta:
“Como assim, Juliana, tá doida? Imprimir livros se tudo parece ir na contramão disso? Imprimir como, se os custos são absurdos?”

Primeiro, acredito que para os que amam os livros, o prazer de se esperar chegar, adquirir, pegar, sentir, folhear e viver/ler um livro não tem substituição. Não acho que o livro eletrônico substituirá a sensação tátil, viva, real e absoluta de se manusear um livro impresso.
Respondo que a mesma era que declara o fim do livro impresso por conta do avanço das novas mídias e tecnologias, permite que qualquer um que deseje seja capaz de imprimir por demanda, uma, ou duas, dez unidades, a um preço realmente possível. Além de que um livro, se bem cuidado, pode durar mais que uma vida. E um projeto individual pode ser um presente eterno que você oferece para si e surpreendente para os outros. Acredito que tudo isso mudam as coisas. Nasce a proposta de um “novo produto” muito especial. Vou desenhar e entregar livros pessoais, únicos, objetos de arte, de sonho, de realização.

Fiz um livro para a Júlia, CoisasSódeJuju. Fotos, lembranças, passagens, pensamentos declarações de um amor imenso de mãe. Um livro para celebrar e guardar um pedacinho do que foram os primeiros 18 meses dela junto de nós nessa vida. Algo que qualquer mamãe gostaria de ter para presentear seu filho. Esse trabalho me deu essa inspiração para pensar esse projeto da “Desenhadora de Livros”. A princípio para o público em geral, o foco dos livros que pretendo desenvolver será buscar materializar o amor das pessoas por seus filhos. Meu olhar e minha percepção andam aguçadíssimos nessas matérias de maternidade por conta da Júlia, e como estou mergulhada nesse mundo, direciono por agora meu trabalho de arte e criação a ele. Mais adiante virão outros temas, livros sobre tudo que se possa querer ou imaginar. Vou entregar sonhos impressos. E estou muito feliz e esperançosa que essa ideia dê certo.

Pesquisei e encontrei empresas nos EUA que imprimem sob demanda com uma qualidade fantástica. Os livros ficam maravilhosos, o da Júlia pronto me surpreendeu. Tem coisas novas muito interessantes também como transformar seu blog em um livro (esse serviço vou oferecer também) ou transformar suas fotos do Instagram em um material impresso. Precisando de alguém para criar e diagramar um livro pessoal, com projeto visual caprichado, da forma com que sempre conduzi meus trabalhos que vocês conhecem bem e entregar tudo prontinho, me procurem, estou as ordens!

E é isso que eu venho dividir com vocês, amigos. Conheçam um pouco mais sobre o livro da Júlia emhttp://coisassodemae.com/coisassodejujuolivro/. Folheiem se quiserem abaixo (demora um pouco para carregar) e entendam melhor do que estou falando passeando aqui pelo coisassodemae.com, que estou preparando para ser meu canal de divulgação e venda da idéia dos livros nesse começo.

Se alguém sonhou algo parecido, e quiser me procurar, seja bem-vindo, que vamos realizar isso. Se alguém tiver algo a acrescentar, opinar, sugerir, sou todo-ouvidos.

Beijo a todos!

Desenhadora entrega o outro e vai explicar em rede nacional como fazer livro!

Oba!!! Tem post nosso no MinhaMãequeDisse.com hoje!!!  E vai ser em dose tripla!!!
http://minhamaequedisse.com/2013/09/doseublogparalivro-como-transformar-e-guardar-todo-o-conteudo-do-seu-blog-em-um-livro/

Na proposta de se fazer livros pessoais, a ideia de se transformar blogs em livros pessoais é uma das mais legais. É também uma das que mais me solicitam orçamento, mas sendo um trabalho-beeeem-trabalhoso-e-demorado, e o tempo de dedicação necessários para a formatação de um projeto é grande, esses custos repassados ao cliente acabaram ficando meio pesados, como concluí, ao não conseguir fechar nenhum, infelizmente, rsrsrs. Uma pena. Com certeza é muito recompensador ao ver o tal bichinho pronto, impresso na mão.

Por conta disso, há tempos venho pensando em retomar minhas habilidades de professora de informática que adorava o que fazia, (e já até criou apostila passo-a-passohttp://www.calameo.com/read/002582923a7cf8342b52a) publicar um post falando de como funciona esse processo de se Fazer BlogParaLivro e trazer para blogosfera materna (apesar de que esse assunto tem alcance geral). A ideia é a de fazer uma espécie de tutorial básico, entregando o ouro mesmo, rsrsrs, Mas ganhando visibilidade e interesse para os outros projetos, que tem maior valor agregado e que não dá para entrar no esquema “Do-It-Yoursef”.

Esses dias me deparei com um post em um blog materno no exterior que sigo, onde a blogueira falava justamente da empresa com a qual eu imprimo os projetos e ela estava explicando o processo “faça seu livro você mesma” (no caso, não livro de blog, mas com fotos) para as leitoras – http://www.clickinmoms.com/blog/tips-for-organizing-and-printing-your-personal-photos-by-beira-brown/. Aí pensei, hummm, talvez, se o post sobre os livros de blogs não ferir questões publieditoriais no MMQD – tanto pela Blurb (porque não dá para falar da idiea sem citar a Blurb, é dela o sistema), qto por meus serviços, vou fazer e mandar para as meninas verem se dá para publicar por lá e alcançar todo mundo de uma vez com a ideia! Ia ser MUITO LEGAL! A repercussão que dividir essa informação com outras blogueiras serão bem importantes, acredito. Publicar isso faz mais realidade o conceito de que agora podemos fazer livros pessoais! Uma ideia tão encantadora, sobre a qual me debrucei há uma ano e tenho apostado tanta energia!

Bão, fiz, mandei para as meninas superpoderosas do MinhaMãequeDisse e oba!!! Vai para roda sim!!! Está lá hoje gente!!!
Como o post ficou tão grande como o meu primeiro publicado ano passado (experiência super de viver!) tivemos que dividir o dito-cujo em 3 etapas, que se apoiam na execução do processo:

1 – Introdução a questão e como fazer backup do Blog em xml (ferramenta básica do sistema)
http://minhamaequedisse.com/2013/09/doseublogparalivro-como-transformar-e-guardar-todo-o-conteudo-do-seu-blog-em-um-livro/

2 – Como criar o livro do blog com domínio WordPress.com e Blogger através do software Blurb BookSmart
http://minhamaequedisse.com/2013/09/doseublogparalivro-como-transformar-e-guardar-todo-o-conteudo-do-seu-blog-em-um-livro-parte-ii/

3 – E como salvar o blog inteiro num arquivo doc.
http://minhamaequedisse.com/2013/09/doseublogparalivro-como-transformar-e-guardar-todo-o-conteudo-do-seu-blog-em-um-livro-um-post-quase-de-utilidade-publica-na-blogosfera-materna-parte-final/

Olha que privilégio estar no ar no MMQD 3x numa só semana!!! Feliz, feliz, feliz aqui.

Acompanhem e aproveitem. Bjuju grande!

Sobre álbuns de fotografia impressos – fazer para que mesmo, gente?

Entre as CoisasdeMãe mais preciosas com certeza estão os álbuns de fotografia dos filhos. Peça para sua mãe hoje para verem juntas/juntos as fotos de quando você era criança e observe o quanto o rosto e olhar dela se iluminarão!

E por quê? Porque sim, foto literalmente é luz! Luz que invade os porões empoeirados da memória. Luz que brilha e traz vida as pessoas e coisas amadas que já passaram, se acabaram, se perderam ou já se foram. Luz que descortina o tempo e traz de volta ao coração e aos sentidos as mesmas sensações, cheiros, texturas, lembranças e amores vividos naquele momento registrado. Seja o “acontecido se dado” há 8 dias ou 80 anos atrás. E esse momento para ser revivido está ali, ao alcance, lindamente guardado nas páginas de um álbum/livro de fotografias, esperando que alguém os movimente para trazer toda aquela vida de volta.

Lembro-me de um filme antigo onde duas crianças pareciam viajar ao lado de uma fada, ou mago, não sei direito agora. Uma passagem me marcou e a ideia sugerida ali me impressionou muito quando vi o tal filme, criança que era, tanto que não a esqueci. O casal de irmãos iam revisitar os avós, já falecidos. E me lembro de uma alegria só em preto e branco dos avós, explicando aos netos que eles não haviam morrido não, e sim que estavam adormecidos. E que eles sabiam que as pessoas se lembravam deles quando acordavam, pois estarem acordados era o sinal de que alguém querido estava se lembrando deles, em memórias e pensamentos. Guardei esse conceito, e poeticamente hoje vejo o quanto ele é lindo! Lembranças são coisas poderosas, tesouros, relíquias, vida que ressurge do limbo do tempo.

Eu tenho meus álbuns de infância/relíquias cuidadosamente preservados, como tesouros que são. Sobrevivem galantes e garbosos ao tempo, e aos mais de 35 anos já passados, com fotos cuidadosamente montadas pelas mãos e olhar inspirados, e entregues por nosso fotógrafo oficial, o Dalbelo, feitos para durarem mais que uma vida inteira.

Não sei contar quantas vezes já vi e revi tudo. Já usei de modelos para desenhar auto-retratos. Já usei de recurso para rever avós, meu pai, e acalmar às vezes a saudade imensa que bate. Me reconheci dia desses incrivelmente tão igual a minha mãe, lançando um olhar completamente apaixonado para sua Juliana bebê, junto a mesa de aniversário da festa de dois aninhos da filha… E sei que serão ainda serão fontes inigualáveis e ricas para resgatar muitas histórias que ainda eu vou contar a minha filha sobre coisas da vida que ela sente através de mim, mas que não vê.

Álbuns de fotografias devem ser montados para serem vistos por uma eternidade.

Com olhos e sentidos extasiados e conhecimentos de professora de artes, tive a oportunidade e o privilégio de visitar alguns dos mais lindos museus de arte do mundo ocidental: Metropolitan, MOMA, Louvre, Pompidou, D’Orsay, Picasso, Rodin, Borghese, Capitolinos, Vaticano, dell’Accademia, Uffizzi, Guggenheim e até uma Bienal de Veneza. Aprendi como artista que expôs trabalhos a editar grupos de imagens para que em conjunto, no museu, na galeria ou mesmo no corredor do shoppings, elas formassem um discurso coerente, belo, interessante, encantador. Um conjunto que envolvesse o visitante e o instigasse a querer ficar e olhar um pouco mais, num mundo tão corrido e urgente chamando suas atenções.
Aprendi como desenhista e fotógrafa a ver mais além, técnica e poética visual.
Aprendi como diretora de arte tudo sobre como fazer ficar realmente bonito aos nossos olhos e percepção.
Como professora de editoração, ilustração e manipulação de imagem aprendi a dominar software e processos.
Como estagiária numa agência de propaganda e estudante de intercambio lá fora, entendi realmente conceitos do que é universal e o que é local/regional.

E é com esse olhar e essa bagagem que me proponho a montar álbuns/livros de fotografia. Com essa consciência e responsabilidade que me apresento, para que com olhos e mãos de artista, eu possa organizar suas fotos e a historia a ser contada ali da forma mais pertinente, harmônica, completa e bela possível. Arte! Temos uma verdadeira curadoria a ser feita a cada novo trabalho. Álbuns para exposição do melhor e do mais emocionante que as fotos que os formem possam trazer. E com a vantagem de que não terão, após 15, 20 ou 30 dias terem que sair da sala expositiva para dar lugar á próxima mostra. Ficarão para sempre no espaço expositivo do coração das pessoas.

Vamos fazer um álbum/livro de suas fotografias?

 

Um álbum ilustrado delicado, cheio de graça!

Apresentando um lindo trabalho de organização e ilustração de um álbum temático, realizado para a fotógrafa Carol Gimenes – https://www.facebook.com/CarolGimenesStudioFotografico?fref=ts .
Bolas, balões e uma Galinha famosa se colocaram a postos para me ajudar a contar, através do trabalho de captura inspirado da fotógrafa, a história linda de aniversário de um aninho de um anjo chamado Giulia.
E um exemplo de que é possível sim fazer um álbum ilustrado limpo e delicado.

montagem album galinhabx

Um pouco de olhagentemimsoulegal e mimimi

Na maioria do tempo a gente se questiona se essa história de escrever blogs e ficar falando das próprias experiências não seria uma grande perda de tempo e energia, e pior ainda, se não coloca nossa própria segurança, quando abrimos muitas vezes questões tão pessoais e ficamos talvez em risco, num mundo tão doido e com tanta gente ruim.

Nessa de dividir experiência, antes da atual fase “hard mammy”, onde só ando falando mesmo de coisas de mãe, eu falei de viagem de intercâmbio e estágio internacional em outro blog (http://julianacassab.com/Blog/Blogger.aspx).
Muitas pessoas entraram em contato desde 2008, quando vivi a experiência, perguntando coisas, e dentro das minha possibilidades, eu sempre procurava ajudar.

Teve uma moça, publicitária como eu, que morava em Araraquara, ali pertinho de mim em Ribeirão ainda. Além de nos falar por e-mail, também falamos via Skype no momento em que ela estava planejando fazer a mesma viagem que fiz, e lidando com as mesmas dúvidas e sonhos que eu tinha qdo fui.
Meses atrás, recebi uma msg escrita via Skype dela contando que estava lá!
E recebi mais uma dias atrás, colada abaixo. E fiquei muito feliz, certa de que vale a pena sim tentar dividir coisas boas vividas. 🙂
E que vale a pena sonhar!

“Oii Juliana….td bem?? Axa, nao se preocupe…eu imagino que deve estar na correria. Eu ainda estou em Toronto sim, sobrevivi ao inverno, que é mtooo frio digase de passagem hahahah….Então, consegui um trabalho voluntário em design gráfico. Vai ter um desfile de moda aqui em Agosto, chama African Fashion Week Toronto, e eu estou fazendo o material gráfico para eles….legal né?! Qria te agradecer, pois antes de eu vim pra cá (aquela fase que dá medo de largar tdo e vim, sabe..rs) o seu site falando de toronto e da sua experiência em propaganda aqui me motivaram bastante a vir para cá e acreditar =)
Obrigada…beijoss!!!”

 

Aos colegas publicitários e a quem mais interessar

Depois que a Ju nasceu tive tempo para rever muitas coisas em minha vida, e a forma como vivi a profissão de publicitária, onde me formei atuando, é uma das questões revistas. Escrevi esse texto há alguns meses e algumas pessoas já leram. E hoje, por vários motivos, deu vontade de falar com mais gente. Vontade de, com minha mea culpa, tentar alertar outros que possam estar fazendo como fiz. Para que corram, que mudem agora, antes que a vida lhes passe uma rasteira maluca e não lhes dê tempo de tentar fazer diferente, de fazer melhor, mais leve, mais feliz. Fico aliviada que esse tempo para mim ainda é recuperável. Que uma maior consciência, mesmo que tardia, tenha aflorado.

Bjujus a todos! E muito obrigada pela atenção.

“Sabe aqueles dias em que a gente não tem feito outra coisa se não pensar na vida? Ou sei lá, pensa na vida porque não anda tendo muitas outras coisas pra pensar?

Com todos que trabalharam comigo, por curtos ou longos espaços de tempo, eu gostaria de compartilhar algumas coisas que ando pensando.

O convívio das pessoas no espaço de trabalho de uma agência de propaganda é muito, muito intenso. Os sentimentos de realização profissional nessa área nascem de processos nos quais mergulhamos muito fundo, nos envolvemos em um longo caminho e com muitos profissionais para finalmente sentirmos o alívio do trabalho bem cumprido ao ver a peça veiculada e funcionando ao que se propõe ao cliente. São valores intangíveis que vendemos, são idéias, soluções que nascem de trabalho intelectual suado, seja de pesquisa, seja de cálculo, seja de criação, seja de acompanhamento de execução. Não é produto, troca, toma-lá-dá-cá. É muita criatividade, transpiração, comunicação, pertinência, relevância, estética, comemoração, frustração, aprovação, refação, prazos apertados, correções, acertos, erros, palpites, nossa! Quanta coisa entra nessa relação. E atrás dessa relação de trabalho, existe a relação pessoal estabelecida e vivida, que de acordo com temperamento, postura, bagagem de vida, crenças e sonhos de cada um e como esse um utiliza isso no trato com os colegas de trabalho, pode facilitar ou fazer tudo ser mais difícil do que é.

Demorei muito para entender isso, e hoje, gostaria de ter aberto antes meus ouvidos, mente e coração para algumas coisas, que teriam feito minha vida muito mais leve, fácil, feliz, produtiva e tranqüila na área profissional da propaganda. Coisas que teriam feito meu convívio com muitos de vocês colegas, muito, mas muito melhor.

Gostaria de ter entendido antes que na área criativa existe respiro, tempo, a necessidade do branco. O espaço criativo precisa de respiro, se não corre o risco de não ser compreendido, de sair cheio de ruídos, de ferir os olhos, de cansar, de doer. Não é linha de produção ininterrupta, não é sanduíche ruim feito de carne e pão congelados.

Gostaria de ter entendido antes que a sexta-feira é feita pra encerrar a semana. Trabalho bem feito, fechamento das contas, encerramento dos ciclos, limpeza das áreas virtuais e reais de trabalho para a nova semana que se iniciará na segunda começar arejada, limpa, leve. Sexta é para terminar muito direitinho os ciclos iniciados, e não pegar o briefing do próximo job da lousinha as 4:30 da tarde, para já “ir adiantando” as coisas. A sexta é para ir almoçar com os colegas, para ir para casa na hora certa, pra começar as 6:30 da tarde a descansar as idéias, pra curtir o happy your, pra celebrar a amizade, que torna a vida mais fácil de se levar.

Gostaria de ter entendido antes que ritmo é algo pessoal, intransferível, individual e que graças ao papai do céu não somos máquinas prontas a serem startadas a um simples toque de dedos.

Gostaria de ter entendido antes que o respeito incondicional ao que o outro julga importante e ao que outro adota como forma de conduzir seus caminhos é algo essencial ao bom convívio, mesmo que você discorde dele. Cabe a mim, respeitar, conviver, aceitar, não julgar, não criticar, não condenar, não ser tão rígida em minhas atitudes e opiniões. Gostaria de ter sido mais flexível em minhas posturas e não cobrar tanto, o tempo todo, seja de mim mesma, seja dos que me rodeavam.

Gostaria de ter entendido que nossos humores, rumores, amores e desamores internos podem se fazer externos sim, mas com cuidado, em baixo tom, respeitando profundamente o espaço olheio, o outro, o pequeno universo pulsante ao redor. Explosões são coisas de vulcões, que rompem limites e interferem nos espaços alheios, destruindo, bagunçando, desconcentrando, desconcertando. Longos silêncios também provocam as vezes os mesmos estragos que os vulcões. Gostaria de ter tido mais calma, mais tranqüilidade em lidar e reagir frente ao que o mundo ao meu redor me trazia.

Gostaria de ter entendido antes que dá pra ser leve sem ser fútil, que dá pra ser sério sem ser sisudo, que dá pra falar besteira sem ser bobo, que dá pra relaxar sem ser preguiçoso, que dá pra ser um bom profissional sem ser máquina de produzir, principalmente numa área tão delicada como a criativa.

Criatividade é algo fluido, leve, gostoso, bom de se viver, de se materializar. Não é pesado, difícil, sofrido. É um privilégio ser capaz de viver de idéias, de conseguir fazer delas meio de vida. Aos colegas diretores de arte, minha admiração por apesar de toda a carga exigida que se carregue, que vcs continuem firmes aí, e de bem com a vida, mesmo com toda a transpiração que isso exige. Diretor de arte garoto-enxaqueca só conheci um, eu mesma. Quando eu crescer quero ser como vocês.

Colegas todos, não vou ficar revisando e relendo esse texto, se não vou protelar, guarda-lo numa pasta escondida no computador e não vou ter coragem de postar. Ah, e além disso, Juju acabou de acordar lá em cima no berço.

Muitas saudades dessa loucura toda que é a vida na agência, muitas saudades de vocês e do convívio com vocês. Para mim foi preciso o distanciamento para eu entender algumas coisas. Não resisti e as trago aqui, agora.

Inté logo, espero encontrá-los logo pelas esquinas da vida!

Juliana.”